segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cidade, esperança ...

A cidade de Barcelona, situada na região conhecida como Catalunha, teve o direito que muitas cidades no mundo não o tiveram, o direito de fazer política, um embrião do direito à cidade, que podemos sintetizar com o direito de viver a esperança nas ruas da cidade como ser percebe ao ler “Lutando na Espanha” de Orwell.


O ator Tristán Ulloa (à esquerda) e Daniel Brühl (à direita)


O sentimento da esperança na cidade somente é digno quando os protagonistas são os rostos das pessoas que vivem a cidade, os diferentes rostos da cidade. O que mais uma vez ganhou força ao terminar de assistir o filme “Salvador”, onde mesmo depois de décadas do assassinato do jovem estudante, a família e muitas pessoas insistem em escrever a história com esperança.



Enquanto isso, as novas faces do poder econômico da cidade de Joinville, aqueles que fizeram coro da “esperança venceu o medo” como o Carlito, as professoras Ilanil e Marta assumem o compromisso de manter a ordem no transporte coletivo, no modelo de aumento das mensalidades, ausência de democracia, criminalização dos movimentos sociais e estudantis.



Precisamos aprender com Barcelona e suas fragmentação política e resistências aos modelos repressivos, seja claramente ditatoriais ou aqueles com roupagem da democracia representativa. Não venho sustentar o discurso de luta armada ou adoação dos diferentes modelos de transformações sociais da cidade de Barcelona, mas escrevo sobre buscar referênciais de esperanças tendo a cidade como cenário real da consciência política.


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As linhas acima foram escritas minutos após assistir o filme e fundamentada num sentimento de puto da cara como o discurso democrático sendo utilzado para deixar de lado o fazer política de maneira mais radical.


Lendo sobre a produção do filme e um pouco sobre a MIL, organização política que Salvador era membro, trouxe um a necessidade dessa nota para afirmar que ainda preciso ler mais um pouco sobre a organização MIL, assim como tantas organizações de guerrilha urbana e políticas mais radicais dos anos de 1960, 70 e 80 e até mesmo as de hoje em dia, são desconhecidas por nós.


A questão é que de qualquer o desconhecimento não deixa de provocar um sentimento de pavor e ódio frente aos ditadores militares, ao Estado, ao Capitalismo e principalmente aqueles-as que fazem do discurso democrático uma luva para bater em nossa cara.

Eu não abraço o Conselho da Cidade

O Charles Henrique, aprendiz de político profissional, escreveu notas apologéticas sobre a Conferência Extraordinária da Cidade. Enquanto Sérgio Gollnick desceu a lenha no processo de criação e da organização do evento, onde acabaram excluindo variadas vozes que acreditam no Conselho Municipal para fazer política na cidade.



Por opção fiquei de fora, não tenho esperança alguma nos Conselhos Municipais, apesar dos dados levantados sejam interessantes para os movimentos sociais, entidades populares e sindicais terem como referência para argumentar reais transformações na cidade, ou seja, transformações lado a lado das pessoas nas ruas.