segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Eu não abraço o Conselho da Cidade

O Charles Henrique, aprendiz de político profissional, escreveu notas apologéticas sobre a Conferência Extraordinária da Cidade. Enquanto Sérgio Gollnick desceu a lenha no processo de criação e da organização do evento, onde acabaram excluindo variadas vozes que acreditam no Conselho Municipal para fazer política na cidade.



Por opção fiquei de fora, não tenho esperança alguma nos Conselhos Municipais, apesar dos dados levantados sejam interessantes para os movimentos sociais, entidades populares e sindicais terem como referência para argumentar reais transformações na cidade, ou seja, transformações lado a lado das pessoas nas ruas.


3 comentários:

Emanuelle disse...

É importante lembrar que na listagem apontada pela prefeitura Sergio Gollnick foi eleito como suplente da camara setorial de mobilidade e acessibilidade. O interessante é que na eleição ele está representando movimentos sociais.
Sergio Gollnick concorreu juntamente comigo, representante do Centro dos Direitos Humanos e classificada no processo de ONG.
Espero que o arquiteto tenha sido injustiçado e recebido o título indevidamente. Caso contrário houve fraude na eleição, já que teria concorrido por dois segmentos.

Além disso o Pedala Joinville recebeu o título de representante de ONGS em mobilidade e acessibilidade. E representante de movimentos sociais em outras câmaras.

Parece que a prefeitura ainda não sabe definir onde devem ficar cada qual. Ou os próprios movimentos não sabem o que são. Diferentemente de tudo o que disseram possuem CNPJ mas nem sabe como se intitulam. Adianta mesmo tanta legitimidade burocrática e uma desorganização sem tamanho?
Duvido que o movimento passe livre passasse por este tipo de constrangimento. Ah isso eu duvido.


Abraços

sergio disse...

Emanuelle

Esta situação foi resolvida. Não houve a minha participação como suplente nos Movimentos Sociais. Não houve fraude, foi um equivoco. Quanto ao Pedala Joinville, também houve um equivoco do seu representante não por intenção, mas por confusão na hora de se colocar no grupo e a plenária decidiu excluí-lo. Porém, o mais grave de tudo é que o Conselho, no formato que foi concebido, não representa a sociedade mas apenas os interesses das maiorias. 5 dos 7 conselehiros estão ligaos a entidades empresariais. Isto sim é lamentável.

Emanuelle disse...

Entendo Sérgio e justamente por isso apontei a possibilidade de ter ocorrido um equívoco.
Não houve nenhum tipo de critério que impedise o empresariado de se inscrever como ONG. Na próxima conferência certamente eles estarão com 7 das 7 vagas.
Em mobilidade e acessibilidade o sindicato patronal e o sinicato dos trabalhadores da gidion é que representavam os trabalhadores. Como usuária de bicicleta e transporte coletivo posso dizer que realmente, me sinto comptemplada sendo representada por um sindicato como este. É um sindicato sempre ativo nas lutas, sempre participando não é mesmo?
Foi lamentável esta conferência. Simplemente uma legitimação do poder empresarial de Joinville.