segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O fruto da vergonha ou como viver os meus amores.

Os amigos e as amigas que vivem por aqui ou fora da cidade tenho um amor desmedido, ainda mais difícil de lidar com toda a situação quando recebo como destino passar os dias longe de todos eles-as. Quando nos encontramos a pergunta recorrente é mais ou menos como essa: “Você tá bem?”

Existem circunstâncias em que não faço idéia como responder, na verdade tenho plena consciência dos meus sentimentos, das minhas amarguras, das minhas desesperanças e esperanças e especialmente das condições necessárias para viver os meus amores. Porém travo a resposta por um mix de vergonha e tremenda bobagem.

O fruto da vergonha e da bobagem acontece porque gostaria da privacidade como uma saída para viver, contemplar e saber lidar com todos os amores. E a saída é material: um quarto confortável, onde a cama seja o móvel coadjuvante, tendo sua entrada valorizada quando Matheus resolver deitar, cruzar a perna direita sob a esquerda e folhear uma edição bilíngüe do poeta Pablo Neruda ou para o Marco olhar e imaginar um cenário digno para uma experiência de “warkafka”. Quem sabe seria uma delícia adormecer no sofá individual com a luminária jogando uma fraca luz no meu corpo e passar observar o casal amoroso e companheiros Ali e Bez jogandos com seus corpos cansados de uma semana de estudos, trabalhos e lutas.

Sinceramente, nesse começo de domingo o ambiente descrito e as vidas expostas no pouco espaço seria o suficiente para promover uma simples resposta, alguma coisa como: “Eu estou bem, muito bem”.

Horário: 14:53
Bairro Floresta, 23 de novembro de 2008.

Maikon k.

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