quinta-feira, 12 de junho de 2008

[História] Rápida anotação sobre a fala de Celso Martins.

Agora são 00:10 de quinta-feira e há poucas horas estava no anfitetro II na UNIVILLE assistindo a fala do jornalista, historiador e posso considerar militante social Celso Martins.

O evento foi uma das cincos (ainda tem outras duas noites) atividades da Semana de História da UNIVILLE com o tema “Avesso do Avesso”, que está discutindo o ano de 1968 e o contexto das resistências sociais a Ditadura Militar brasileira.

A principio Celso Martins trouxe ao debate o tema: O Imaginário e a Organicidade dos Comunistas em Santa Catarina que já despertou meu interesse por conhecer o trabalho de pesquisa do palestrante em torno do PCB em Santa Catarina. Ainda mais que andei lendo o livro “Os Quatro Cantos do Sol: Operação Barriga Verde” lançando hoje por aqui e um capítulo em especifico chamado “Clandestinos em Joinville” me levou a escrever a postagem no vivo na cidade. Leia aqui

Durante exposição de Celso Martins narrou como se deu seu envolvimento com PCB, ainda em 1974 e seu desligamento em 1985, a introdução do pensamento de Marx e Lênin como uma verdade única para o desencadeamento do processo revolucionário, como se dava a relação de posicionamento crítico as ações do Partido e a interferência da URSS no PCB e disse que transcorria nos demais PC`s, o endurecimento da repressão com a instalação da Operação Barriga Verde em 1975, a opção da via Parlamentar no meio do MDB e pontuou outros temas.

Eu desconhecia as posições no tempo presente de Celso Martins e suas considerações sobre diferentes aspectos do comunismo, PCB, militância social e durante o evento de hoje percebi que o autor está vivo e consciente do tempo histórico que vivemos, assim trazendo a tona observações criticas a trajetória de luta pelo comunismo e o modelo marxista-leninista. Fazendo fortes questionamentos, apoiados em suas experiências e seus estudos. Chegando a apontar que a democracia direta seja um dos mecanismo fundamentais para a mobilização e organização social, citando como um exemplo expressivo nos dias de hoje as duas “guerras da tarifa” de Floripa-SC.

Gostaria de escrever e discutir alguns pontos despertando nas conversas das últimas outras, mas para tanto preciso ler as anotações do debate crítico, fraternal e de militância social no tempo presente e ainda deixar toda a empolgação e inspiração se acalmar na minha mente e coração.

Esclarecimento: são anotações breves sobre a fala de Celso Martins, preciso revisar minhas anotações e publicar por aqui, assim os-as companheiros-as que não tiveram condições de participar poderão ficar informado. Em breve farei contato com o Departamento de História e vou tentar conseguir o registro em vídeo da fala das últimas horas.

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