sábado, 28 de novembro de 2009

John Reed: um jornalista e socialista.

A cidade não me paga o que eu trabalho… Eu vou dormir no parque... O guarda da cidade vem e me manda embora... Para onde eu vou? Pro inferno! Não é uma boa?

John Reed no conto “O capitalista” publicado no livro “O filho da revolução”.


Fotografia de Henri Cartier Bresson



O ato de ler os contos reunidos no livro “A Filha da Revolução” de John Reed, lançado no Brasil há nove anos, traz o encanto de perceber os conflitos humanos e as cidades na literatura, ora como cenário ora como protagonista. John Reed, a sua maneira, talvez por conta das suas experiências como o “maior jornalista das primeiras décadas do século XX”, envolveu os seres humanos e as cidades com traços ficcionais e reais, pouco importando a linha do real e do imaginário, mas fazendo dos seres humanos rotos e esfarrapados como portadores de simplicidades ou estupidez, sem idealizar os fodidos das cidades. Fazendo da literatura não objeto de defesa de tese, mas objeto de questionamentos das condições humanas dentro de um conflito de classe, é claro.



Filme baseado na vida de John Reed.