terça-feira, 28 de abril de 2009

A cidade anti-homossexualidade?

O tema da homossexualidade e o direito de expressão da diversidade na cidade está sendo pauta de intensos debates no Jornal A notícia, nas casas, nas faculdades, bares e demais espaços. Segundo o jornal A notícia os pontos de vistas dos são três: contras, a favor e tanto faz.



Nos outros lugares do Brasil mais uma vez a cidade entra em cena como conservadora, há alguns anos saiu na MTV e na Revista VEJA a cidade como sendo palco de uma festa comemorativa ao nascimento do Adolf Hitler, agora, aos poucos vai ganhando a titulação da cidade anti-homossexualidade. Até que ponto confere com a realidade?



O conservadorismo político, social e cultural são práticas existentes por aqui, seja nos setores identificados politicamente com a direita ou esquerda. O que não podemos deixar é cair nas amarras dos discursos generalizadores e apontar como todos e todas como partidários do conservadorismo. A homossexualidade não é uma novidade, mas para Joinville é uma das primeiras vezes que o tema ganha tamanha visibilidade e assim a reação vem sendo tão assustadora.



Ao mesmo tempo, quem pensa na importância da luta para barrar a homofobia e todas as práticas contrárias às diversidades, como nós, precisamos buscar uma reflexão em torno de um ponto.



Para entrar ao ponto, é preciso lembrar de um evento não registrado nos meios de comunicação; Durante o carnaval de rua da cidade de 2009, o Bloco da Diversidade estava na rua e um grupo de estudantes e lutadores sociais pelo transporte público buscaram somar com o Bloco da Diversidade, porém as lideranças do Bloco vetaram adesão amparada na alegação que discutir transporte público é “politicagem”.



A presente onda conservadora demonstra mais do que nunca à dimensão do conservadorismo político, social e cultural, onde as vítimas dos ataques são as mais variedades pessoas que compõe a cidade, já que os portadores dos discursos homofóbicos são os mesmos que fazem a defesa da ditadura militar, da criminalização dos movimentos sociais, a defesa da exploração privada no transporte coletivo urbano e a concentração das riquezas nas mãos de uma minoria.



Levando em consideração que as classes exploradoras são compostas por diferentes pessoas, variadas origens e formações sociais, que o poder de dominação exerce suas malfazejas explorações, seja no campo econômico, político ou cultural, é mais de nunca a hora de todos os setores vitimas buscarem uma reflexão coletiva, a organização e derrotar a onda conservadora na cidade de Joinville.



LEIA MAIS NO JORNAL DE HOJE: Clique e aqui e aqui e mais aqui.

3 comentários:

lola aronovich disse...

Hoje escrevi um artigo sobre a Parada Gay (e os comentários no jornal acerca disso), mas ele só sairá publicado no sábado. Bom, a favor de Joinville, só posso dizer que imagino que todo lugar onde a parada gay aconteceu pela primeira vez teve uma reação conservadora dessas. Ou não? Abração!

o Cheff disse...

Cara, é de ficar muito chateado com os comentários no jornal.
Fiquei espantado... tem gente que tá associando homossexualismo com doença, quê que é isso?
Mas... Como não dá para abrir a cabeça das pessoas e colocar idéias lá dentro... o negócio é continuar fomentando a discussão, quem sabe as idéias não entram?

[]s
www.degustandomemorias.blogspot.com

Filipe Ferrari disse...

Parada gay, marcha pela maconha... Onde esse mundo vai parar? Só falta agora proibirem a pornografia...

Falando sério agora. É incrível ver como a "ordem social" e o conservadorismo andam juntos e abraçados... E o preconceito sexual é algo tão enraizado que ele chega quase a ser "democrático", pois é presente em quase todas as etnias e classes sociais...

Abraço!