domingo, 27 de dezembro de 2009

Aos domingos


Aos domingos o tempo se faz lento e partidário da nocividade, ao identificar cada centímetro de erros nas memórias individuais.


Aos domingos o sol se faz mais quente. Fazendo a necessidade de uma sombra ao lado do amor que um dia confiou em mim.



Aos domingos as ruas estão em silêncio. O que se escuta é o canto de solidão de um pássaro, é o barulho do galho seco caindo, enquanto os meus pés, ao tocarem o chão quente, fazem sussurros de queimadura.


Aos domingos as pessoas desaparecem. É como um anúncio de que o futuro encontrará a solidão socializada a todos os corações.


Aos domingos se faz necessário aprender com a lentidão, o clima, os silêncios, os barulhos, as pessoas desaparecidas, a solidão e com os erros.