quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Uma raivosa resposta ao Charles Henrique

Durante jornada blogueira de hoje cai nas considerações de Charles Henrique, aprendiz de político profissional e mantedor da estrutura política, onde lascou a lenha no meu breve comentário sobre seu tom apologético para a Conferência Extraordinária da Cidade.


Charles Henrique, na mesma medida do seu fiel companheiro Robson Cunha, me acusa de contribuir com o retrocesso na cidade de Joinville, enquanto o seu fiel escudeiro me acusou de “agitador ogro anarquista” ou alguma coisa próxima disso. Bem, uma dupla de amigos desinformada. Por isso, nada melhor do que uma resposta as lideranças da “Juventude (supostamente) socialista” do PDT de Joinville.


Charles Henrique comenta:


Somente ao que a Conferência representa. É um grande marco para o pensamento urbano de nossa cidade. Pela primeira vez em anos, tivemos um movimento em prol do "Viver e Pensar Joinville".”


Uma bela frase de desconhecimento histórico da cidade de Joinville ou uma consideração sustentada na visão unilateral do fazer política ou baseada na leitura de Carlos Ficker ou Apolinário Ternes. Sem contar o total descrédito as lutas organizadas pelas pessoas das ocupações urbanas nos anos oitenta e noventa, aquelas que tiveram o Centro de Direitos Humanos de Joinville ao das pessoas vítimas da especulação imobiliária, ainda sem contar as diferentes greves, mobilizações estudantis e sociais por direitos humanos, a greve dos padeiros de 1917 e ... Poderia fazer uma longa postagem sobre outros exemplos que buscaram “viver e pensar Joinville. Os tais eventos merecem o descrédito já que vieram debaixo?


Mais uma citação de Charles Henrique:


A composição do Conselho também ficou estranha. Vários empresários e poucas entidades dos Movimentos Sociais. Mas, o quê se dizer de uma cidade formada por "caciques da Manchester"? É normal que as grandes representatividades sejam formadas por eles.”


Não é preciso adotar uma postura radical. Basta conferir a postagem do arquiteto Sergio que apontou os erros e como a própria organização do evento não respeitou as considerações do Ministério das cidades.


Charles Henrique, a última dele por aqui:


Agora, se não quiserem ajudar a pensar Joinville, e simplesmente ficar em seus gabinetes (ou nas ruas) criticando tudo e a todos, eu não considero uma posição legítima. É a crítica que faço às discussões de transporte coletivo em Joinville. Todo mundo quer manifestar, mas ninguém quer elaborar um estudo sobre o tema.”


O parágrafo é um demonstrativo que você não é partidário do socialismo, mas da ignorância e falta de informação. A Frente Única de Luta pelo Transporte Público, (saiba mais aqui e aqui) em diversos momentos, solicitou uma audiência pública sobre transporte coletivo, onde poder público, empresários, movimentos sociais e toda a população tivessem voz, pontuando a necessidade de uma discussão técnica e política. Enquanto as manifestações de rua eram com a intenção de mobilizar a população e levar as pessoas os últimos acontecimentos dos debates com o Poder Público, já que não existe uma mídia fortemente ligada aos movimentos sociais.


Finalizando, eu também tenho orgulho de fazer parte desse momento, onde vejo a importância das pessoas como um todo, não os falsos portadores de uma verdade que mantém uma ordem de organização excludente, dominadora, exploradora do fazer a cidade.

6 comentários:

Neander disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Neander disse...

Enfim... Não tenho o que comentar, seu texto foi suficentemente explicativa quanto as pessoas que, debaixo de um discurso esquerdista, ajuda a manter os padrões elitistas das cidades.

H. disse...

A postagem de Charles Henrique foi lamentável, fruto de uma visão bem própria de se pensar e fazer política, que deslegitima as manifestações populares e só vê avanços quando feitos no campo institucional. Até o Brizola ficaria corado de vergonha.

O Movimento Passe Livre e as diversas frentes pelo transporte que fizeram uma série de propostas inovadoras em torno do transporte – algumas até bem simples, como uma auditoria nas planilhas de custo da Gidion/Transtusa por um instituto idôneo, proposta negada pela atual gestão – foram meios muito mais consistentes de fazer política (que, inclusive, ocasionou sensíveis mudanças de discursos de candidatos nas últimas eleições municipais, que de inconstitucional o Passe Livre passou a ser proposta de governo) do que a Conferência das Cidades, que serviu para legitimar dois (!) representantes do principal partido político da cidade – no sentido gramsciano, e não instuticional, como algum estudante ingênuo de política poderia me acusar –, a ACIJ, além de outros segmentos empresariais. Isso não é simplesmente “estranho”: é sim proposital e fundamental para a salvaguarda dos interesses da classe empresarial dessa cidade sob a aparência de uma “Joinville de toda sua gente”.

Providencial a postagem, Maikon.
Abs.,
h.

Filipe Ferrari disse...

Ogro não Mk, Troll.

Ou você não é nórdico o suficiente para conhecer os trolls?

Enfim, gostei da postagem, dos marcadores ("Robson Cunha pelego" haha), e não gosto do Charles (Charles, Charli... deja vu?) nem do Robson.

Mas gosto de ti, haha!

sergio da KGB disse...

Sérgio da KGB

Vamos chamar o Charles H. e outros para um debate sobre cidadania, urbanismo e transporte público. Estou no grupo dos que faz críticas mas apresenta propostas. O problema que la na Prefeitura não sabem para que servem os ouvidos e os olhos. Eu topo propor um debate, quem mais?

Charles Henrique disse...

Sérgio, estou dentro!