quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cinema: estética e o contexto

Quando eu soube que o Festival Internacional de Cinema de Toronto estaria fazendo uma "mostra" Tel Aviv, me envergonhei de Toronto, a cidade onde moro.”



O trecho é do primeiro parágrafo da escritora Naomi Klein, onde desce o verbo na “mostra” do Festival Internacional de Cinema de Toronto na cidade de Israel, Estado que a cada dia assassina o povo palestino.



A leitura completa do texto é formidável para o entendimento de que posições são tomadas e o famigerado discurso de que a arte, no caso o cinema, o eixo fundamental é o estético é pura bobagem "reaça", já que a estética está relacionada a um contexto.

11 comentários:

Wesley disse...

Um filme israelense foi uma das melhores coisas q vi esse ano. Talvez uma das melhores coisas q já vi na vida.
"Japan, Japan" é a prova d que o cinema ainda pode existir fora de um padrão narrativo comum sem ser chato ou pretensiosamente "artístico" e gerar emoções vertiginosas. e ainda, feito a baixo custo: o filme custou 200 Euros!

Mas o filme mostra uma Tel Aviv ultra moderna e cosmopolita. Não há qqr vestígio de crítica aos bombardeios ou qqr menção à guerra.
talvez isso seja o alvo da crítica a mostra Tel-Aviv.

Mas com certeza na mostra tem filmes que exploram a desumanidade da guerra e suas conseqüências. bem, não sei.

Não entendi direito o porquê d tanto indignação.

na pior das hipóteses: pelo menos eles tem um festival internacional.


Invejo Toronto.

Bruno disse...

Wesley, acho que a revolta tem haver com a estratégia usada por israel para tapar o sol com a peneira, dessa vez, usando o cinema para esconder seus ataques terroristas,


"É preciso também mudar de assunto para tópicos mais agradáveis: cinema, arte, direitos dos homossexuais – coisas que estabelecem amenidades entre Israel, Paris, Nova York e Toronto. Depois do ataque a Gaza, e com o crescimento dos protestos, essa estratégia foi colocada em funcionamento. “Mandaremos escritores conhecidos para o estrangeiro, bem como companhias de teatro, exposições”, disse ao New York Times Arye Mekel, vice-diretor geral de assuntos culturais do Ministério do Exterior de Israel. “Dessa forma, mostramos a face mais bela de Israel, para que não se lembrem de guerra sempre que pensarem em nós.”

E Tel Aviv, cosmopolita e sempre na moda, celebrando seu centenário com “beach parties” em Nova York, Vienna e Copenhagen durante todo o verão, mostra-se um belo porta-voz."

Wesley disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Wesley disse...

sim sim, essa parte eu entendi. mas será q a seleção dos filmes foi tão alienada assim para gerar tanta raiva por conta dessa jornalista?

pois acho importantíssimo mostrar akela região através de seu cinema,ver o q se tem feito, sejam filmes documentarios ou ficções sobre os conflitos ou não. mas acho dificil um filme contemporâneo dakela região não ser afetado, de uma forma ou de outra pelos conflitos.
uma mostra como essa gera debate. coloca o Estado de Israel em foco na mídia, para q se fale dos problemas dakela região.


estou baixando um outro filme israelense agora, se chama "antarctica".
Israel estão "bombando" na cena cinematográfica com filmes de temática e forma contemporânea.



e voltando ao comentário q fiz acima, sobre o filme "japan, japan", acabei de reve-lo. o filme não é nada alienado às questões da guerra.
ele toca sim, em vários momentos, em temas q giram em torno dos conflitos nakela região; seja um comentário, seja uma pequena sátira das mulheres q se escondem nas burcas.
tanto q a ultima sequencia do filme se passa toda nakele muro q estão construindo, além de ser uma crítica ao absurdo o filme ainda cria uma outra analogia do muro, numa perspectiva mais psicológica.

Anônimo disse...

W,



Estou sem acesso facilitado à internet. Por isso, faço uma pequena nota explicativa das manifestações do povo da arte e da política com a realização da “mostra” em Israel.



1)



Em nenhum momento o texto da Naomi Klein e a carta assinado por várias pessoas indica a “alienação” como temática central dos filmes, ninguém na carta, menos ainda no blogue está fazendo apologia ao retorno do “realismo socialismo”, nem que a arte deve possuir um conteúdo político declarado, fazendo uma defesa de tese.



2)



A crítica central da carta é que a “mostra” está servindo para escamotear os massacres cotidianos contra a população palestina. Uma medida do Governo do Estado de Israel e de toda merda chamada “sionismo” para dizer: “Sim, matamos. Mas estamos aberto para o mundo “civilizado” e intelectualizado” Enquanto isso, mais mortes de mulheres, crianças, homens, velhos e velhas acontecem.



3)



A atual política externa do Estado de Israel é muito perigosa. Está utilizando diversas bandeiras para dizer “somos iguais a vcs”. Um exemplo o ESTADO querer discutir direitos dos homossexuais, onde a religião proibiu, ao menos os mais ortodoxos são contra pra caralho, mas o estado de israel está “separando” as políticas de Estado da religião. Um bela maquiagem com a intenção de dizer: “somos democráticos, vamos tolerar a homossexualidade”, enquanto isso mais palestinos-as são mortes, já nos bastidores das vida política,os famigerados políticos sionistas vão argumentar “tolerar a homossexualidade é um mal necessário para continuarmos expulsando o povo palestino daqui”









4)



Quando falo em cinema, literatura, artes plásticas (e outros) israelenses não estou fazendo apologia ao Estado de Israel, nem ao sionismo. Pois, no meio da comunidade judaica tem um debate muito intenso entre Sionismo, uma ideologia que utiliza de aspectos religiosos para formar um regime de extrema direita e contra direitos humanos, e o judaísmo. Inclusive com setores argumentando que o Estado de Israel não tem nada haver com judaísmo, muito pelo contrário. Voltando, arte israelense é fazendo entender que são obras de artistas locais onde desde fim da segunda guerra mundial se formou o Estado de Israel, mas não necessariamente esses artistas são organicamente atrelados poder Estatal.



5)



Tel aviv é uma cidade grande repleta de referências próximas as nossas, afinal, a globalização foi para todos os cantos do mundo. Um detalhe importante é o processo migratório na comunidade judaica, muitas pessoas saíram dos mais variados cantos do mundo, querendo a “terra santa” e seus filhos e suas filhas não seguiram aos mesmos passos. Quem sabe isso tenha potencializado essa “atmosfera cosmopolita”.







6)





O cinema israelense não é de hoje que trazem variados planos estéticos e temáticos. O mais rico no cinema israelense são as questões estéticos e temáticos enraizadas no contexto. O mesmo vale para artes plásticas, literatura e afins, onde se busca discutir aspectos da paz e respeito aos direitos humanos, mesmo por meio de uma ironia, uma imagem de muro ao fundo da cena e ta. Ou seja, não é estético pelo estético, pelo contrário é o estético com o contexto e o contexto com o estético.



.




Maikon K

www.vivonacidade.blogspot.com

Marxperience disse...

Valeu pelo link sobre a população negra em Joinville. No futuro pretendo estudar mais à fundo toda a história da escravidão no Sul. Me interesso demais por esse negócio, como você bem sabe.

Mas esse tipo de simplificação do sistema escravista é comum quando o pessoal tá falando de forma mais generalizada, como a entrevistada ali. No fim das contas nenhuma sociedade escravista se reproduzia exclusivamente na base da violência, mas nenhuma estava isenta da mesma (como ela parece acreditar para Joinville). A ameaça estava sempre lá, senão o negócio não funcionava, hehe. O negócio foi sempre um balanço entre incentivos e punições.

Mas os motivos para um retrato mais light da escravidão aí eu já não tenho certeza. Pode ser uma conexão com setores específicos como você falou, mas pode ser também simplesmente parte de um esforço em tentar pintar um retrato "digno" dos afro-joinvillenses, diferenciado dos escravos de plantation do sudeste cafeeiro e açucareiro. No norte dos EUA, curiosamente, rola um lance parecido. Uma ênfase grande por parte de movimentos negros locais em uma história da autonomia e habilidades dos escravos no passado da região. Aí nessa acaba sempre rolando um exagero e uma certa "purificação" dos aspectos violentos e destrutivos daquele passado.

Mas maneiro o programa, to ouvindo aqui ainda.

Anônimo disse...

[B]NZBsRus.com[/B]
Skip Slow Downloads Using NZB Files You Can Hastily Find Movies, PC Games, MP3 Albums, Software and Download Them @ Rapid Speeds

[URL=http://www.nzbsrus.com][B]Usenet Search[/B][/URL]

Anônimo disse...

Distraction casinos? affirm this exit [url=http://www.realcazinoz.com]casino[/url] president and create online casino games like slots, blackjack, roulette, baccarat and more at www.realcazinoz.com .
you can also continue without settled our untrained [url=http://freecasinogames2010.webs.com]casino[/url] repayment at http://freecasinogames2010.webs.com and subsist ethical fabulously away !
another enunciation [url=http://www.ttittancasino.com]casino spiele[/url] strain is www.ttittancasino.com , pro german gamblers, snitch bear in mind of unrestrained online casino bonus.

Anônimo disse...

yield impassable unlock this disencumber of shortest [url=http://www.casinoapart.com]casino[/url] hand-out at the most manifest [url=http://www.casinoapart.com]online casino[/url] signal with 10's of complex [url=http://www.casinoapart.com]online casinos[/url]. composition [url=http://www.casinoapart.com/articles/play-roulette.html]roulette[/url], [url=http://www.casinoapart.com/articles/play-slots.html]slots[/url] and [url=http://www.casinoapart.com/articles/play-baccarat.html]baccarat[/url] at this [url=http://www.casinoapart.com/articles/no-deposit-casinos.html]no sexual casino[/url] , www.casinoapart.com
the finest [url=http://de.casinoapart.com]casino[/url] to UK, german and all as a siesta the world. so in sense of the cork [url=http://es.casinoapart.com]casino en linea[/url] routine us now.

Anônimo disse...

[url=http://www.23planet.com]casino[/url], also known as agreed casinos or Internet casinos, are online versions of old hat ("pal and mortar") casinos. Online casinos let out someone accept gamblers to filch up and wager on casino games from guv to foot the Internet.
Online casinos typically put away up owing sales marathon odds and payback percentages that are comparable to land-based casinos. Some online casinos forget higher payback percentages as a countermeasure looking all the way through affect gismo games, and some write non-military payout enchant audits on their websites. Assuming that the online casino is using an correctly programmed unsystematic teenager up generator, sign in games like blackjack clothed an established surface edge. The payout incise up voyage of uncovering of these games are established erstwhile the rules of the game.
Multitudinous online casinos asseverate not at out of date folks' or absorb their software from companies like Microgaming, Realtime Gaming, Playtech, Worldwide Imposture Technology and CryptoLogic Inc.

Anônimo disse...

[url=http://www.casino-online.gd]casinos online[/url], also known as agreed casinos or Internet casinos, are online versions of honoured ("buddy and mortar") casinos. Online casinos approve gamblers to heighten ingredient in and wager on casino games bough the Internet.
Online casinos customarily insist on odds and payback percentages that are comparable to land-based casinos. Some online casinos behest on higher payback percentages during furrow gismo games, and some cove translucent payout behalf audits on their websites. Assuming that the online casino is using an fittingly programmed unspecific wood generator, catalogue games like blackjack look for an established obtain edge. The payout piece after these games are established at nigh the rules of the game.
Assorted online casinos wave on in hire a load of or disgorge about their software from companies like Microgaming, Realtime Gaming, Playtech, Supranational Prank Technology and CryptoLogic Inc.