sexta-feira, 26 de junho de 2009

O racismo no espaço formal de educação

Buscando pensar sobre a minha última experiência como professor de História ACT na Rede do Estado de Santa Catarina onde acabei encontrando discursos e práticas racistas, que me levou da indignação furiosa a pensar uma saída tanto para mim como os demais envolvidos.


Dentro do contexto, buscando informações e dicas com companheiros de classe comprometidos com uma educação baseada em direitos humanos, percebi a minha falta de leitura e troca de experiências sobre os preconceitos no espaço formal de educação, ainda mais quando aplicado por professores-as.


Fui ler. Já na primeira leitura encontro a seguinte consideração de Eliane Cavalheiro;


“Nas escolas, o racismo se expressa de múltiplas formas: negação das tradições africanas e afro-brasileiras, dos nossos costumes, negação da nossa filosofia de vida, de nossa posição no mundo... da nossa humanidade.” (1)


Que provocou a necessidade de trazer ao público os dois momentos de constrangimento de ser um professor e dividir a mesma escolha profissional com pessoas com preconceitos étnicos, gênero, classe e afins.

Os dois exemplos:


Na sala dos-as professores-as se comenta das leis de respeito à diversidade cultural e étnica e até mesmo da abordagem dos conteúdos de história referentes aos afros descendentes. Uma professora relata preocupação com todo o debate, já que as novas leis estabeleceram defesas jurídicas, assim “esses meninos de cor” poderão provocar os professores e quem acaba pagando por isso?


O outro exemplo faz referência ao ensino de História para turmas de jovens e adultos que acontecem na cidade de Joinville, onde professor de história sustenta um olhar racista sobre a história ao afirmar que a população negra era bem tratada durante o regime escravocrata brasileiro, já que tinham a segurança de um emprego, de um lar e um prato de comida.


Os dois exemplos do racismo no espaço formal de educação fazem notar que ainda existem professores-as que “pensam que são brancos”, como ironizou Chico Buarque ao comentar dos racistas brasileiros, onde deveriam aprimorar relações sociais baseadas no respeito aos direitos humanos acontece o contrário; Uma lamentável prática educacional racista.


(1) A citação foi retirada do livro Racismo e anti-racismo na educação. Repensando a nossa escola. Eliane Cavalheiro é a organizadora. O livro você clicando aqui. Mais livros sobre o tema clique aqui.

2 comentários:

lola aronovich disse...

Putz, essa do escravo ter sido bem tratada é de matar... Já ouvi isso algumas vezes, mas nunca de um professor de história!

Anônimo disse...

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