sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cinemas na cidade

O cinema como uma expressão mercadológica não é de hoje, mesmo que existam argumentos dos seus valores como arte e das expressões mais emblemáticas do século XX. O tom mercadológico é o que da linha geral no mundo do cinema, afirmo sem fazer grandes citações de pensadores sociais do século XX, somente pela experiência de viver numa cidade como Joinville.



Existem aqueles que poderiam afirmar o processo da distribuição dos filmes e as exibições são medidas, do começo ao fim, por interesses dos consumidores, sendo que a indústria nunca é responsabilizada pela falta de alternativas. Afinal, as distribuições dos filmes azem parte da mesma indústria do entretenimento, então não podemos separar.


O desejo não é escrever um manifesto blogueiro pela socialização dos meios de produção e distribuição do cinema ou de exigir uma espécie de “realismo socialista do século XXI”, estou sendo nada ousado, somente estou querendo consumir aquilo que a própria indústria traz aos consumidores de cinema.


O real John Dillenger


Nas salas locais de cinema, três da rede GNC na porcaria do Shopping Muller e duas da rede Arco Íris no deprimente Shopping Cidade das Flores, tenho aguardado a estréia do filme “Inimigo Público”, sobre os últimos momentos da vida do ladrão John Dillinger, enquanto isso as salas somente exibem filmes para o público infantil.



A fala dos donos dos cinemas é que dias das férias escolares a procura ocorre somente aos filmes de animação e correlatos. Pensando que as férias são de quatro meses, um para o inverno e outros três para o verão, restam oito meses para os filmes. Porém, os meses restantes a centralização dos filmes de ação e os tais “blockbuster”, por isso as produções nacionais, latinas e até mesmo os filmes que estão um pinguinho fora do eixo do cinemão, inclusive produções do lado norte do continente americano, são deixadas de passar nas salas comerciais da cidade.



Pensar em alternativas na cidade, nos resta às exibições esporádicas do Cine – CASCA (ligado ao Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi), a sexta-feiras e sábado do Ciclo de Cinema da Cidadela Cultural, aos sábados no Clube de Cinema do Ielusc e a também a pouco divulgada exibições de filmes no pátio da UDESC.



O que podemos perceber, em certa, o poder público oferece alternativas, enquanto expressões fora do poder público, como as entidades estudantis e iniciativas individuais realizam as alternativas, mesmo que seja um inconveniente o sábado o Clube de Cinema do Ielusc escolher para acontecer, assim colocando uma escolhe entre eles e o Ciclo de Cinema da Cidadela.



Em relação às salas privadas de cinema, aquelas 5 em dois “Shoppings”, não existem regulamentações mais eficazes, ainda mais no contexto de abertura de mais setes salas de cinemas com o novo “Shopping” na cidade.



A situação dos cinemas na cidade traz a memória o filme alemão “O que fazer em caso de incêndio?”, a pergunta pode transportar para a realidade daqui e responder deixando o consumo acontecer ou como os alemães do Badder & Meihof e fundarmos uma organização de guerrilha urbana para queimar as salas de cinema dos malditos “Shoppings”.


P.S O Shopping é o maior exemplo de banalidade, mesmo que em certos momentos nos vemos procurando um livro, um café ou um filme para assistir.

Música italiana

Eu ando ouvindo muita música, o contrário do que acontecia nos últimos tempos, na mesma medida estou assistindo filmes. Quem sabe resolvi me atualizar em relação às músicas e os filmes.

Hoje fiquei sabendo que Los Fastidos lançou um disco no mês de Abril de 2009. Obrigado Guilherme.


We wanna we wanna we wanna be your megaphone
we wanna we wanna we wanna be your rock'n'roll
we wanna we wanna we wanna be your molotov
we wanna we wanna we wanna be your fire



Disco novo aqui.



Leitora e leitor, o vivo na cidade n
ão é um blogue para baixar discos