sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Dalbosco está errado

<--- Eduardo Dalbosco, secretário de Planejamento do governo petista em Joinville, escreveu um infeliz artigo para o jorna A notícia de ontem. Abaixo reproduzo a minha resposta enviado para o jornal, do Felipe Rodrigues e do Blogueiro Neander.

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Eduardo Dalbosco, secretário de Planejamento de Joinville, escreveu o artigo “Dialogar”, onde aponta que muita gente ficou “surpresa – talvez até atônita” com a “cultura participativa” instaurada pela gestão petista na PMJ.


A cidade que vivo o prefeito e inclusive o secretário do planejamento ouviram a Frente de Luta pelo Transporte Público e não realizaram o compromisso assumido, pelo contrário aprovaram o aumento da tarifa no transporte coletivo sem realizar o Fórum para discutir o transporte. Posterior ao aumento, o Movimento Passe Livre e o CALHEV voltaram a pressionar e nada.


A conferência da cidade foi um completo equivoco, um jogo de cartas marcadas a favor da ordem política de exclusão das vozes dissidentes da cidade, ou seja, não sabendo viver com a diferença política.


O artigo me deixou preocupado, pois Eduardo Dalbosco está sofrendo sérios problemas, que afeta sua visão da cidade ou estamos vivendo em duas cidades diferentes.

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Resposta do Felipe Rodrigues, que o Jornal A notícia não publicou.


Exemplo da “capacidade da coalizão petista de dialogar, de tornar público” da “revolução democrática, constituinte da cidadania”, da “vontade pública exercida pelo poder conferido pelo voto” da “participação popular é mesmo uma festa, pois todos são iguais e assim se reconhecem” e de “governar é democratizar a decisão” que o Secretário de Planejamento de Joinville diz estar acontecendo na atual gestão política partidária da cidade em artigo de 03 de setembro no AN é a Conferência das Cidades, na qual entidades populares representativas de estudantes, dentre outras tiveram sua participação impedida ou dificultada por questões puramente burocráticas como um CNPJ. Ou ainda o aumento da tarifa de transporte coletiva, onde após diálogos, organização, manifestações e ocupações, a ação tomada foi perfeitamente idêntica à das épocas de “domínio autocrático”, com um aumento arbitrário justificado com os discursos também idênticos aos do tempo da autocracia. A história se repete. A quem esses P’s ainda pensam que enganam?

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Resposta do blogueiro Neander, essa publicada no Jornal A notícia de hoje.


O texto “Dialogar, sim” (3/9), do secretário de Planejamento, Eduardo Dalbosco, é ingênuo ou mal-intencionado. Ingênuo se ele acredita que os espaços que são abertos para discussão na cidade têm mesmo potencial democrático, como ele afirma.


Quando as vozes se levantaram contra o aumento da tarifa de ônibus, quem foi ouvido? Quem são os representantes do Conselho da Cidade? A maioria dos representantes populares foi impedida de participar por questões burocráticas.


Uma gestão participativa e democrática está muito longe de abrir canais para diálogo com a população. Está apenas onde a população vive em diálogo e toma as decisões referentes ao seu cotidiano.

Douglas Neander

Joinville