quinta-feira, 31 de julho de 2008

[ "Anti" - Campanha Eleitoral ] O que disse a mídia sobre a audiência pública.

A chamada da matéria “Debate não muda corredores de ônibus nas principais ruas de Joinville” do Jornal A notícia é um tanto infeliz. Afinal, uma audiência pública não tem o poder para inverter a situação dos corredores dos ônibus, mas serve para mostrar a força de mobilização dos setores interessados e as vozes da discordância. Como ontem que uma única voz ligada à população escutada, era a do Movimento Passe Livre.

Em outros dois pontos a matéria foi extremamente feliz:

1 – “Empresários criticam a implantação das faixas exclusivas em audiência pública. Prefeitura defende medida.”.

O entendimento de que a voz da Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL) é dos empresários da cidade é de grande importância. Principalmente porque as vozes dos-as moradores-as não estão sendo expressas na questão da mobilidade urbana e não será a CDL que realizará a representação de toda a população da cidade.

2 – “De um lado, os representantes do Conselho das Associações dos Moradores de Joinville (Coman), ligado à Prefeitura, e defensores da iniciativa...”.

A matéria foi mais feliz ao apontar à nefasta COMAM como uma entidade ligada à Prefeitura, sendo que conhecemos na prática como uma voz do poder municipal, apesar de apregoar defesa dos interesses da população.

Agora, como bem escreveu Hernandez não podemos aceitar o papel de coadjuvante na história da cidade, que as demais frentes das lutas sociais passam a pensar a situação e participem dos debates em torno da mobilidade urbana.

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A foto é do Salmo Duarte - Mostra a polarização na Câmara de Vereadores, o lado esquerdo está os emprários e seus funcionários (lado da CDL), enquanto no lado direito estão os representantes da COMAM, empresas de transporte coletivo e supostamente alguns usuários-as do transporte coletivo. Fonte da foto clique aqui.

Um comentário:

neander disse...

A grande tristeza de nossas vidas é que até quando algo que beneficia a população é feita, a construção se dá de uma maneira que vá beneficiar mais ainda os dirigentes da cidade.
A vida para onibus era necessária? Sem dúvida, um ano atrás as empresas de onibus da cidade argumentaram que seria possivel não aumentar a tarifa se elas existissem! Seria linda conseguir veicular de novo o video que eu vi no Jornal do Almoço que tem essa declaração. Onde está a diminuição tarifária agora?
Outra coisa que tem me preocupado é alguns discurssos q ouvi contrários a via de onibus baseado na falta de lugares para ciclistas. Legal, tudo bem, acabou a vida dos ciclistas ali e é uma luta interessante, mas uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra. A vida para onibus foi, em si, uma conquista para a população, e agora a próxima conquista é uma via para ciclistas, uma luta separada. Pelo menos eu vejo assim.

bjos meu querido! estuo tentando me reanimar para voltar a escrevinhar! ahuahua..

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