sábado, 20 de setembro de 2008

[ "Anti" - Campanha Eleitoral ] O ir e voltar na cidade de Joinville.

O que escrevo no Vivo na cidade são as minhas interpretações sobre a cidade de Joinville, não pretendo transformar o blogue no local “oficial” de contagem dos mortos no trânsito na cidade. Porém, os dados apontados no Jornal A notícia dessa semana são fundamentais para pensar e refletir sobre diversos apontamentos que publico por aqui. Principalmente por conta das ações da PMJ e IPPUJ.

Agora, reproduzo as duas notas abaixo e mais a frente faço as minhas considerações:

"Foi a terceira morte envolvendo mulheres atropeladas sobre as calçadas nesta semana. Na segunda-feira, Cristiana Alves Duarte, 73, e a filha Neusa Antunes, 50, foram mortas atingidas por um carro que fazia uma ultrapassagem, na rua Teresópolis, no bairro Guanabara." Fonte clique aqui.

"A justa e apropriada comoção com os acidentes de trânsito nos últimos dias é causada em grande parte pela circunstâncias. Afinal, três pessoas perderam a vida quando estavam na calçada, em dois acidentes. Só que o trânsito vem matando muito em Joinville e não é de agora. De 1999 para cá, são 1,1 mil mortes. Esse número é referente somente às vítimas moradores de Joinville. Só no ano passado, 111 pessoas perderam a vida. Os números vêm se mantendo estáveis desde 1999, com um pico de 157 vítimas em 2006. Só que essa estabilidade foi alcançada em um patamar muito elevado. E a cidade parece se comover somente quando as tragédias ganham alguma condição especial. Tinha de ser em todos os acidentes. Leia mais sobre as tragédias no trânsito na página 16." Fonte clique aqui.

Os meus argumentos em torno das ações da PMJ e do IPPUJ é por conta dos seguintes fatores. As obras e ações realizadas são originárias de cima para baixo, sem considerar as necessidades dos-as moradores-as, ou seja, fazendo reuniões nos bairros, ouvindo as contribuições, identificando a história daquela localidade e o que a comunidade entende como prioridade.

Os pontos escritos acima estão ligados aos acidentes e mortes no trânsito, porque quem não participa das elaborações e das construções encontra dificuldade de entender o funcionamento, inclusive tem sua realidade cotidiana mudada em diversas vezes com condições piores do que esperava realizar. Outro exemplo é a obra do binário da zona sul, que foi realizada em pleno momento eleitoral, o aumento excessivo da velocidade no trecho da Rua São Paulo, esquina com a Rua Guarujá é enorme. Enquanto nas demais ruas “beneficiadas” com as obras do IPPUJ o transporte de bicicleta e até mesmo a pé sofrerem uma perda de qualidade impressionante.

Agora, nos cabe somente deliberar a imprudência no trânsito como razão para acidentes com seqüências de mortes ?


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