segunda-feira, 22 de outubro de 2007

[ Livro ] Obrigado Galeano

O cronista uruguaio Eduardo Galeano, é o sujeito que melhor organiza as palavras numa seqüência que me agrada e me enche de pensamentos e reflexões sobre as nossas histórias, nossas políticas, nossas vidas, nossos imaginários, nossos cotidianos e nossas esperanças. Um dos escritores que expressa os marginalizados e as marginalizadas da América Latina e do restante do globo.

Meu despertar para Galeano foi ao ler “Livro dos Abraços” ( em 1998 ) com:

“A extorsão, o insulto, a ameaça, o cascudo, a bofetada, a surra, o açoite, o quarto escuro, a ducha gelada, o jejum obrigatório, a comida obrigatória, a proibição de sair, a proibição de se dizer o que se pensa, a proibição de fazer o que se sente, e a humilhação pública

são alguns dos métodos de penitência e tortura tradicionais na vida da família. Para castigo à desobediência e exemplo de liberdade, a tradição familiar perpetua uma cultura do terror que humilha a mulher, ensina os filhos a mentir e contagia tudo com a peste do medo.

- Os direitos humanos deveriam começar em casa – comenta comigo, no Chile, André Dominguez.”


Assim, notei como expressões autoritárias do capitalismo estão inseridas nas diversas formas em nossos cotidianos e quando nos demonstramos interessados nas transformações sociais, torna-se necessário a não reproduções das práticas opressoras em todos os meios sociais em que vivemos.
Obrigado Galeano.

10 comentários:

Biotóxico disse...

pois é... estou com algo...
tenho que att aquilo... ta meio parado

Maloka Elétrika disse...

Q pasa? Não linkou o maloka elétrika puerra!!!

http://malokeletrika3.blogspot.com/

perro disse...

não, não, chaos... esse link que tu botou ae é o cocha hotel, puerra! esse brogue da cidade aqui tá linkado na maloka elétrika:

www.malokeletrika.blogspot.com

foradelugar disse...

"Gostei muito dessa citação do Galeano esolhida por você... A famíia é o espaço em que as desigualdades, hierarquias são "legalizadas" e não apenas isso... são incentivadas! Mas pq mudança estamos passando... pelo menos nós, classe média! acho que nós como sujeitos do presente não nos damos conta disso... Aquele modelo familiar "burguês" está sendo cada vez mais questionado (apesar de encontrar críticas da própria classe média). A mudança parte de nós!!! Os nossos filhos (isso se tivermos filhos, pois agora, no século XXI, temos esse direito de escolha!) talvez viverão numa família diferente... com mais eqüidade - igualdade social-já que somos verdadeiramente todos diferentes e temos que respeitar essas diferenças..."

foradelugar disse...

O comentário acima foi escrito pela Sara, professora de História e companheira de graduação.
Ela não tem conta na porra do google, aí acho q nao tem como comentar por aqui...mas publico o comentário, assim alimenta o debate.
:-)

Leonel Camasão disse...

Pourra MK
Legal esse post, O Livro dos Abraços sempre está em minha cabeceira, e Galeano realmente sabe como falar muito em poucos parágrafos.
=D
Tá bonito o blogue

Maloka Elétrika disse...

ó, a sara não pôde comentar porque esse brogue tá configurado pra aceitar só comentário de nêgo registrado. faz o seguinte:
entra em "configurações" - comentários - "quem pode postar?" e aí seleciona "qualquer um".

Com saludos malakos, aí vai mais Eduardo Galeano procês, desejando bons augúrios presse brogue recém-nascido:

Los nadies

Sueñan las pulgas con comprarse un perro y sueñan los nadies con salir de pobres, que algún mágico día llueva de pronto la buena suerte [...]
Los nadies: los hijos de los nadies, los dueños de nada.
Los nadies: los ningunos, los ninguneados, corriendo la liebre, muriendo la vida, jodidos, rejodidos:
Que no son, aunque sean.
Que no hablan idiomas, sino dialectos.
Que no profesan religiones, sino supersticiones.
Que no hacen arte, sino artesanía.
Que no practican cultura, sino folklore.
Que no son seres humanos, sino recursos humanos.
Que no tienen cara, sino brazos.
Que no tienen nombre, sino número.
Que no figuran en la historia universal, sino en la crónica roja de la prensa local.
Los nadies, que cuestan menos que la bala que los mata.

Fê Ozório disse...

Gracias hermanos.

josenita disse...

olha, até que enfim consigo comentar aqui. Será que dessa vez vai?!?
sabe , tô na fase de reler alguns livros e semana passada lendo mais uma vez o livro dos abraços esse trecho também me chamou a atenção. Engraçado que das outras vezes ele passou despercebido.

nessa disse...

Quem me fez cair de amores pelo Galeano foi o Dani, do MPL de Floripa. E eu sou muito, muito grata a ele.
E tem mais, quem não curte ler o cara, é meio doente. =)