quarta-feira, 28 de maio de 2008

[ Cotidiano ] Minhas razões de escrever e publicar no Vivo na Cidade

Eu tenho lido textos e outras observações de diversos homens e mulheres sobre o porque estão se dedicando a escrever. Também são palavras para justificar os porquês de escrever num blog e assim vai. As leituras foram feitas basicamente em páginas da Rede Mundial de Informação, a tal da Internet. É pessoal a grana ta curta por aqui, aí tenho ficado com os olhos cansados de ler no monitor desse pequeno computador.

Após ler o primeiro parágrafo do texto Política e Literatura. George Orwell: Por que escrevo que o professor Antonio Ozaí da Silva diz:

“Há os que escrevem livros que os imortalizam; há os que escrevem diários que são esquecidos, como as memórias olvidadas no recôndito da consciência. Alguns escrevem por prazer, outros pela obrigação curricular – a pressão do Lattes!”

O trecho acima foi o suficiente para estacionar os olhos no parágrafo seguinte e voltar a ler o trecho citado acima. Afinal, o que me leva a escrever e publicar no Vivo na Cidade ?

Não espero ser imortalizado, mesmo que os textos ficarão “salvos” no mundo virtual, muito menos serei imortalizado por ser um “grande escritor” dos espaços como um Blog. Será que em breve “grandes escritores-as” terão sua fase inicial de publicação nos Blogues ? Bem, essa resposta buscarei a resposta daqui 80 anos.

Também não vou ser tão tristonho, esquecido não será parte do meu futuro. Ao menos alguma pessoa próxima a mim lembrará de que escrevia e publicava por aqui.

A obrigação curricular está longe do meu porque (ou seriam diversos porquês?). Mesmo que em alguns textos e observações despertou o desejo de escrever um projeto, fazer uma pesquisa de fato. O que num futuro o habito da escrita poderá existir por uma obrigação curricular, mas o ponto de partir não foi o dever enfadonho de uma obrigação.

Os dois porquês

O primeiro porque está ligado ao exercício da escrita, que a cada dia torna-se mais viva, honesta e levando em consideração a possibilidade de que os textos sejam de uma leitura a todos-as. Ainda tenho muito aprender no campo da escrita, mas é com o prazer de leitura e que os exercícios minha escrita passará a compor a alegria, o prazer, a revolta, a crítica, as analises e as necessidades de transformação social.

O porquê principal é o prazer de tornar publico minha opinião, especialmente numa sociedade em que as opiniões expressas estão ligadas a ordem do dinheiro, do poder do Estado e dos Partidos. O prazer de trazer a tona as minhas verdades constituídas na valorização dos seres humanos, desenvolvendo uma escrita com base no pensamento e na prática da construção de uma sociedade que os verdadeiros transformadores-as e beneficiados-as sejam os homens, as mulheres, as crianças e os-as queridos-as velhinhos-as dos diferentes bairros que compõe a cidade.

Um comentário:

neander disse...

Meu, tu não sabe como eu to emocionado de ver que tu colocou a janela de comentários como pop-up!

Mas agora, mudando de assunto, também andei pensando nisso ultimamente, pra que escrever naquele blog. Quando comecei era pra publicar minhas pseudo-proto-poesias undergrounds, mas agora é diferente.
É um lugar onde eu posso expressar alguns sentimentos sem muito compromisso, sem cobranças e sem ser definitivo. Escrevo, alguém lê, comenta, eu percebo que ou me expressei mal ou o que eu pensava era totalmente fora da casinha.
Tenho achado importante, tem sido uma experiência onde eu estou sentindo uma melhora na minha escrita.
Pode ser que ninguém leia e que não fique famoso, mas vai estar lá. Talvez seja uma vontade de reprimida de historiadores de nos escrevermos na história.