quarta-feira, 9 de julho de 2008

[Livro] O Exército e a Cidade.

Durante os anos de graduação em história na UNIVILLE uma pesquisa e o lançamento de um livro que andou repleto de polêmicas, ao menos nas internas e entre aqueles-as que passavam mais tempo socializando nos corredores, era do livro que será lançado na próxima sexta-feira com o bonito nome O Exército e a Cidade, escrito pela professora Sandra P.L. Camargo Guedes, Wilson Oliveira Neto e Marilia Gervasi Olska e lançado pela editora da Univille.

Fiquei por dentro do ponto da discódia somente semanas atrás, na comunidade do ORKUT chamada História de Joinville, o Wilson escreveu:

Quando iniciamos a pesquisa, concordamos que o pessoal do batalhão iria dar uma "consultoria" sobre Ciências Militares com o objetivo de aumentar a precisão do texto. Tá, terminamos a primeira versão do livro em 2004. Um ano depois eles devolveram o original junto com uma versão aprovada por eles (sic), na qual foi totalmente deturpado a pesquisa que a Sandra, a Marília e eu fizemos.

Resultado: rompemos com o 62 BI, fizemos revisões e encaminhamos para publicação pela editora da UNIVILLE. É algo muito desagradável, pois perdi o contato com militares excelentes e com bons conhecimentos de História e perdemos um manancial documental tremendo. O Exército lida muito mal com seu passado.

Com o comentário do Wilson podemos perceber os perigos de escrever a história do poder da cidade de Joinville, felizmente as autores e o autor mantiveram uma posição ética e lançaram o livro mesmo sem “aprovação” do 62ª Batalhão de Infantaria de Joinville

Agora nos resta ler e entender como se deu a relação do Exército e a cidade e principalmente, perceber quais foram os papéis do Batalhão do Exército em Joinville na manutenção da tão ostentada “ordem” e “paz” na cidade.

Local: Estação da Memória - na Estanção Ferroviária - Rua Leite Ribeiro, S-N (Próximo da Avenina Getúlio Vargas. Horário: 19:30.

Entrada Franca

Uma consideração: Durante os cincos como estudante de História tive aula com a professora Sandra, no primeiro e no quarto ano, mesmo tendo uma série de posições diferentes da professora e “os-as veteranos-as” com a tradicional postura de queimar determinados-as professores-as, sempre foi louvável a maneira ética de tratamento da professora Sandra em relação a pesquisa e ao ensino de História. Sem contar, que no primeiro ano, o papel de quebra dos paradigmas de senso comum da história foram quebrados nas aulas de Introdução aos Estudos da História. Força professora Sandra.

Um comentário:

Ciber Social Metranka disse...

Boa!

Também concordo, Professora Sandra tem um método consistente para o primeiro ano de academia, quem não acorda com ela no primeiro se estrepa lá na frente para entender muitas questões específicas do estudo da história.
Outra, ela teria comentado com minha turma sobre esse problema do livro numa das aulas de metodologia enquanto estávamos discutindo ética e coerência na pesquisa histórica, espero que o livro abra muitas coisas para Joinville, não só no âmbito acadêmico e sim no geral.

Ps: Estarei lá no lançamento... hehe