domingo, 29 de março de 2009

Robert Crumb e a agitação necessária.


Eu tô há dois anos com o álbum "Blues", de Robert Crumb, doou o tratamento de álbum não porque é um disco e sim um livro de histórias de um apaixonado por Blues, que entende como música moderna qualquer coisa produzida posterior a década de 1940, aí sua dedicação ao velho blues e folk, como é possível notar no filme o “Anti-Herói Americano”.


A apresentação do álbum “Faróis da eternidade”, escrita por Rosane Pavam, que não conheço nada além do tal texto escreve, diz:


“...Mais do que descrever ou desejar a música de um tempo, Crumb quer recuperar a sensação desse tempo. Para ele, readquiridas certas maneiras de dançar, de cheirar, de se relacionar com as coisas da vida (os móveis, os amantes, os brinquedos, as vitrolas), a morte não nos pegará. Crumb quer a vida real, aquela que fazia o compositor Johann Sebastian Bach viajar dez quilômetros sobre um burro para assistir um concerto, e não a existência virtualmente colorida de hoje, que resume pela internet o concerto e, pasmem, o bem-estar nascido dele.” Página 07.


A internet tem um fruto valoroso de facilitar o acesso, a elite que utiliza, para tudo que concerne à cultura popular, marginal e até a mesmo da grande indústria do entretenimento.


No que diz a cultura popular e marginal, um lado negativo é que acaba criando uma atmosfera sem vida, de informações básicas do google, wikipedia, you tube e afins. O querer a vida, como Crumb no seu álbum "Blues", torna-se a uma missão fundamental, em que a agitação coletiva seja a melhor saída para encontrar informações mais consistentes e novas propostas culturais, sendo no campo da música já sabemos que não agradará Crumb.






Fonte da primeira ilustração clique aqui e da segunda clique aqui.

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