terça-feira, 7 de julho de 2009

A periferia da cidade

a foto é do bairro Paranaguamirim. Fonte é o Jornal An de hoje.

Na campanha de 2002 para o Governo do Estado do nefasto Luis Henrique da Silveira tinha a afirmação de que Joinville não tinha favela. A intenção era agredir o outro candidato, o tão nefasto Esperidião Amin.


Estúpidas jogadas dos marqueteiros políticos.


O fato é que Joinville não possui favelas como as cariocas ou da capital catarinense, mas tem suas periferias, onde a classe trabalhadora, produtos dos processos migratórios desde a década de 1960 onde se precisava de pessoas para trabalhar nas indústrias. Aí, as regiões afastadas da cidade, seja área de preservação ou não, passaram a serem ocupadas.


Enquanto isso, a Prefeitura Municipal de Joinville não altera nada do que fazer para resolver o problema, somente tenta fazer maquiagem e ainda utilizando a força.


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A página do PSOL de Joinville publicou sobre o tema. Leia aqui, aqui e aqui.


Acrescento mais informações aqui.


5 comentários:

Upiara Boschi disse...

Naquela eleição, Luiz Henrique dizia que Joinville era a única cidade "do seu porte, sem favelas". Aí o Esperidião mostrou áreas carentes da cidade, para chamar o LHS de mentiroso. No programa seguinte o Luiz Henrique dizia "claro que existem bolsões de pobreza, mas não são favelas".

Ah, a campanha eleitoral...

Filipe Ferrari disse...

Me decepcionei agora, creio que terei que volta para Curitiba, pois lá não existem favelas!

He-he-he...

"Curitiba pride!"

Neander disse...

Pois é... esses discursos eleitoreiros a gente encontra também na fala de "Curitiba - Cidade Modelo" e, mais profundamente, em Londrina.

Lá, muitos anos atrás, o Antonio Belinatti (sim, o que é sempre acusado de corrupção) urbanizou todas as áreas pobres da cidade e, a partir daí, sempre usa o discurso que acabou com as favelas londrinenses.

Fora as suspeitas de superfaturamento em todas as obras de bem feitoria, a pobreza continua, e a exclusão também, visto que são bairros esquecidos nos extremos da cidade onde, com desemprego e altos indices de violência.

O poder publico quase sempre desanima.

o Cheff disse...

Lembro que quando cheguei em Joinvas estava na época dessa eleição, era a manhã chuvosa do dia 01 de Outubro de 2002.
Quando vi a campanha, o manezão aqui pensou: "Nossa, uma cidade que não tem favelas!".

H. disse...

Maikon,

No link seguinte tem o censo populacional e sócio-econômico da Ocupação do Juquiá: http://www.cipedya.com/doc/176845 . Mostra por a + b quem é essa gente, no que trabalham e porque "escolheram" morar lá - evidente: impulsionadas e espremidas pela especulação imobiliária na sua forma mais direta: o aluguel (agravado pela crise econômica, que segundo o discurso dominante nem existe...).
Valeu a referência. É importante todos se manifestarem, pois há inclusive uma certa esquerda mais tradicional e ortodoxa que acha que essa população é "lúmpen", e sequer merece atenção - são incapazes de compreender as novas formas sociais do trabalho: precarizado, fragmentado, mas, ainda sim, trabalho.
Abs.
h.