segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Os três erros da PMJ com as pessoas do Bairro Floresta

Os presidentes brasileiros Venceslau Brás (1914-18), Epitácio Pessoa (1919-22) e Arhur Bernardes (1922-26) tem pontos em comum, configuravam o poder político de maneira autoritária, fundamentados em interesses econômicos de acordo com a política do café com leite. Os reclamantes fizeram suas greves, os anarquistas foram às ruas, greves gerais pipocaram em todo país, os comunistas autoritários se organizaram com seu PCB, os catarinas resistiram no Contestado, os tenentes se levantaram, artistas espinafraram com a Semana de Arte Moderna, a figura de Prestes ganhou destaque na Coluna. Os três presidentes erraram e tiveram respostas populares.



Hoje sentimos três erros cuja responsabilidade é de uma única instituição e todos os seus parceiros, sejam técnicos ou políticos. O erro foi democratizado e ganham faces pretensamente de esquerda.



O primeiro erro:



A edição do jornal de sexta-feira trouxe a manchete “Binário da zona Sul terá mudanças” em que dizia “agentes de trânsito vão orientar os motoristas a respeitarem a mão única nas ruas Presidente Arthur Bernandes, Epitácio Pessoa e Wenceslau Braz.”. O fato, no caso o erro, é que a CONURB, o IPPUJ e a PMJ não realizaram os compromissos assumidos.



O segundo erro:



Não é era de esperar uma postura diferenciada. Os processos de alterações nas ruas do bairro Floresta foram na contramão de uma cidade “de toda sua gente”, já que a população, os reais interessados nos cursos e na maneira de andar pelo bairro não foram ouvidos, somente sofreram as conseqüências do amplo domínio técnico do IPPUJ, da CONURB e da PMJ.



O terceiro erro:



O que é de estranhar – estou sendo irônico – é o petismo na gestão pública do secretário Municipal Eduardo Dalbosco, que em artigo no Jornal ANotícia, afirmou que estava aberta ao diálogo, constituindo uma verdadeira lição democrática e participativa. Na prática vem acontecendo o contrário.

Na história dos três erros, o maior erro é o nosso, das pessoas do Bairro Floresta, que já na administração do Marco Tebaldi (PSDB), ficamos calados – inclusive a COMAM e a Associação de Moradores do Bairro Floresta - com as alterações nas ruas do Bairro, aliás, com o envolvimento dos mesmos técnicos do IPPUJ de administração petista.




Erro, que as pessoas das duas primeiras décadas do século XX não cometeram, onde não ficaram em silêncio frente aos mandos do Governo Federal, pelo contrário, encontraram as reclamações em comum, se organizaram e apontaram os erros e buscaram criar soluções. Caso os nomes das ruas fossem ao invés de Wenceslaus Brás tornar-se Rua dos Grevistas de 1917, a Epitácio Pessoa para Rua do Contestado e a Arthur Bernardes para Rua dos Tenentes Insurgentes, assim quem sabe os nomes das nossas ruas potencializariam uma atmosfera rebelde, insurgente e fazendo o direito à cidade, se constituindo num direito de todas as pessoas fazerem políticas.

Um comentário:

Jordi C disse...

Interesante o seu texto.
De fato a administração municipal independentemente do partido no poder.
Governa de costas a sociedade e os funcionarios publicos que deveriam servir a sociedade, esquecem a quem devem servir.