sábado, 23 de agosto de 2008

[ "Anti" - Campanha Eleitoral ] A politicagem e a educação anti-democrática.

Volta e meia alguém escreve ou diz que o movimento estudantil não é mais o mesmo, aí vem à tona discursos nostálgicos de como era de luta o movimento estudantil nos anos de chumbo da Ditadura Militar brasileira (1964-1985). O irônico é que esse papinho vem de professores e professoras que hoje estão no poder da instituição – UNIVILLE - e que “na prática democrática” defende a inferioridade do voto dos estudantes aos demais membros da Univille e quando os estudantes são escutados passam a serem ridicularizados.

Na Ditadura Militar o inimigo era comum e a roupa era verde e os discursos assim como nas práticas eram de opressões, hoje os inimigos estão vestidos com roupas elegantes e até mesmo “descolados”, sendo que o mais difícil de combater suas práticas é porque estão com vozes democráticas, de inclusão e respeito à diversidade.

Talvez se prestarmos atenção na foto abaixo e na pequena nota da coluna do Jéferson Saavedra :

Darci de Matos, acompanhado do vice Fabio Dalonso, visitou o reitor da Univille, Paulo Ivo Koehntopp, na manhã de ontem. Darci prometeu que caso vença a eleição, a Prefeitura vai voltar a repassar para a Univille 4% dos investimentos em educação..” (fonte aqui)

Como estava escrevendo, na foto e na breve nota do Saavedra podemos lembrar que as três figuras em destaque são os legítimos representantes da cidade para os ricos. Afinal, o Paulo Ivo Koehntopp é quem administra a UNIVILLE e desenvolve a exclusão dos bancos escolares com discursos democráticos, os candidatos Darci de Matos e Fábio Dalonso são a continuidades do modelo Marco Tebaldi (PSDB) de governar, ou seja, aumento da passagem sem ouvir a população, diminuição ou até mesmo o não repasse de dinheiro público para financiar as bolsas de estudos aos estudantes com necessidades econômicos. E tudo isso acompanhado de boas roupas e discursos democráticos.

Um comentário:

Wilson disse...

A nostalgia é uma merda mesmo e isso fica muito claro quando o tema é "movimento estudantil: passado x presente". Estou farto de ouvir os rebeldes de trinta anos atrás afirmarem que eles sim lutavam e que agora os jovens são todos alienados. Como se não existisse alienação e conservadorismo entre os estudantes daquela época. Vide o exemplo do CCC da Universidade Mackenzie, em São Paulo! A nostalgia é uma droga, pois constrói uma visão distorcida do passado, a qual se torna base para as opiniões e práticas escabrosas no presente.