sábado, 27 de dezembro de 2008

Estado terrorista de Israel promove novo massacre contra o povo palestino

O atual coordenador do Centro de Direitos Humanos de Joinville é o professor e advogado Luiz Gustavo Rupp. Eu tenho uma simpatia pela maneira dele conduzir a fala e por ser mais um combativo no campo do direito, o que na cidade podemos contar nos dedos. Escrevo essa nota por conta do breve artigo enviando ao meu endereço eletrônico, aproveito e socializo com os amigos e amigas.

Estado terrorista de Israel promove novo massacre contra o povo palestino

As agências internacionais noticiam a morte de pelo menos 205 pessoas na Faixa de Gaza. O número tende a aumentar, já que muitos ainda se encontram sob os escombros e outros estão gravemente feridos, sem falar que os ataques do exército assassino de Israel ainda não cessaram.

Leio a triste notícia ao tempo em que leio o livro “Imagem e Realidade do Conflito Israel-Palestina”, de Norman G. Finkelstein. O autor é professor de Ciências Políticas na Universidade De Paul, em Chicago e estudioso do sionismo. Sua tese de doutorado na Universidade de Princeton tem por objeto a teoria do sionismo.

O livro derruba os mitos que fundamentam o sionismo. O autor faz uma ampla investigação a partir da análise crítica e da desconstrução dos chamados historiadores revisionistas, que tentaram montar uma história construída a partir de mitos, mentiras e fraudes para justificar tanto a criação do Estado de Israel, como as atitudes violentas dos seus líderes.

O sionismo surge como retrocesso ao próprio liberalismo político que tem no indivíduo a unidade irredutível do Estado. Para os sionistas um grupo cultural possui vínculos mais fortes que unificam uma comunidade e excluem outras. Esse grupo, no caso os judeus, para que mantenham tais vínculos, precisam de um Estado.

Tal ideologia não sustenta apenas a defesa do Estado de Israel, foi um dos suportes para a prática nazista.

Norman Finkelstein, ao analisar a historiografia sionista, encontra uma série de outras semelhanças no tratamento de Israel sobre a Palestina com a Alemanha nazista sobre a Europa Oriental, os Ingleses sobre os povos indígenas da América e os holandeses sobre a África do Sul.

A política de Israel sobre o povo palestino, embora toda a propaganda sionista, muito bem recebida pelas grandes empresas de comunicação do mundo inteiro, diga o contrário se constitui em uma política de extermínio, verdadeiro genocídio. A propaganda sionista costuma alegar que os massacres provocados por Israel se constituem em reação aos ataques terroristas intentados por grupos palestinos.

O livro de Finkelstein derruba mais esta farsa. Israel nunca teve qualquer disposição para a paz, muito pelo contrário, foi esse Estado que invadiu territórios que não lhe pertence, descumpre normas internacionais e mina na maior medida do possível as negociações diplomáticas.

A justificativa para o ataque sangrento deste sábado foi o lançamento de foguetes sobre Israel por parte do Hamas. A imprensa benevolente com Israel nada fala sobre a desproporcionalidade da reação e tampouco que os ataques do Hamas foram uma reação a morte de seis palestinos do Hamas durante a destruição de um suposto túnel localizado pelo exército israelense.

Agora é esperar a reação da comunidade internacional que tem se limitado a rogar que as partes encontrem alguma solução para o conflito ou, como é o caso de um outro genocida que ainda governa os EUA que apenas replica o direito de Israel se defender dos terroristas.

O mínimo que um país, como o Brasil, poderia fazer diante destes massacres era convocar seu embaixador e romper relações diplomáticas com um Estado que tem no apartheid e no assassinato seus principais instrumentos de poder.

Luiz Gustavo Assad Rupp
lg-rupp@uol.com.br”

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