domingo, 25 de janeiro de 2009

9ª Nota em terras cariocas

Eu tenho fascinação por música, tendo como vivência toda aquela produzida com as palavras chaves: punk-hardcore, que sempre ta acompanhada com o espírito ético do “faça você mesmo” como eixo fundamental para toda uma rede de produção independente da industria do entretenimento e suas imposições. Claro que posso afirmar a existência da perda de um número significativo da ética fundamental e entrada para as famigeradas empresas exploradoras do que entendo como manifestações do punk-hardcore.

Agora, a produção ligada a “faça você mesmo”, valorizando uma rede comunitária de produção insiste em produzir, trocar informações, relações e dizer que a base sonora diversificada está viva, mesmo que em diferentes momentos as características locais se perderam.

Os dias em terras cariocas nada fiz de contato ligado ao punk-hardcore, mesmo que duas apresentações de bandas estrangeiras passaram num espaço de uma semana. Nem discos, nem zines ou encontros com amigos-as do punk-hardcore que tenho no Rio 40 graus. Pensei em encontrar uma amiga, mas a falta de grana para viajar a uma cidade vizinha impediu o translado. (enquanto escrevo escuto tiros no Morro dos Macacos.)

Em terras cariocas a cultura do samba foi a que acompanhou. Nada melhor, sendo que estamos no período pré-carnaval, ainda mais que estou na Vila Isabel, colado a Unidos da Vila Isabel e os roles mais econômicos para quem ta com grana curta são as apresentações de blocos carnavalescos. Entre os que conhecia foram o bloco “Escravos da Mauá”, apresentação da bateria da Beijar-Flor e outros grupos e blocos com nomes ausentes da minha memória.

Você poderá pensar como o texto está confuso por conta do inicio tratando do punk-hardcore e agora to escrevendo sobre samba, mas fique tranqüilo ou tranqüila a ligação virá nas linhas seguintes.

O samba assim como o punk-hardcore também sofreu e ainda sofre com a perda de diferentes características em detrimento da exploração da indústria, como da Rede Globo e toda o aparelho da indústria do entretenimento, para conhecer mais sobre isso talvez seja válido pesquisar as considerações da grande Beth Carvalho a respeito.

Desejo expor que a minha ligação dos temas punk-harcore com o samba está em fase inicial de reflexão. Porém nesse momento acredito que o punk-hardcore poderia aprender um pouco com o samba, especialmente com os blocos de carnaval, como “Os escravos da Mauá”. Em que mesmo com todas as imposições e invasões da industria do entretenimento, manter a base e ligação direta com a comunidade que está inserida e poderia manter ainda mais viva a chama libertária de criação de baixo para cima, em que todos e todas são importantes para vida da música e todas expressões comunitárias, assim quem sabe o punk-hardcore poderia ganhar um novo fôlego, seja de criatividade e porque não de resistência de uma cultura urbana.

Um comentário:

aneleh disse...

nossa, tambem fui na escravos da maua e foi maravilhoso!
Voltou pra joinvas?????????
saudades de vc!
beijos