domingo, 21 de dezembro de 2008

O AI-5 vai ao Bar.

No final da tarde de ontem curtia a minha gripe acompanhada de amigos e amigas num bar do Bairro América, localidade identificada com a classe média joinvilense, conservadorismo e parte do núcleo “duro” dos teutos-brasileiros da cidade.

Entre velhotes de pouca simpatia e olhares que estão cem por cento do tempo marcando posição e dizendo o que pensam se encontrava algumas fagulhas de simpatia rebelde. Uma fagulha saía da nossa mesa e assim como questionamentos e comentários dos personagens que ambientavam o conservadorismo local.

Olhávamos para a rua e um amigo soltou “Esse aí é o que diz que não ocorreu tortura e que o AI-5 foi bom.” O melhor remédio para a minha gripe e meu agressivo estado de espírito era manter os comentários distantes da minha audição, mesmo quando o defensor do AI-5 nos viu e soltou algum comentário típico de simpatia botequeira, alguma coisa como “agora vou tomar aquela gelada” nada que um olhar coletivo de desprezo para afastar da nossa mesa.

Enquanto mastigava pensamentos contrários ao AI-5 e toda uma politicagem sacana, conservadoras e nefastas que se criaram na rabeira do militarismo ditatorial brasileiro, as casas, as bancas e até mesmo bares como de ontem recebiam a edição dominical do A notícia, entregue no sábado mesmo.

No Caderno Idéias a matéria principal era com Jarbas Passarinho, um mentor teórico de toda a direita sacana, sem cérebro e torturadora. A edição de domingo será de inspiração para a corja direitista, enquanto aos respeitadores dos direitos humanos e todo aquele que mantém um mínimo de consciência crítica a cada afirmação de Jarbas Passarinho e lembrar de babacas como o do Bar soltará uma frase simples como “Vá à merda!!!”.

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