sábado, 4 de abril de 2009

O esquecimento não é a saída.

O Jornal A notícia de hoje saiu uma carta em defesa da Ditadura Militar. Mais uma vez, essas pessoas estão em defesa do regime militar e pregando o esquecimento como saída. Clique aqui e leia.

Bem, escrevi mais uma vez sobre o tema, os argumentos estão repetidos, ainda mais que o discurso pró-militares são os mesmos:

A carta de José do Nascimento (04-04-09) prega o esquecimento da história. O momento em questão é a implantação do segundo período ditatorial do Brasil República, o primeiro com Getúlio Vargas na década de 1930, nos dois momentos as liberdades civis e políticas foram extintas em nome do “Brasil”, da “Família”, da “ordem” e da “paz social”.


Aplicação de um golpe militar contra as reformas governamentais de João Goulart, como escreveu a professora Valdete Daufemback, entendidas como um “perigo comunista”, enquanto as diferentes formas de luta por um mínimo de liberdade foram tratadas com perseguições, ameaças, torturas e mortes, inclusive em solo joinvilense, como podemos destacar as prisões de militantes do PCB entre 1964 a 1975, tendo com destaque a “Operação Barriga Verde” de 1975 e as ameaças aos praticantes da teologia da libertação.


militante social preso, 07 de setembro de 2008, ao

participar deatividade lúdica contrária ao esquecimento

das práticas ditatoriais dos militares brasileiros.


A frase “o povo brasileiro já sabe escolher seus governantes”, na carta do José Nascimento, me parece uma tentativa de ironia,que acaba sendo tão infeliz como o apelo ao esquecimento da história recente. Ainda mais que hoje a prática política, até mesmo de acordo com os critérios constitucionais de 1988, como o exercício da liberdade de expressão, organização e política persiste a receber os tratamentos como as perseguições, ameaças e criminalizações, sejam por aparelhos lembrando um exército para-militar ou os aparelhos de repressão do Estado.



clique aqui e conheça o trabalho do cartunista Latuff.

a foto do militante social sendo preso é do Alf Fakini, do coletivo local do CMI.


2 comentários:

Filipe Ferrari disse...

Hum, simpático o seu José, não? O pior ainda é querer ser engraçadinho com coisa séria. Acabar com as forças armadas seria realmente interessante, ou então, no atual contexto brasileiro, usá-los para algo "útil", como utilizar sua infraestrutura de logística para remédios, alimentos ou sei lá mais o que...

Post novo no meu blog, baseado num comentário seu ;)

Maikon K disse...

Cara, esses tempos li uma reportagem, acho que foi no Brasil de Fato, que na Venezuela o Exército é utilizado para a construção de infraestruturas e tal. O que deve ser verdade, porém faço as minhas ressalvas, a mídia da esquerda brasileira tem um tesão mto grande por figuras ou modelos políticos como do Chavéz e "socialismo" de governo.
Eu não gosto, até mesmo que as minhas fontes de informações - a mídia anarquista venezuelana - vive apontando as práticas de perseguições, ameaças e criminalizações, sendo o exército o responsável ou a polícia.

Outro detalhe é a estrutura do Exército que é de uma rigidez estúpida, um apelo a uma "ordem", "pátria", "autoridade" e vai gostar de poder assim na caixa do caralh*.

O gosto do poder é uma lembraça da fala do Wilson Oliveira Neto, que comentou da sempre presente participação do Exército Brasileiro na história política brasileira.

Hoje não é diferente, tá aí o Exército Brasileiro coladinho no governo petista para evitar abertura dos arquivos da ditadura militar, a revisão da lei de anistia para o carrascos fardados e até mesmo lançando comentários dignos de assustar figuras nem tão democráticas.

abraço
maikon k.