quarta-feira, 11 de março de 2009

O Maradona.

"Lamento por Pelé. Ele já era. Não é um jogador de futebol de coração. Ele sempre fala negociando e não sinceramente. Carinho, principalmente dos fãs, não se negocia. E fora que, pessoalmente, a vida dele é deplorável."

Maradona.



Eu não assisti o Pelé jogar. Maradona assistia os gols, ainda quando criança, sem contar que acompanhei a Copa de 86, 90 e 94, lembrando somente das duas últimas copas citadas.



A imagem do Maradona é do cara rebelde, aquele que a vida está para ser vivida e assumir as responsabilidades e equívocos dos mais variados, não deixando que a cocaína fosse para o nariz e depois para debaixo do tapete, assim mantendo a imagem de pureza do usuário e a estrela brilhante. Maradona diz o que fez, mostra o que é de fato.



O Pelé é o cara das “crianças”, aquele que protagonizou um filme que foi a minha primeira ida ao cinema, assim como levou em consideração o dinheiro em detrimento de todos os outros elementos da vida. Quando fala nas criancinhas é como se tivesse, entre os dentes, cadáveres e milhares de notas de dólares.



O Maradona é tão longe do dinheiro, uma figura que provoca a sensibilidade e o desejo que os amigos e amigas mais queridos-as, também amantes da bola e da vida, estivessem protegidos da chuvas, assistindo Maradona por Kusturica no meu quarto.




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