quarta-feira, 14 de maio de 2008

[Movimento Estudantil]Um frio na barriga e um “what fuc*”.

No presente ano está em circulação diferentes livros, artigos, comentários e afins sobre o ano de 1968, nesse presente mês é quase diário uma nova notinha ou artigo sobre o tema. O tempo de 24 horas por dia não é o suficiente para acompanhar tudo que se passa e problematiza em torno do emblemático e contestador ano de 1968.

E nessa temporada de nostalgia e quase um culto ao passado sinto um frio na barriga e nos meus pensamentos tem a singela frase “What Fuc*?, ainda mais quando uma das últimas informações recebidas é do evento que será realizado pelo Departamento de História da Univille que tem como título: “O avesso do avesso: 1968, quarenta anos depois”.

A lembrança inicial é a recente história do “movimento estudantil” da UNIVILLE e sua busca de abertura nos diálogos e canais efetivos de democracia. O último o aumento das mensalidades no final de 2007. Os professores e as professoras ficaram calados frente as reivindicações dos estudantes, sendo que o braço direito foi levantado para expressar um sim ao aumento. Talvez, essa geração poderíamos caracterizar como os filhos e as filhas de 68 e que pouco aprenderam com as barricadas dos desejos de Paris, com a primavera de Praga, dos Panteras Negras ao Luther King passando pela luta contra a guerra do Vietnam, quem sabe seja melhor nem citar as diversas frentes de luta para derrubar as ditaduras militares no continente americano, inclusive no Brasil.

Enquanto isso, hoje à noite, as chapas “23 de março” e “5 de maio” estarão debatendo suas propostas para ganhar a eleição para o Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi – CALHEV – o frio na barriga é ainda maior e a expressão “What fuc*” ganha um face um tanto assustadora. Isso acontece ao perceber que nossa geração, a dos netos e das netas de 68 não aprendemos o mais simples ensinamento de nossos avôs e avós.

A receita básica de criatividade expressa num papel por meio de tintas, assim se torna um instrumento de propaganda de suas propostas de luta no inexpressivo movimento estudantil da Univille. Já estava esquecendo, nossa geração tem acesso as diversas tecnologias para propagar as idéias de quebra da ordem estabelecida, entre elas a INTERNET. E exemplo desse meio como mecanismo para o levante social não precisa se voltar a 1968, volta-se a segunda metade da década de 1990 que diversos grupos de militância social se organizaram e ocuparam e destruíram com o encontro da Organização Mundial do Comércio na cidade de Seatle – EUA.

Quem sabe seja hora olhar as experiências do passado em que os desejos, os sonhos e as transformações ganharam as ruas, deixando de lado o culto ou nostalgia. Mas acompanhado de uma visão crítica com os pés cravados em nossa realidade. Assim poderemos divulgar e propagar nossas idéias e práticas de construção de uma sociedade baseada em democracia e justiça social. Ao contrário somente, poderemos legitimar todo o processo exclusão existente na universidade e na cidade.

2 comentários:

Anônimo disse...

luta contra o aumento em 2007 na UNIVILLE?será mesmo?
com que moral ,questionar o departamento,ou os professores pela falta de envolvimento e decisão,na hora de apoiar ou não essa luta?reunir alunos horas antes da votação não é luta...não passa do choro de um grupo,mal organizado,qu e se vê na obrigação(de caracter existencial)em "manisfestar" sua posição contrária,é a necessidade de ter uma briga,em quanto os "movimentos sociais" em joinville serem feitos por essa elite intelectual,será dessa maneira,fraca e dispersa.digo isso pq sou estudante de direito 2ºano,no final de 2007 durante o "protesto"pensei em participar em fzer parte,o pessoal de direito ,funcionarios e professores ,cairam em cima dessa manisfestaçõa,primeiramente não concordei com essa posição,mas por outro lado como falar bem ...o que foi aquilo?insisto em dizer ,mero choro,sem base,sem briga,mudanças não se fazem dessa maneira,o que fizeram em 2007?
diego-direito

maikon disse...

Oi diego.
Sinceramente, vc está um pouco por fora do q se passou na organização daquela atividade.
Somente os C.A's de Letras e História se organizaram, o DCE não desejou participar, essas duas entidades representativas fizeram discussões em seus cursos, buscaram abrir um canal de dialogo com os chefes de seus departamentos.Sendo que os proprios departamentos receberam os dados do aumento na manhã da reunião que seria votada.
O processo de aumento das mensalidades na Univille é um tanto complexo, apesar de que no Estatuto da universidade esteja "claro", algumas vezes a informação é passada e o DCe segura para não criar "tensão" e assim vai... Então, antes de apontar seus questionamentos seria interessante buscar informações com as entidades que buscaram despertar o debate.
Agora, sobre a "elite intelectual": é necessário saber que desde sua entrada na universidade vc passou a compor uma elite, uma elite "intelectual"... infelzimente que ainda não está mto bem preparada, levando em consideração que faz confusão entre "movimento social" e entidade representativa.
sinta-se a vontade para escrever por aqui e sinta-se mais a vontade de participar das próximas manifestações, pq somente participando vc poderá levantar esses questionamentos e terão um eco significativo e de possivel mudança.
inté.
maikon k.