quinta-feira, 12 de março de 2009

Edelos Frühstück, em defesa do aumento da tarifa do zarcão.

O advogado Edelos Frühstück, presidente da OAB-Joinville, fez a defesa do aumento da tarifa do zarcão (leia clicando aqui) e levantou que a questão não é política, mas técnica.


Felizmente, o atento presidente do CALHEV, Felipe Rodrigues encaminhou uma resposta ao jornal, que reproduzo:


"Água e ônibus

Ao ler o artigo “Água e ônibus”, de 10 de março de 2009, me obrigo a fazer algumas considerações. É senso comum perceber que o “estado democrático de direito”, ou a “democracia representativa”, é muito diferente do ideal da democracia direta. Uma minoria decide pela maioria, representando interesses determinados.

Esses interesses beneficiam o grupo econômico-político dominante. Partindo disso, dizer que delegar à iniciativa privada o serviço de transporte é satisfatório não passa de um ponto de vista de quem deseja manter a dinâmica de beneficiar uma minoria.

Quem usa o transporte coletivo são estudantes e trabalhadores. Sem um serviço realmente público de transporte, ou seja, necessitando-se de tarifa, são estes quem pagam a conta. O rico, que não usa transporte coletivo, e que é beneficiado pela falácia política da democracia representativa, nada paga. Se o transporte fosse público, pagaria também. Afinal, também faz parte da coletividade.

Felipe Rodrigues da Silva
Joinville"

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