quinta-feira, 30 de julho de 2009

Eu e os filmes (o cinemão)

Eu não sou chegado ao cinema, já que viver aqui e gostar de cinema é uma tristeza sem tamanho. Mas nas últimas semanas estou assistindo filmes feito um aficionado, entre os curtidos com devido tempo e calma estão:



Cássio Gabus Mendes apavora nas cenas.


Batismo de Sangue; é uma dose necessária de história da política e da formação da capenga democracia representativa brasileira, onde ignoramos os valores fundamentais da vida humana. O mais impressionante é a entrega do elenco e assistindo os extras se percebe o mesmo no restante da equipe. Um detalhe da riqueza dos extras são os depoimentos dos Freis sobreviventes da chacina estatal e civil chamada de “revolução de 64”. Como comenta um dos atores “é arte dentro da arte” fazendo referência à visão teológica dos Freis dominicanos e o valor artístico do filme.



Estômago; As purezas e as ingenuidades escondem expressões violentas e até mesmas tão sangrentas quanto uma bife mal passado na frigideira. Saudades de Curitiba.



Milk; Pouco sabemos sobre a luta por direitos sexuais nos EUA e daqui. Quem sabe seja uma referência inicial. Todo mundo paga pau para Gabriel Garcia Bernal, mas Diego Luna apavora no filme Milk.



Cheiro do Ralo; O ralo da ausência paterna insistiu em feder. Comentário desconexo com o filme. A segunda vez que assisto.


Tom vestido de Aliuscha


Fabricando Tom Zé; Tom Zé veio com defeito de fabricação. Graças a deus e vai pra porra!!!



Touro indomável; Continue touro e estará sozinho na cidade.



A pele; O oscar vai para os olhos de Robert D. Jr.



A nota de um escândalo; Profissional na educação deve ficar longe de estudantes menores de idade e dos profissionais com mais de trinta anos de carreira.



"Um dia fui gatinho do cinema."


O lutador; o hard rock é a trilha perfeita para os homens tristes que viveram os anos oitenta, ou seja, o mau pai sempre toma cú. Tomara!



O curioso caso de Benjamim Button; Filmes com pais ausentes e judeus sofrendo na segunda guerra mundial deveriam ser censurados, já deu pra bola esses temas.



Linha de passe; A classe média de São Paulo não gosta de moto boy e somente gosta das pessoas da periferia quando o garoto virá estrela do seu clube de futebol ou um bom ator de cinema.



Cafundó; Está decretado que o Lazaro Ramos é o ator mais foda dos últimos anos, ainda mais quando representa um papel desconhecido do povo negro brasileiro.



Volver; É Almodóvar, já não tenho mais saco para seus filmes, mas saindo o próximo vou assistir.



To verdener; nos últimos meses algum maldito roteirista dinamarquês anda investigando a minha vida.



A lista de filmes para assistir ainda resta: O evangelho segundo São Mateus, Cartola, The Spirit, Última parada 147, João do Vale muita gente desconhece e tantos outros na fila para baixar aqui e aqui.



P.S A lista de filmes é um demonstrativo como não sou um cara amante do cinema, já que meus filmes estão “bem cinemão”.

24 comentários:

Wesley disse...

o q é cinemão?
uma sala de cinema com mais de 800 lugares?

ps: tens q ver "Sem essa, Aranha" do Sganzerla.
tem lá no blog de filmes brasileiros para download.

vi o filme e fui obrigado a fzer um comentário sobre ele no meu blog.

talvez isso sim seja "cinemão", seja lá o q isso signifique!

Marxperience disse...

WRESTLER foi pra mim o melhor filme do ano, sem duvidas! Uma tristeza nao ter ganhado o Oscar, merecia muito mais que todos os outros concorrentes.

Anônimo disse...

umas das coisas que não consigo esquecer do linha da passe é quando o filho da patroa leva o filho da empregada para "curtir" muito foda, odeio essa expressão mas é um "tapa na cara" de junkies filhos de papai que procuram a liberdade e o sentido para a vida nas trangressões de qualquer alucinógeno identificando isso como uma atitude contracultural que os diferencia dos "certinhos" trabalhadores. Usar droga num apartamento é bem diferente do que estar marginalizado tendo como única alternativa de vida esse mundo, do tráfico e do consumo.

Bruno

Território Nenhum disse...

Li o livro Batismo de Sangue há uns anos atrás, espero poder ver o filme também. Também tenho interesse em ver cheiro do Ralo.

Neander disse...

Pois minha onda de filmes deu uma diminuida... ou uma parada mesmo. Que coisa não?

Quando acabar as idéias de filme, te mando algumas coisas que sei que tem na cidade. É só pedir!

:**

Anônimo disse...

Wesley: cinemão sãos os filmes do eixo commercial. Vou procurar esse filme do rogério, já assisti outros, mas esse desconhecia. Aliás, li um sobre ele. Vale a pena conferir.

Marx: O Lutador é mto foda. Esses dias num boteco de bairro ouvi o comentário de que o Mickey é o encontro de lutador com a Elza Soares.hehehe

Neander; que coisas tem na cidade ¿
maikon k www.vivonacidade.blogspot.com

Wesley disse...

Bruno, akela cena "lucinógena" do Linha de Passe é a coisa mais careta feita sobre juventude e drogas,
putz...
akela cena é uma bosta!

ms esse filme é complicado msm,
gosto mto do roteiro, da criação dos personagens em situações limite. todos a beira do desespero, da pobreza interna, não se trata da pobreza monetária, eles são mostrados como pessoas pobres na tela apenas como metáfora para a nossa pobreza interior, nossas limitações como ser humano.
isso é mto legal.

mas a direção é tão careta e simplista q dá raiva as vezes,

a escolha de contar essa história d forma tão convencional perante um roteiro tão rico não foi acertada, o filme poderia ter tido uma linguagem mais contemporânea, marginal msm como o roteiro pede.

talvez o walter tenha ficado com medo de assustar as pessoas e afugentar o público, ou talvez ele apenas seja careta msm. não sei, não o conheço pessoalmente.

Wesley disse...

e sim, todos akeles adolescentes são ridículos, concordo, ms a culpa não é deles. pelo menos não dentro do filme.

e eu acho q vc tem problemas com drogas.

Wesley disse...

ms vc está dizendo é q vc acha um absurdo pessoas usarem drogas é isso?
substancias químicas alucinógenas nada mais são do q escapismo, assim como o cinema é, a literatura.

o único problema real q eu vejo é q sua comercialização é ilegal, abrindo uma brecha d oferta e demanda para mtas pessoas pouco capacitadas para lidar com administração.

claro, q se vc usar demais vai t fazer mal, e realmente pode t matar e levar sua familia pra fossa, ms acho o uso d drogas um assunto tão relativo, e ficar exemplificando e dizer o q é certo ou errado tão absurdo.

Wesley disse...

porém, pelo visto, ainda necessário.

bah...

Anônimo disse...

wesley não tenho problemas com drogas por que não as uso, talvez não tenha entendido, mas basicamente quero dizer que o filho do papai pode escolher usar droga assistindo a um filme em blu-ray do david lynch num apartamento com ar condicionado, veja bem, não estopu julgando, apenas mostrando que ele tem várias formas de escapismo, como vc bem, ou mal, identificou cinema e literatura.
Não quero cair no mérito individual do que a droga faz para uma pessoa, apenas considero que os jovens da pereferia, que pertencem a um grupo, ou até uma classe não encontra alternativa de vida, tem acesso limitado tanto ao mundo do trabalho como para atividades artisticos culturais. A relação de um jovem rico com a droga não me trás nenhum problema, o que questiono é quando isso vira uma bandeira, um estilo de vida, quando usar droga é igualado a mesma experiência do cinema e da literatura.
Bruno

Anônimo disse...

sobre o filme então, essa de apenas pobreza interna não cola pra mim, fico com o comentário do MK "A classe média de São Paulo não gosta de moto boy e somente gosta das pessoas da periferia quando o garoto virá estrela do seu clube de futebol ou um bom ator de cinema"
Há uma relação de classe no filme que não pode ser resumida a limitações internas, sim existem, mas resultam de uma série de frustrações intrínsecas do mundo capitalista. A tristeza é interna, mas é por uma mudança financeira, o que no capitalismo é uma mudança de vida, que o motoboy rouba, que o outro quer jogar bola, é por falta de alternativa da periferia (quintal do capitalismo) que o jovem procura a igreja. o que quero de dizer é que esse filme justifica seu enredo pela origem de seus personagens, mostra a tristeza específica dos pobres, se fosse s´ tristeza por tristeza enfocaria tb a história de algum outro personagem rico da história, como a patroa e seu filho, que tb têm seus problemas, mas que não vemos continuidade nenhuma de suas vidas no filme, é uma opção do diretor, a meu ver acertada.
logo seu argumento não é válido wesley, não é um filme onde "eles são mostrados como pessoas pobres na tela apenas como metáfora para a nossa pobreza interior, nossas limitações como ser humano"
é um filme das limitações de seres humanos em condição marginal, é real e não metáfora, assim fosse teríamos o mesmo filme se os personagens morassem no Morumbi.

Considero banal comentários que quererem, depois de assistir um filme pronto, mostrar como o filme deveria ser feito, até porque caí numa contradição, defende um cinema marginal, que era justamente para fugir dos clichês, mas quer aplicar uma fórmula, ou transformar cinema marginal em clichê, assim como virou clichê dos "cinéfilos" (uhull eu não sou cinéfilo) identificar o Walter Salles como careta. Hitchcock era considerado careta mas bastou o truffaut pagar uma pau para ele para isso mudar.

a única coisa que concordo com vc é que os adolescentes ricos do filme não são culpados por serem idiotas, como disse não julgo o individuo, jovens ricos tb são levados a buscar qualquer coisa por algum motivo já tratados em alguns filmes, mas que não é o caso de linha de passe.
Bruno

Wesley disse...

ok, eu sou cinéfilo assumido e digo q cinema é projeção d idéias. o mundo psicológico (simbolismo) jogado no mundo real, então, tudo o q vemos no cinema é simbólico, um reflexo, tudo é representativo, não é a coisa real em si, não podemos identificar tudo de forma literal, saca?
só pq as pessoas no filme são mostradas como pobres, feias ou burras não significa q está se kerendo dizer apenas isso. esses fatos são superficiais ms q kerem dizer algo mais profundo sobre nós mesmo e não estou me referindo diretamente a este filme e sim sobre todo o cinema.

e esse cinema q o walter salles faz não é contemporâneo o suficiente na sua forma para fugir deste axioma.

veja, vc percebeu q existe superficialidade nakeles personagens d classe média. como vc percebeu isso? pra q é q eles servem dentro da narrativa? apenas para demonstrar q existem ricos e pobre? claro q não! isso é um fato superficial, o q isso representa é o q vale.

dentro da estrutura psicológica do filme eles servem para achatar os personagens q estão a sua volta, no caso a empregada e e o filho dela.
e como se faz isso representativamente?
se estamos kerendo falar destes personagens e eles são limitados colocaque-se perto deles personagens q não aparentam limitação, isso vai criar um desiquilíbrio sensível a todos.

esse filme é mais do q apenas uma crise entre pobres e ricos do brasil.

ms perceba q todas estas constatações pertencem ao roteiro, a criação visual e como a história é contada fica a cargo do diretor, no caso, dos diretores. e nisso o filme se sai mal pois como vemos o roteiro é tão rico ms a forma q a história é contada ficou mto aquém comparado a riqueza do roteiro.

e eu não sou contra o cinema feito por Walter salles, gosto mto d "terra estrangeira" e "central do Brasil" ms esse filme com certeza poderia ter sido melhor se não fosse encarado de forma tão literal.

Wesley disse...

e é óbvio q vc tem problemas com drogas pois foi a 1ª e mais importante observação q vc fez sobre o filme.

e como vc diz q não as usa me parece haver uma crise.

se drogas não fossem um problema para vc esse fato do filme simplesmente passaria batido, sem reverberações.ms veja, foi o q mais mexeu com vc.

mto interessante.

Anônimo disse...

Wesley dessa vez vc tocou em aspectos bem importantes e concerteza vou aproveitar.

Concordo plenamente que o cinema não é a realidade em si, mas é sim a projeção de uma experiência real, diferente disso, temos um filme alienado, idealista que eu particulamente não gosto, assim como tb não gosto de procuar pelo em ovo e achar luta de classes em tudo quanto é filme, mas no caso de linha de passe não vejo essas contradições de classe na aparências das pessoas na forma como vc se refere, mas no seu espaço e nas suas vidas, o filme conta a história dessas pessoas que são o que são simbolicamente por conta de uma realidade material e não ideal.

veja a superficialidade dos jovens ricos não está no modo de vida deles, mas na opção do diretor e não dar continuidade na história pra eles, os ricos aparecem sim, mas não só, para mostrar as contradições de uma cidade, de pessoas e de seus espaços, pelo que mostra no filme eu não tenho ca´pacidade para considerar os jovens ricos superficiais.

vc se refere sempre a limitações psicológicas,a um desequilíbrio psicológico, inclusive pra comparar as duas classes no filme, mas essa limitação pra mim é antes de tudo material da forma mais ampla, por exemplo ter que trabalhar cedo depois de uma noite de festa enquanto o rico não precisa, de maneira alguma considero o pobre com menos capacidade psicológica que o rico, e nem vejo isso no filme, pelo contrário tenho muito mais esperança e interesse na capacidade dos personagens marginalizados, por isso o foco do filme é esse e eu gostei.

se vc leu o roteiro desconsidere o que eu falei da sua dica de direção, tem um diretor sidney lumet, que fez inclusve mais filmes ruis do que bons, que diz admirar e ficar impressionado com às críticas subjetivas ao filme, as refênrencias ao roteiro, a montagem, ele diz que para um crítico não tem como saber o que ficou de fora ou dentro, mesmo o roteiro visto em tela é apenas um fragmento, queria ter tal capacidade mas não consigo e nem quero.
bruno

Anônimo disse...

hahah a questão das drogas eu não vou nem discutirm você considera apenas um problema de administração,

a indústria do cigarro e do alcool é muito bem administrada, no sentido corporativista do termo e nem por isso é melhor do que qualquer outra droga,

não importa eu, como individuo, vc insiste nisso e deixa o debate em outro nivel, acho que vou julgar um cara que tá tomando uma pinga depois do trabalho no bar, agora quando isso passa a seridentificado em um grupo de pessoas, quando isso para a gerar violência doméstica realmente tenho um problema com drogas, não o individuo, pois já até tomei cerveja em uma mesma mesa que vc mas como disse isso não importa.
bruno

Wesley disse...

ok

pobres X ricos é um dos temas de linha de passe.

mas espero o q vc concorde que há mais além disso.

interessante como o msm filme pode ser visto de forma tão diferente pelas pessoas, eu por exemplo nem me importei com o lance de diferença de classes.
sério!

sobre as drogas, acho q eu não soube acertar o tom dakele texto, era pra ser uma coisa mais descontraida, ms não ficou.

até!

Filipe Ferrari disse...

Tá bombando isso aqui hein?

Eu só queria dizer que gostei do Tom Zé vestido de Aliuscha, mas agora vai parecer tão boçal...

Filipe Ferrari disse...

Em tempo: Volver vale a pena quase que só pela música que dá nome ao filme, que é a qual a Penélope Cruz canta no boteco e a mãe dela espia escondida no carro. Se quiser, tenho o original dela aqui em casa ;)

http://letras.terra.com.br/carlos-gardel/178742/

Eu gosto pra caralho essa música!

Anônimo disse...

hoje estou sem tempo e paciência, mas vou com calma e comentar.
maikon k
www.vivonacidade.blogspot.com

Wesley disse...

nossa, akela cena q a penélope cruz canta é mto bizarra.
é tão obvio q a voz q escutamos não é dela q eu quase morri de tanto rir da tosquice.

ms adoro essa cena! não o filme.

e a penelope cruz é o máximo! bem, não O máximo, ela só seria o Máximo se namorasse com a Ellen Degeneres.

Filipe Ferrari disse...

Sim, por isso estou falando da música, mas a cena se encaixa no contexto "almodovariano", haha!

E realmente, tem filmes melhores dele. Mala Educación é um.

Eu gosto dela, independente de quem ela namore. Eu daria mole pra ela se não fosse casado...

Maikon K disse...

eu to com uma dor de cabeça tremenda, mas to pensando nas coisas que tenho para escrever.

Wesley disse...

ixx... nem se preocupe, ela nunca vai dar mole pra vc!

hahahah

bem, ms se ela desse mole pra mim ela iria se dar mal tb, pq eu sou gay.
ms eu usaria a queda q ela tem por mim para coloca-la como figurante num filme meu ,não, melhor, colocaria ela no papel principal, seja ele qual fosse!

maikon, qual o motivo da sua dor de cabeça?