domingo, 24 de agosto de 2008

[ "Anti" - Campanha Eleitoral ] Em tempos de politicagem um debate é preciso.

O debate sobre abrir ou não os arquivos dos crimes cometidos pelo Ditadura Militar (1964-1985) ganha cada dia mais corpos e vozes. Felizmente diferentes pessoas estão ocupando as páginas do Jornal A notícia e cada um com determinado recorte, ponto de vista e ponta a pé para o debate estão problematizando e focando a necessidade abrir os arquivos:

Infelizmente, o Brasil ainda é, entre seus parceiros do Cone Sul, o país onde menos se discutem as arbitrariedades de um passado recente. O governo Lula não parece disposto a abrir os arquivos da ditadura, cujos documentos de teor ultra-secreto só podem ser trazidos à luz se autorizados pelo presidente. Desse modo, permanecem no anonimato os nomes de uma série de agentes públicos que se desviaram de suas funções, seja torturando, seqüestrando ou matando seus oponentes. Os arquivos que envolvem a guerrilha do Araguaia ainda permanecem ocultos. Ao mesmo tempo, o pacto firmado entre os militares e o governo civil na redemocratização continua intocado pelo governo petista. Enquanto na Argentina militares que praticaram atos de tortura e crimes são enquadrados, no Uruguai dois ex-presidentes estão sendo processados. Por aqui, as recentes declarações do ministro da Justiça, considerando a tortura como crime que merece punição, geraram reação imediata do Clube Militar.” (leia o artigo completo aqui)

O trecho acima é do artigo Um lugar para Jango, em torno da necessidade de situar historicamente o papel da pessoa pública que foi João Goulart – Jango – no contexto da política partidária brasileira. Além de situar precisamos debater com profundidade o tema e perceber que ainda hoje se faz muitas permanências conservadoras, violências e arbitrariedade contra aos direitos humanos.

Foto: sentado ao fundo da imagem está João Goulart e de camisa clara está o economista brasileiro Celso Furtado. Endereço para a fonte da imagem clique aqui.

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