sexta-feira, 13 de março de 2009

Parte do que foi falado ao Prefeito.

Hoje aconteceu audiência da Frente de Luta pelo Transporte Público com o Prefeito. Por conta disso publico a parte da fala feita ao Prefeito.


Os nossos dois pontos inciais foram aceitos pela Prefeitura, agora resta pressionar para a realização da explicação da planilha e da audiência pública sobre o transporte coletivo.


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O transporte coletivo administrado nas mãos de duas famílias, como há décadas acontece na cidade, não cria de fato um transporte público, somente opera para os lucros dos seus administradores. Os anos das concessões e seus respectivos aumentos na tarifa [que já foram questionadas na justiça como o Prefeito Carlito Mers pode lembrar] existem com objetivos contrários a qualidade de vida da população, já que o dinheiro está na frente de todos os interesses. Por conta disso, o discurso de que o debate é técnico e não é político somente vêem a calhar com as necessidades das empresas que exploram o transporte coletivo. Hoje, estamos reunidos [e daqui em diante a Frente de Luta pelo Transporte Público estará reunida] com os objetivos de reinvidicar politicamente um transporte público de fato, onde as pessoas tenham vozes aos seus interesses e não um ou dois empresários.



A Frente de Luta pelo Transporte Público está mais uma vez organizada e pontua duas questões:



é política em torno do direito de ir e vir, da necessidade de politizar o tema da mobilidade urbana, pontuando o transporte coletivo serviço das pessoas e não de obtenção de lucros de empresas, que somente leva a mão de obra de casa para o trabalho e do trabalho para casa, assim como transporta a futura mão de obra dos bancos escolares e universitários para suas casas. O tema da mobilidade urbana é sim, uma questão política, na mesma medida que fazer a cidade é fazer política.



é técnica, especialmente, inserindo as pessoas da cidade no processo do transporte coletivo, sendo que existe vida de trabalho na construção do lugar que vivemos, por conta disso ganha mais êxito o nosso discurso do direito de fazer a cidade.



Levando os dois eixos, os movimentos sociais, entidades de classe e organizações, como Movimento Passe Livre Joinville (MPL) | Juventude Revolução (JR) | Diretório Acadêmico de Comunicação Social Cruz e Souza (Dacs/Ielusc) | Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi (Calhev/Univille) | Grêmio Estudantil do João Rocha | Grêmio Estudantil do Presidente Médici | Grêmio Estudantil do João Colin | União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (UJES) | Federação das Associações de Moradores de Joinville (FAMJO) | Centro de Direitos Humanos (CDH) se organizaram em torno do seguinte programa político:


  1. Não ao aumento das tarifas de ônibus

  1. Não ao subsídio para as empresas de transporte

  1. Auditoria nas planilhas realizada pelo DIEESE

  1. Debate do aumento com a população através de audiências públicas e reuniões nos bairros

  1. Passe Livre Estudantil sem aumento de tarifa

  1. Criação de uma empresa pública de transporte.


Os seis pontos estão detalhados em nosso manifesto divulgado desde o começo da semana. Aqui, a argumentação dos pontos será tratada nas falas, por conta disso, algumas pessoas assumiram o papel de porta vozes.


1 – o espaço de 90 dias para o prefeito apresentar ponto a ponto da planilha, aí buscando de fato, a sua defesa de aumento ou não sobre os dados da planilha, já que publicar sem explicação não tem muito significado.


2 – a realização de uma audiência sobre transporte coletivo, organizado pela prefeitura, mas que a frente tenha condições de indicar três nomes para a mesa. Nomes reconhecidos nacionalmente sobre a questão do transporte coletivo.

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