segunda-feira, 27 de julho de 2009

De fato uma minoria absoluta

No meu quarto tem dois livros publicados pela Antígona, editora portuguesa, ainda pouco lendo a página Passa Palavra encontro:


Saramago nunca mijou fora do penico, nunca fez uma crítica que ultrapassasse o stalinismo. Ele é o produto de uma sociedade que preza o quantitativo, procedeu a uma construção espectacular para promover uma técnica de escrita, mas o que há por detrás disso? Saramago representa tudo, mas tudo, o que a Antígona critica; ele representa todas as banalidades do mundo.”


É um trecho da entrevista de Luís Oliveira, autor do comentário em itálico e o homem por trás da Editora Antígona. No mundo dos apaixonados por Saramago, de fato Luís Oliveira faz da Antígona uma editora da minoria absoluta.

11 comentários:

Bruno disse...

pesado hehehe,

mas pô o Saramago chegou a lançar uma carta pública rompendo com o regime do Fidel.


http://caderno.josesaramago.org/2009/07/07/do-sujeito-sobre-si-mesmo/

Ariane disse...

Eu vi em outro blog por aí que você queria criar uma polêmica (hahaha). Eu não acho que Saramago diga banalidades: o conteúdo dos livros dele é, sei lá, uma forma de analisar a humanidade. Pode não ser a forma certa, mas faz sentido pra uma pessimista como eu. E quanto a mijar fora do penico... melhor ser cauteloso do que ficar espalhando frases de impacto por aí que não significam nada e só servem para chamar atenção para coisas que não importam.
Sei lá, esse é o comentário de mais uma apaixonada por Saramago. Estrutura narrativa é tudo viu, tô estudando isso!
Hehe, beijão

Maikon K disse...

Continuação da postagem

Depois que fiz a postagem fui dormir e antes de pegar no sono a minha cabeça ficou fervendo com o comentário do editor. A birra dele com o Saramago tem muito da conjuntura local, daquelas coisas de quem vive na mesma cidade e conhece particularidades desconhecidas do grande público. Ainda mais quando, no caso do Brasil, o jornalismo cultural é dominado por ranços de matérias pagas ou tráficos de influências, ao menos é o que aprendi com o Cláudio Togiolli. Hehehe

A unanimidade me dá no saco, tanto é que faz uns meses Saramago virou blogueiro e lançou um livro com suas postagens. Eu não li e quero ler, mas acontece que as matérias sobre o lançamento Saramago, o autor aproveito para dizer que o mundo dos blogues são interessante e ao mesmo tempo muita coisa ruim passou a ser publicada. É um fato verdadeiro, os blogues potencializam coisas de péssimas qualidades circularem, porém a linguagem, a escrita, a maneira dos blogues são completamente diferentes da literatura, assim os padrões e critérios de “julgamemento” são outros, o valor literário não cabe no mundo dos blogues. Então, essa coisa de trazer os valores da literatura cheia de pompa para a cá (para os blogues) me deixa sem paciência e faz, ainda mais, a unanimidade me dá no saco.

Mk

Bruno disse...

Concordo sobre unanimidade, mas em partes, exemplo, um autor pode ser unanimidade, ter reconhecimento e público, mas o negócio vira um saco quando tudo o que o cara faz é considerado muito bom,lançar um livro com as postagens achei que não tem nada ver.

Felps disse...

Acho insuportável quando consideram tudo perfeito no Saramago. Idolatria é pecado, de acordo com a Bíblia. Considero, no entanto, que ninguém se consagra por completo. E "Ensaio sobre a Cegueira" é uma obra esplêndida, que revira as entranhas da humanidade (no livro, assim como no filme, há um cachorro comendo as entranhas de uma pessoa morta). Aplausos para o Saramago, dono de um blog insuportável, como todos os outros blogs do mundo, mas que de vez em quando atira uma pérola.

Emanuelle disse...

A ironia Felipiana é ótima! No mais achar tudo que saramago faz bom é tosco. Na verdade acho que nenhum artista pretende-se ser aceito em todas as esferas. pelo menos os não medíocres.
Saramago fez obras belíssimas, de conteúdo extraordinário e já escreveu posts deploráveis. Também não gostei do livro, mas há público para ele. Nem tudo no mercado editorial é pura "poesia" e nem tudo foge do coemrcial. Pra mim esse livro é puramente comercial.
Nomais, li a entrevista e ela me cheirou a esquerdismos bem cosumeiros aqui da cidade: Sou mais revolucionário que você!
A velha abordagem que só faz a esquerda se matar enquanto a direita toma o poder através do espetáculo.


No mais Mk, nãos ei se esse pensamento é parecido com o seu, mas se for, andas velhaco hein? haha reclamão.


Beijos

Território Nenhum disse...

Olha o Saramago é um velho rabugento que não deixa mecher na pontuação ou em nada em seus livros piblicados em países de lingua portuguesa. hehehe Eu gosto da literatura que ele faz, apesar de discordar de seus posicionamentos políticos

Felps disse...

Bom, não é porque ele não deixa meXer que não é meXido, caro. Queria saber por que você não usou vírgulas. Inspiração?

Território Nenhum disse...

Caraca, meXer é com X! ahahahahaha
Ainda bem que existe alguém pra corrigir.Nem me liguei nas vírgulas, deve ter sido por osmose. ahahahahha

Anônimo disse...

Velho falta mto, somente é o meu mau humor de sempre.

mk

Maikon K disse...

acabei de escrever um comentário no blogue do felps, acho que vale a pena reproduzir aqui:

Em relação ao velho portuga: ufa, uma polêmica mais ou menos, ainda tá franca, mas um dia chego a uma grande polêmica.

O que me irrita no Saramago, não é o Saramago em si, algumas coisas são o que ele ou escreve provoca a minha irritação. Hoje, pensando melhor, acho o que mais irrita no Saramago é o mesmo que me irrita no Ramones, no Jack Kerouac, no Caetano Veloso e afins.... o que é ? O que me irrita são os fãs, aqueles de carteirinha, aqueles que um peidinho do cara é cheirado como mais belo perfume. aí e igual crente, igual anarquista apaixonado pelo Bakunin ou trostkysta reprodutor ao pé da letra e assim vai.