segunda-feira, 29 de junho de 2009

Memórias de uma aula ou duas aulas - número 01

Eu tenho pensando insistentemente sobre tentar um mestrado em “História do Tempo Presente” na UDESC, campus Floripa. O meu tema possível é voltado à cidade, minha fixação como pode ser notado no blogue que você lê agora.


A cidade como tema é um exagero, na verdade, da cidade desejo fazer um recorte de um local especial, o bairro Floresta. Bem, antes de passar pela sua cabeça que sofro por bairrismo exagerado beirando o chauvinismo é melhor se calar e buscar uma reflexão em torno da maneira que leio, interpretado e reflito sobre a história, cultura urbana do bairro – e a cidade - que vivo.


Venho lendo diferentes artigos sobre cultura urbana, planejamento urbano e ditadura militar, geralmente tendo como local um café central, que aguardo a hora de encontrar a Esperanza, a cobertura de um laboratório para me proteger da chuva ou ainda nos translado via zarcão, atravessando de um bairro a outro.


Lendo durante a espera no café central veio a minha lembrança de uma aula na UNIVILLE de sociologia ou antropologia cultural, em 2003 ou 2004, com o professor Afonso Imhof, que de uma maneira emblemática sabia chamar a atenção para os temas propostos e na mesma medida sabia como puxar a orelha quando partíamos para uma chatice aguda.


Durante as aulas, era comum, virar para o Murilo “Sujo”, amigo do cenário punk local que ganhou o apelido por conta da sua extinta banda, a “Sujeira Capitalista”, e dizer: “O que o professor diz não é novidade, a banda Abuso Sonoro já falava.” Ou ainda “Esse texto tá atrasado, já li sobre no zine Punto de Vista Positivo”. Bem, a típica chatice punk.


O importante é que num dia Murilo e eu trocavamos figurinhas como as citadas no parágrafo anterior, enquanto o professor Afonso comentava das fronteiras imaginárias nos lugares e os discursos preconceituosos de um bairro sobre o outro bairro.


No mesmo momento veio a minha cabeça sobre como o Bairro Floresta era visto na minha vivência diária próximo do centro, do Bairro América e como estudante no “Germano Timm”. O ano era 1993 ou um ano depois, somente lembro que o presidente Collor havia confiscado a grana da poupança e os filhos e as filhas da classe média foram empurrados para as escolas públicas do centro, como “Germano Timm” e “Conselheiro Mafra”.


Os choques eram diversos, desde álbuns de figurinhas do Campeonato Brasileiro completos dos filhos de classe média e o meu com duas ou três figurinhas em cada time passando da situação de jogar no máximo duas fichas de fliperama no primeiro ou segundo final de semana de cada mês até a rejeição das garotas suficientemente brancas e bem alimentadas com todas as frescuras alimentícias.


Mesmo assim, acabei estabelecendo uma saudável convivência com a meninada. Isso até conhecer o rock e o Danielzinho, o que já vale várias postagens.


O interessante, que veio a minha cabeça naquela aula do Afonso, era que os pais e as mães daquela meninada bem alimentada sempre comentavam assustados-as quando faziam referências ao meu bairro de origem: o Floresta.


Todos eram pessoas de de “boa origem” -teutos-brasileiros- e de uma maneira particular tinham suas ligações políticos partidárias com as expressões do conservadorismo e de carinho e afeto com o autoritarismo como um forma de governo.


Aí, em 2003 ou 2004, lembrando da minha experiência escolar de 1993 ou 1994, veio um “start”: É possível que os discursos de medo, de preconceitos sejam pautados em visões políticas sobre a cultura política de resistência a ditadura militar surgidas no Bairro Floresta, nas bandas dos anos de 1960 a 1982?


As memórias são estranhos. Em 2009, num café central a espera de Esperanza, lembrei de uma aula do Afonso Imhof de 2003 ou 2004 onde busquei uma experiência escolar de 1993 ou 1994.


Tudo isso para afirmar que estou determinado em encaminhar um projeto de pesquisa tendo como tema o bairro Floresta nos anos 1960 a 1982, onde as hipóteses e problemas não estão definidos, mas as leituras estão ocorrendo com dedicação e as reflexões vivem nas mesmas medidas. Por isso, se voltar ao “Vivo na cidade” e não encontrar uma postagem diária tenha paciência.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O racismo no espaço formal de educação

Buscando pensar sobre a minha última experiência como professor de História ACT na Rede do Estado de Santa Catarina onde acabei encontrando discursos e práticas racistas, que me levou da indignação furiosa a pensar uma saída tanto para mim como os demais envolvidos.


Dentro do contexto, buscando informações e dicas com companheiros de classe comprometidos com uma educação baseada em direitos humanos, percebi a minha falta de leitura e troca de experiências sobre os preconceitos no espaço formal de educação, ainda mais quando aplicado por professores-as.


Fui ler. Já na primeira leitura encontro a seguinte consideração de Eliane Cavalheiro;


“Nas escolas, o racismo se expressa de múltiplas formas: negação das tradições africanas e afro-brasileiras, dos nossos costumes, negação da nossa filosofia de vida, de nossa posição no mundo... da nossa humanidade.” (1)


Que provocou a necessidade de trazer ao público os dois momentos de constrangimento de ser um professor e dividir a mesma escolha profissional com pessoas com preconceitos étnicos, gênero, classe e afins.

Os dois exemplos:


Na sala dos-as professores-as se comenta das leis de respeito à diversidade cultural e étnica e até mesmo da abordagem dos conteúdos de história referentes aos afros descendentes. Uma professora relata preocupação com todo o debate, já que as novas leis estabeleceram defesas jurídicas, assim “esses meninos de cor” poderão provocar os professores e quem acaba pagando por isso?


O outro exemplo faz referência ao ensino de História para turmas de jovens e adultos que acontecem na cidade de Joinville, onde professor de história sustenta um olhar racista sobre a história ao afirmar que a população negra era bem tratada durante o regime escravocrata brasileiro, já que tinham a segurança de um emprego, de um lar e um prato de comida.


Os dois exemplos do racismo no espaço formal de educação fazem notar que ainda existem professores-as que “pensam que são brancos”, como ironizou Chico Buarque ao comentar dos racistas brasileiros, onde deveriam aprimorar relações sociais baseadas no respeito aos direitos humanos acontece o contrário; Uma lamentável prática educacional racista.


(1) A citação foi retirada do livro Racismo e anti-racismo na educação. Repensando a nossa escola. Eliane Cavalheiro é a organizadora. O livro você clicando aqui. Mais livros sobre o tema clique aqui.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

5 anos das revoltas da catraca


clique aqui e fique por dentro. coisa fina.

O PT, o Governo federal e o esquecimento

Eu nunca acreditei no PT e nem no lulismo. O mais próximo que estive do PT foi passar a minha adolescência com primos criados no campo e cheios de vivências próximas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e somente um deles estava mais ligado ao Petismo e lulismo.


Faço o atestado ideológico desnecessário para afirmar que o Governo Federal Brasileiro e todo seu Exército, Marinha e Aeronáutica não têm condições alguma de arrotar um A – ainda mais sendo um A na bola – em relação aos direitos humanos no Brasil.


O meu argumento é baseado a nota expedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro:


Mais um capítulo na produção do esquecimento


No último dia 03 de junho, o Ministro da Defesa, Sr. Nelson Jobim, convocou alguns poucos familiares de mortos e desaparecidos políticos e membros da Comissão Especial da Lei 9140/95 para uma reunião, na sede do Ministério da Defesa, em Brasília.


O objetivo desse encontro era informar aos presentes da edição da Portaria nº 567, de 29/04/2009, designando um Grupo de Trabalho com a finalidade de coordenar “as atividades necessárias para a localização , recolhimento e identificação dos corpos dos guerrilheiros e militares mortos no episódio conhecido como Guerrilha do Araguaia”


A coordenação dos trabalhos desse grupo seria entregue ao General Brandão, chefe do Serviço de Informação do Exército brasileiro, também presente à reunião, o que a nosso ver foi uma tentativa perversa de constrangimento aos familiares presentes.


A edição da referida portaria não só atropela as atribuições da Comissão Especial da Lei 9.140/95 - que tem competência legal para coordenar os trabalhos de localização e identificação dos corpos dos militantes políticos - como entrega a coordenação a um militar que, em entrevista ao jornal “O Norte de Minas”, publicada em 31 de março de 2009, declarou “(...) há exatos 44 anos o Exército brasileiro atendendo a um clamor popular foi às ruas contribuindo substancialmente e de maneira positiva, impedindo que o Brasil se tornasse um país comunista”


Não reconhecemos a legitimidade deste Grupo de Trabalho, de caráter militar, executada e comandada pela 23º Brigada de Infantaria de Selva, que teve importante papel no massacre à Guerrilha do Araguaia e foi co-responsável pelas torturas, execuções, mortes e ocultação de cadáveres dos guerrilheiros.


Entendemos que o papel das Forças Armadas nesse processo é o de fornecer as informações que estão nos seus arquivos e que já deveriam ser do conhecimento de todos os brasileiros.


É importante frisar que a formação desse malfadado grupo de trabalho, assim como as publicações de parte do arquivo considerado como pessoal do militar Sebastião Curió Rodrigues de Moura, Major Curió – um dos repressores à Guerrilha do Araguaia -, veiculadas no Jornal Estado de São Paulo, em 21 e 22/06/09, não podem ser vistas como uma coincidência. O governo brasileiro está sendo, no momento, obrigado a responder sobre as circunstâncias das mortes e desaparecimentos, como a localização dos corpos dos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia tanto pela justiça nacional como internacional. Há, inclusive, uma representação junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA sobre o assunto.


Por tudo isto:


• Defendemos que todas as iniciativas de localização, recolhimento e identificação dos corpos dos guerrilheiros mortos e desaparecidos sejam conduzidas pela Comissão Especial, constituída e funcionando sob o escopo da Lei nº 9.140 de 1995.


• Exigimos das Forças Armadas a abertura de todos os arquivos com as informações guardadas pelos militares que sirvam de subsídios aos trabalhos dirigidos pela Comissão Especial - Lei 9.140/1995, à qual se deveria agregar equipes qualificadas de Arqueologia Forense e de suporte para todas as investigações necessárias.


• Exigimos, portanto, o fiel cumprimento de sentença exarada pela juíza Solange Salgado, em 30 de junho de 2003 que indica ao governo brasileiro abertura de todos os arquivos das Forças Armadas e a intimação dos militares envolvidos para prestarem depoimento.


Pela Vida, Pela Paz,Tortura Nunca Mais!

Rio de Janeiro, 23 de junho de 2009

Grupo Tortura Nunca Mais/RJ

Publicado em: 23/06/2009


A foto é João Batista Rita, desaparecido político catarinense. Mais informações clique aqui.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Bilhete para o Henfil

Querido Henfil,


Escrevo o pequeno bilhete para Henfil, outro dia escrevo para os outros dois irmãos, Betinho e Francisco. Sabe, cada dia você me traz um encanto, uma inspiração.


Penso na maneira que você viveu sua história, que hoje existe nas memórias daqueles e daquelas que viveram os anos da ditadura militar ao seu lado fisicamente ou até mesmo afastado geograficamente por conta dos milicos.


Henfil...enfim... é pouco que posso fazer para preservar e discutir sua memória, mas é de coração perdido nessa cidade.


Abraço,


Maikon K


Cartas da Mãe - parte 01


Cartas da Mãe - parte 02


Cartas da Mãe - parte 03





segunda-feira, 22 de junho de 2009

Malatesta

"A quem tem fome e frio, mostraremos que seria possível e fácil assegurar a todos a satisfação das necessidades materiais. A quem é oprimido e desprezado, diremos como se pode viver de modo feliz em uma sociedade de livres e iguais. A quem é atormentado pelo ódio e pelo rancor, indicaremos o caminho para encontrar o amor por seus semelhantes, a paz e a alegria do coração." Malatesta no livro Escritos Revolucionários


O texto "A anarquia" do Malatesta será o objeto de estudos do próximo encontro do GEIPA:


"A retirada dos textos é na Casa de cópias, no endereço na Rua Coronel Francisco Gomes 1265 - Bucarein, Joinville-SC Fone: 47-3028-7355 ( no sentido centro para zona sul é uma quadra antes do BIG, ao lado da FCJ)


Enquanto o local para a reunião de estudos é o Centro de Direitos Humanos de Joinville “Maria Graça Braz” (RUA DOUTOR PLÁCIDO OLÍMPIO DE OLIVEIRA, 660 - BUCAREIN CEP: 89202450 - JOINVILLE – SC).

Data do encontro 11 de Julho de 2009 – sábado.

Horário: 15 às 17 horas."

Entre uma corrida e outra

Palestrante de Hoje: Padre Alfredo Souza Dorea

A programação da Semana da Diversidade está fervendo a cidade, além dos ataques de 3 ou 4 bundões de opiniões furadas em torno da sexualidade e tantas outras maneiras de entender e viver a cidade, estão rolando falas positivas de mais de 3 ou 4 bundões e a exibição do filme na Cidadela foi uma rapaziada de todas as idades e a peça de ontem no Galpão da Ajote lotou a primeira apresentação, enquanto a segunda ainda não tive informação.

Agora, o esquema é correr entre uma entrevista de emprego e outra para a noite pedalar até o Juarez e assistir a palestra:

22/6 (segunda), 20h:
Palestra “Homossexualidade e Religiões”
Padre Alfredo Souza Dorea (Salvador, BA)
Teatro Juarez Machado
Entrada gratuita

domingo, 21 de junho de 2009

Os malas mais uma vez na cidade....

"As histórias de Malasartes" estará no palco do Galpão da Ajote na Cidadela Cultural de Joinville. Nesse domingo, às 15 horas, entrada inteira 10 mangos e 5 mangos a meia.

sábado, 20 de junho de 2009

Minha Mãe Gosta de Mulher

A minha mãe gosta do padeiro e isso é um saco. Mesmo assim quem sabe vale a pena assistir o filme "Minha mãe gosta de mulher"

Hoje, às 19h, na Sala de Cinema da Cidadela Cultural
Rua XV de Novembro, 1383 - Entrada franca.




II Encontro Pró-Federação Anarquista de São Paulo

O II Encontro Pró-Federação Anarquista de São Paulo é um evento que gostaria de participar.

Mais informações clique aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Audácia

Audácia - Trailer from Conceito e Ideias on Vimeo.


fico na espera da audácia ( uma matéria aqui )

De terça-feira a hoje….

Em três dias tudo foi a mil por hora. Tantas atividades e ocupações na minha vida cotidiana que impediram de fazer postagens por aqui.


A terça-feira foi de aula das 7:30 as 21 horas e ainda de quebra rolou ocupação da Câmara de Vereadores-as de Joinville e depois um acampamento na Prefeitura como mais uma tentativa de barrar o aumento. Infelizmente, somente participei depois da aula de terça-feira e fiquei até quatro da matina de quarta-feira na frente da Prefeitura.


Em relação ao trabalho é mais delicada a situação, já que o tempo de labuta é determinado de cima para baixo e eu aceito por conta do fator econômico determinado pela política nada pública do Luis Henrique da Silveira. Ainda mais quando a certeza de um retorno a sala de aula é distante quando o relógio bater 21 horas de sexta-feira.


Os momentos na Câmara e na Prefeitura foram o suficiente para perceber de como é difícil de lidar com os meus tempos, onde preciso conciliar trabalho, estudos, militância e tantas outras coisas boas da vida cotidiana. Novos tempos para a minha vida, novas experiências para interpretar todas essas coisas da cidade.

Uma sensação estranha ao perceber que coloquei uma faixa do Movimento Passe Livre na Prefeitura Municipal de Joinville. Estou desligado do MPL-Joinville faz uns três meses, desde então acabei viajando por vinte dois dias e fiquei ainda mais desconectado das lutas sociais pelo transporte público. Fico com uma sensação mais estranha quando preciso buscar uma conciliação de viver a cidade da maneira que gosto e ainda cair na labuta para ter moedas para fazer a economia da cidade girar.


terça-feira, 16 de junho de 2009

O medo para todas as cidades de Santa Catarina

A fotografia foi publicada na coluna de segunda-feira do Cláudio Prisco – leia aqui – e traz Marco Tebaldi, Leonel Pavan e Luis Carlos Pinheiro curtindo o frio de Lages-SC. Os três são as lideranças do PSDB, aqueles da politicagem sacana e por conta disso devem tá armando as tramas para a próxima eleição – governo do estadual de 2010- o que já vai produzindo o medo nas cidades catarinenses.



segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tenho pensando no Teatro

Tenho pensando no Teatro. O ponto é que não sou um cara do teatro, mas às vezes estou o uniformizado como alguém do teatro como brinca o Vini da Cunha, fora o valor simbólico da piada, o que já rendeu boas risadas nos dias das estradas com Malasartes. Agora, a questão é outra.


A razão para pensar sobre teatro é o CENA 06, que começa na terça-feira, e mais uma vez estarei envolvido nos bastidores da peça “Histórias de Malasartes”, da CIA Rústico Teatral, em cartaz no domingo, as 15 horas, no Galpão de teatro da AJOTE.


Aí, entra uma coincidência, desde o meu primeiro envolvimento com as “Histórias de Malasartes” nos Sebos da cidade passei a tropeçar em livros sobre teatro e sempre com preços em conta.


Os Livros que além de falar sobre teatro também estão relacionados com outros temas que tenho um grande interesse. Exemplos: Antologia do Teatro anarquista brasileiro, editado pela Martins Fontes, Teatro Arena do Izaías Almada, Rei da Relva escrita pelo modernista Oswald de Andrade e ainda Quinta Coluna, a única peça teatral escrita por Ernest Hemingway, que tem a guerra civil espanhola (1936-39) como enredo.


Ler os tais livros no zarcão e assistir as peças teatrais no Galpão da Ajote e volta e meia nas ruas da cidade são uma boa saída do marasmo, instigar uma reflexão que se tornou letárgica, ir do sorriso ao choro, sentir o suspiro da companheira ao lado ou apertar a mão dela quando a cena te faz prender a respiração.


A cidade esta conspirando para o teatro entrar cada dia mais na minha vida ou faço a postagem para dizer que amo ir ao teatro ao lado de Esperanza ou escrevi ate aqui para divulgar o CENA 06 ou que tenho saudades de dividir uns momentos com Vini e Alex ?

domingo, 14 de junho de 2009

Terça-feira tem duas atividades políticas

Na próxima terça-feira acontecerão duas atividades políticas. Infelizmente serão no meu horário de trabalho, quem tiver condições de participar compareça.




sexta-feira, 12 de junho de 2009

O direito de alguns à história

Um país fictício tem seu presidente que veste uma farda, alguns o chamam de ditador. Um grupo de alguns resolve esbofetear o poderoso que veste a farda. A represaria é a prisão, a tortura e a morte dos tais alguns.


Os anos passam e o poderoso de farda saí, entra mais um homem de farda. A história tem seus encontros e desencontros e todos os poderosos de farda resolvem esquecer, anistiar, os crimes dos alguns, assim como o esquecimento dos seus crimes.


Anos mais tarde, um ministro do governo formando por alguns daqueles que “esbofeatram” o homem de farda diz sim direito à memória e não a punição aos assassinos de diversos alguns.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Os meganhas do Serra

Os meganhas do Serra e seus ataques aos professores-as, estudantes e funcionários-as da USP. Saiba mais aqui, aqui, aqui e aqui.

Três notas curtas


Nota 01

O meu primeiro encontro com Guto Lacaz foi lendo a revista “Caros Amigos” e com o passar dos anos percebi que seus trabalhos de ilustrações se faziam presente em revistas como a “Chiclete com Banana” e alguns livros voltado para a educação popular.


Então, fazendo a minha leitura matinal do Jornal A notícia fico sabendo da presença de Guto Lacaz por Joinvas. Será na próxima segunda-feira, 15 de junho, às 20 horas, no auditório da Casa da Cultura. A entrada será franca. Eu não vou, já que é o horário do meu trabalho. Que saco.


Nota 02


Ontem encontrei o Jacson Almeida, estudante de jornalismo do IELUSC, que comentou do seu novo trabalho. Agora é jornalista no jornal A Gazeta de Joinville, onde estará acompanhado de outros dois novos jornalistas de qualidade, Leonel Camasão e Sared. Isso foi massa de saber por duas razões:


A – ver a alegria contagiante no Jacson.

B - e que o tom do jornalismo da Gazeta terá mais qualidade nas escritas e nos olhares.


Nota 03


Hoje é feriado religioso, o tal do Corpus Christi, e nas Escolas da rede do Estado de Santa Catarina até a noite de terça-feira estava tudo certo que a sexta-feira não haveria aula. Porém, o nosso governador resolveu punir a classe dos professores. A razão é que o SINTE está pressionando o governo do Estado para aumentar o salário e até pensando em chamar uma greve. Aí, da-lhe represaria governamental!!!

Agora, fica a reflexão: um governador que tem postura "vou tirar o doce da boca das crianças" em relação a educação, por isso como acreditar que a gestão da educação no Estado de Santa Catarina funciona?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A longa espera

o lugar da longa espera de um trampo e do zarcão...


fonte aqui

domingo, 7 de junho de 2009

Carta aberta para a Classe média

Querida Classe Média,


Como estão os dias da fartura política, econômica, social e cultural?


A verdade proposta na carta não é vinculada com um mínimo de interesse em saber como estão os seus dias das farturas, mas por educação acabei fazendo a pergunta e agora bateu um arrependimento.


Bem, o negócio é o seguinte: há algumas semanas encontrei um disco em formato de arquivo digital, o cantor era João do Vale, o nome do disco é “O poeta do povo”, onde expressa a sonoridade e as letras dos lugares nordestinos e das cidades ocupadas pelos exilados economicamente do nordeste.


Após ouvir a vigésima vez o disco veio a minha cabeça como estou emerso por expressões artísticas e culturais de origem popular ou daquelas que mantém uma proposta de discutir as tristes realidades que estamos vivendo ou despertando esperanças nas práticas cotidianas dos diferentes cantos urbanos ou rurais.


Citei como referência João do Vale. Enquanto poderia escrever sobre John Steinbeck, Wu Ming 1, John Reed, George Orwell, Zeca Afonso, Frida Kahlo, Ken Loach, Tina Modotti e tantos outros e tantas outras que produziram artes com traços humanos das classes exploradas.


Sabe, como Howard Zinn cresci com consciência de classe. Num bairro especifico de uma cidade particular, alimentando por uma trabalhadora que veio do campo, batizado por um Padre tratado como comunista, me fodendo para ficar nos bancos universitários e ainda agüentando os trancos de uma juventude cada dia mais presa ao consumo de crack.


Por isso, querida classe média não encha o meu saco com seu preconceito de classe vestido no discurso cultura pop e tal.


Por hoje não escrevo mais nada para a classe média.


Maikon K

sexta-feira, 5 de junho de 2009

se liga...


se liga na parada...

Eu voltei...


Na última quarta-feira voltei para Joinville. A turnê das “Histórias de Malasartes” pelo Baú de Histórias do SESC acabou, nas próximas semanas acontecerão outras apresentações, aí por conta de outras coisas do mundo do teatro local.


Eu to devendo uma postagem no meu blogue sobre os meus dias nas estradas e também escritos “mais consistentes” por aqui. Infelizmente, desde quarta-feira não parei um segundo, já que fui chamado para lecionar quarenta horas semanais por quinze dias no Centro de Educação de Jovens e Adultos.


Hoje mesmo tive na sala de aula das 07:30 as 11:05, das 13:30 as 17:10 e finalizando das 18:05 as 21:00, ou seja, to completamente podre e ainda preciso sistematizar as aulas da próxima semana e a mediação do próximo encontro do GEIPA.


Caro leitor, se ainda existe algum, eu prometo voltar a escrever.


P.S eu voltei com a cara mais redonda do que do Mao Tsé-Tung.