quinta-feira, 14 de agosto de 2008

[Anti - Campanha] O medo de hoje.

Estou em Floripa, por isso publico somente a carta que saiu sobre o debate dos últimos dias, porém indico ler as duas postagem anteriores.
"O medo de hoje
O transcorrer dos debates sobre a punição aos militantes torturadores me provoca um medo. Afinal, sugerir a indicação para a leitura da página "Terrorismo Nunca Mais" (http://www.ternuma.com.br/), como fez Noel Trindade ontem (página 8), é recorrer a fontes e opiniões conservadoras e contrárias às práticas dos direitos humanos e muito se aproximar dos grupos contrários aos princípios básicos da democracia. Não podemos esquecer que o grupo Ternura defende as ações contra as vidas humanas durante o nefasto regime militar brasileiro. Por conta disso, eu tenho medo dessa forma de ternura e prefiro carregar o peso do mundo que é o amor, como bem escreveu Allen Ginsberg.
Maikon Jean DuarteJoinville"
Fonte: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2117555.xml&template=4191.dwt&edition=10482&section=882

Um comentário:

elitonfelipe disse...

copia da carta que enviei ao AN hoje.

Há alguns dias venho acompanhando a discussão iniciada após a publicação da carta intitulada “O que seu candidato fazia nas décadas de 60 e 70?” escrita pelo leitor Maikon Jean Duarte e me preocupa saber que mesmo nos dias de hoje, onde vivemos uma democracia representativa e dessa forma uma abertura política e social, ainda temos pessoas que vêm como revanchismo atos de luta pelos Direitos Humanos cerceados durante o Regime Militar com as torturas e mortes nos porões da ditadura.
Além disso, me assusta observar que alguns leitores usem sites de cunho fascista, de estimulo a repressão e que coloca o Golpe de Estado como "Em 1966, dois anos depois da Revolução Democrática de 31 de Março”. Pergunto-lhe senhor Noel Trindade, em que momento a censura, a repressão, a violência e as mortes foram democráticas?
E quanto ao terrorismo, muito bem lembrado pelo senhor Aurívio João de Souza Júnior, porque não usarmos o conceito de Eric Robsbawm, um dos principais historiadores da atualidade, quando o mesmo diz que guerrilha são atos cometidos por grupos civis (armados ou não) contra o poder instituído, poder esse que detêm o exercito e as forças de defesa e repressão. Enquanto terrorismo se dá por parte do poder instituído contra civis inocentes. Mais ou menos o que houve com o Brasil durante as Decs. De 1960/70/80 onde o governo propiciou o arrocho salarial, a miséria, o aumento da desigualdade social, o subemprego e a criminalização de todos os setores oposicionistas.

Eliton Felipe de Souza, 21 anos. Estudante de história. Joinville, 14/08/2008.


Abraços!