quarta-feira, 20 de agosto de 2008

[ "Anti" - Campanha Eleitoral ] A cidade tem uma voz da história oficial.

O historiador e jornalista Apolinário Ternes de vez em quando é criticado tanto por conta dos profissionais da comunicação social e da história. Sinceramente, as críticas ligadas a história da cidade tem fundamento, por conta do seu olhar a história local ser dominada por tons oficiais, tradicionais e legitimador de diversos discursos que a nova escrita da história da cidade vem construindo com diferentes linhas e problemas.

A última do historiador oficial da cidade é o artigo no jornal A notícia na edição de domingo. O título do artigo é “A construção da liberdade” ( leia aqui ) em que o olhar para a ditadura militar brasileira e volta do debate em torno da abertura dos arquivos do nefasto tempo da nossa história recente ( leia aqui e também aqui.) ganha traços conservadores.

Nesse contexto o Departamento de História da Univille e o Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi estão em silêncio. Felizmente o inteligente estudante de história Bruno Bello retrucou o Apolinário:

"Ditadura militar

  • Crime político é diferente de tortura! Esse é um ponto que tem sido esquecido nas últimas discussões acerca da ditadura militar. Anistia é para aqueles que foram perseguidos por suas posições políticas. O que acontece é que, no Brasil, muitos militares foram beneficiados pela Lei da Anistia, tendo seus crimes de terrorismo e tortura perdoados pelo Estado. O historiador Apolinário Ternes, no artigo "A construção da liberdade" (17/8, página 15), diz que, por interesse político, os crimes da ditadura estão sendo discutidos "de novo". Em primeiro lugar, no Brasil os crimes desse regime ainda estão guardados em "porões", os arquivos da ditadura continuam fechados, garantia essa que o próprio governo, até então, assegurou às Forças Armadas. O regime militar não é uma questão resolvida, pelo contrário. Militares ditadores continuam a dar nomes a escolas e a ocupar altos cargos no Estado, diferentemente de países como a Argentina, onde esses crimes foram de fato julgados e seus executores, punidos.

    Bruno Bello
    Joinville"

  • Agora, somente nos resta esperar se outros setores da sociedade joinvilense se manifestaram.

    3 comentários:

    bruno b disse...

    valeu pela publicação.
    Nessa história ,de torturados e torturadores,Apolinário deixa claro o seu lado!
    Retomando uma pergunta sua ,onde estava Ternes,o Apolinário,durante o regime militar?

    Leonel Camasão disse...

    Outra coisa: apolinário não possui diploma em jornalismo.

    Neander disse...

    http://passaravida.blogspot.com/2008/08/carta-apolinrio-ternes.html

    enviei para ele agora a pouco!