quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Duas meninas e suas histórias


A Jaqueline de Mello é estudante de jornalismo do IELUSC e escreveu a reportagem “As Anas de Joinville”. A abordagem traz duas meninas e suas histórias, as diferenças na mesma cidade, afastadas por diferenças sentidas em cada rua de Joinville.


Dois trechos:


“A diferença entre as Anas de Joinville é mais do que social. As Anas representam os dois lados da cidade. Joinville tem 35 bairros, a maioria deles composta pelas classes B, C e D, nos quais as pessoas moram em barracos de madeira, as crianças brincam no meio das ruas ou em campos improvisados como no bairro Paranaguamirim. E as famílias dependem da boa ação da comunidade, de doações de alimentos e roupas arrecadados pelas igrejas. Alguns bairros ainda possuem valetas a céu aberto, são os casos do bairro Profipo e Paranaguamirim.”



“Uma Ana conversa com os pais diariamente, a outra Ana, só os vê no horário do almoço. Uma delas sonha em ver o pai em casa e descansado: “Ele trabalha demais com construção, chega todos os dias cansado, brinca comigo e com meu irmão, mas sei que tá cansado”. O pai de Ana é pedreiro e a mãe, costureira. A Ana que tem os pais empresários também sonha com algo parecido, essa Ana quer que os pais tirem férias e passem um pouco mais de tempo com ela. As Anas de Joinville são apenas crianças, mas têm problemas de adultos.”




quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Prates, um fascista servido no almoço



Luiz Carlos Prates, um sujeito estúpido, reacionário e preconceituoso. Nada do que sai da boca dele é possível de uma risada, só um riso curto e amargo. A ele destilo um ódio a todo seu discurso fascista servido no horário do almoço.


Eu não tenho o que dizer, por isso indico as considerações do Jornalismo B, clique aqui

Um passo e outros passos


A justiça brasileira é política, é o que vejo no caso do Cesare Battisti, o assalto a FAG e os inúmeros casos de prisões por conta do consumo de maconha e pequenos furtos. No caso de pequenos furtos e consumo de maconha somente um juiz, em Joinville, olha com o cuidado social e busca analisar o contexto, pois a lei aplicada sem avaliar o contexto é da politicagem mais canalha e mantedora das desigualdades, tanto econômica como de gênero. Pelo visto, outros  juízes estão avaliando de acordo com o contexto.



Ontem e hoje no jornal de papel “A notícia” e o jornal televisivo do “Meio Dia da RIC-Record” noticiaram o primeiro caso de adoção de uma menina por um casal de mulheres, ou seja, os direitos das lésbicas estão, paulatinamente, sendo reconhecidos, ao menos no que remete a leia. É um passo ao respeito a diversidade sexual.



Agora, é preciso transformar a nossa cultura machista e homofônica. Nesses casos culturais a dificuldade é maior, pois não é uma lei que faz a mudança, longe disso. É preciso a batalha em todos os espaços e lugares, felizmente pessoas estão se organizando com tais bandeiras, como no GEPAF e Associação Arco-Íris, que fazem outros passos rumo ao respeito a diversidade sexual.

Leitura repetida


Nos últimos tempos tenho escrito, mas nada adequado para publicar no Vivo na cidade. Nos últimos tempos não tenho visitado outras páginas virtuais para indicar por aqui. Nos últimos tempos tenho lido, mas também nada novo, voltei  a ler o que já tinha devorado, entre os tais livros está “Dias e noites de amor e de guerra” do Eduardo Galeano, li em 2001, mas por conta do comentário do Nils resolvi ler mais uma vez.


Um fragmento me pegou em cheio, ao menos é como tem sido as últimas noites:


"Afundo as mãos nos bolsos. Estico as pernas. A sonolência me dá estremecimento de prazer e de fadiga. Sinto a noite  metida na cidade. É tarde. Estou sozinho."

Eduardo Galeano


Nossa, como a palavra "última" esteve presente nessa postagem. Não foi de caso pensando, ficará assim.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dois culpados




O Vini foi o responsável por minha entrada no teatro. Eu enchi a paciência dele até introduzi - lo ao mundo dos Blogues Então, ele é culpado de uma coisa e eu de outra.

Clique aqui e acesse o Blogue do Vini





Na foto: Eu com a máquina e o Vini ao fundo, fazendo brincadeiras no camarim do teatro do SESC de Lages. 

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Que Marvin Gaye olhe...


que Marvin Gaye olhe por nós, porque deus já ligou o foda-se

Picket lines and picket signsPiquetes e cartazes
Don't punish me with brutality Não me puna com brutalidade
Talk to me Fale comigo
So you can see Então você poderá ver
What's going on O que está acontecendo
Ya, what's going on Sim, o que está acontecendo
Tell me what's going on Diga o que está acontecendo
I'll tell you what's going on - Uh Eu direi o que está acontecendo
Right on baby Certo baby
Right on baby Certo baby




















sábado, 28 de novembro de 2009

John Reed: um jornalista e socialista.

A cidade não me paga o que eu trabalho… Eu vou dormir no parque... O guarda da cidade vem e me manda embora... Para onde eu vou? Pro inferno! Não é uma boa?

John Reed no conto “O capitalista” publicado no livro “O filho da revolução”.


Fotografia de Henri Cartier Bresson



O ato de ler os contos reunidos no livro “A Filha da Revolução” de John Reed, lançado no Brasil há nove anos, traz o encanto de perceber os conflitos humanos e as cidades na literatura, ora como cenário ora como protagonista. John Reed, a sua maneira, talvez por conta das suas experiências como o “maior jornalista das primeiras décadas do século XX”, envolveu os seres humanos e as cidades com traços ficcionais e reais, pouco importando a linha do real e do imaginário, mas fazendo dos seres humanos rotos e esfarrapados como portadores de simplicidades ou estupidez, sem idealizar os fodidos das cidades. Fazendo da literatura não objeto de defesa de tese, mas objeto de questionamentos das condições humanas dentro de um conflito de classe, é claro.



Filme baseado na vida de John Reed.