quarta-feira, 14 de julho de 2010

Se liga

Eu mudei de setor


Clique aqui e tenha acesso ao meu novo blog.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Carta aberta aos vereadores do município de Joinville.

Eu falei que não iria utilizar o vivonacidade, que manteria minhas "forças" no Amor Armado, onde fiz duas postagens com textos fora da temática tradicionalmente feita no vivonacidade. Por conta de uma carta aberta a Câmara de Vereadores de Joinville, assinada por 18 historiadores-as, e publicada uma nota na Coluna Orelhada, volta atrás e publico a carta completa no vivonacidade.



Carta aberta aos vereadores do município de Joinville.


Nós, profissionais da área de História abaixo assinados, vimos por meio deste documento contestar a relevância do projeto de lei número 109/2010, de autoria do vereador Alodir Alves de Cristo (DEM), conhecido popularmente como Prof. Cristo. O objetivo de tal proposta é alterar o nome do Arquivo Histórico de Joinville para Arquivo Histórico de Joinville Adolfo Schneider.



Queremos deixar claro que temos consciência do papel relevante desempenhado pelo historiador Adolfo Bernardo Schneider no que se refere à construção da historiografia sobre Joinville. Sua obra somada aos trabalhos de outros pesquisadores, como por exemplo, Carlos Ficker e Elly Herkenhoff, são as bases de pesquisas históricas realizadas por gerações de historiadores joinvilenses. Contudo, não concordamos com a proposta de alteração do nome do Arquivo Histórico de Joinville na medida em que esta instituição não é fruto apenas da iniciativa de Schneider, mas também de diversos funcionários, diretores e estagiários que, há décadas, são responsáveis pela manutenção de um dos mais importantes lugares de memória de Joinville. Tendo em vista esta assertiva e levando em conta a justificativa para o projeto acima citado, outros tantos poderiam ser da mesma maneira homenageados.


Também discordamos com a afirmação de que Joinville se esqueceu de Adolfo Bernardo Schneider, pois, segundo o vereador Cristo, não há entidades ou logradouros no município com o nome deste historiador. Ora, como é sabido entre os profissionais de História, o maior reconhecimento que um autor pode ter é ser referenciado entre seus pares. É servir de base para artigos, dissertações, documentários, livros, monografias, teses e afins. Nesse quesito, a obra de Schneider é campeã.


Se o vereador Cristo tem interesse em contribuir para com a memória e a história de Joinville, temos algumas sugestões: por que o senhor não propõe projetos de leis que permitam ao Arquivo Histórico de Joinville ampliar o seu potencial de guarda de documentos? Ou, por que não prepara propostas de leis que recaiam sobre o acervo da antiga fábrica da Antártica, situada na rua 15 de novembro e que, atualmente, encontra-se em risco de desaparecer? Por que não luta para que a Fundação Cultural de Joinville contrate os diversos profissionais aprovados no último concurso público?


Finalizando, concordamos com a ideia de que o “esquecimento é a forma mais cruel de castigar uma personalidade histórica”. Diríamos mais: não apenas de uma “personalidade histórica”, como também de todos os demais grupos que formam o tecido social em que vivemos. Nesse sentido, sugerimos ao vereador Cristo que pense na memória e na história como algo que envolve toda a sociedade e não somente algumas personalidades históricas ou filhos ilustres.



Alberto da Silva Ferreira Filho Graduado em História pela Universidade da Região de Joinville.

Bruno da Silva Graduado em História pela Universidade da Região de Joinville.

Camila Diane Silva - Graduada em História pela Universidade da Região de Joinville.

Clôvis Gruner - Graduado em História pela Universidade da Região de Joinville e Mestre em História pela Universidade Federal do Paraná

Douglas Bahr Leutprecht Graduado em História pela Universidade da Região de Joinville.

Douglas Neander Sambati Graduado em História pela Universidade da Região de Joinville.

Eliton Felipe de Souza Graduado em História pela Universidade da Região de Joinville.

Felipe Rodrigues da SilvaGraduado em História pela Universidade da Região de Joinville.

Fernanda Mara Borba Graduada em História pela Universidade da Região de Joinville.

Gisele Becker - Graduada em História pela Universidade da Região de Joinville.

Isaías FreireGraduado em História pela Universidade da Região de Joinville.

Janaína Gonçalves Hasselmann Graduada em História pela Universidade da Região de Joinville.

Josenita Lima dos SantosGraduada em História pela Universidade da Região de Joinville.

Maikon Jean DuarteGraduado em História pela Universidade da Região de Joinville.

Priscila Débora TrierweilerGraduada em História pela Universidade da Região de Joinville.

Sara SimasGraduada em História pela Universidade da Região de Joinville e Mestre em História pela Universidade do Estado de Santa Cataria.

Tatiane Piske LourençoGraduado em História pela Universidade da Região de Joinville.

Wilson de Oliveira NetoGraduado em História pela Universidade da Região de Joinville e Mestre em História pela Universidade da Região de Joinville.

Joinville, 05 de julho de 2010.


domingo, 4 de julho de 2010

Eu voltei...

Eu voltei ao mundo dos blogues, mas em novo endereço

http://amor-armado.blogspot.com/

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domingo, 6 de junho de 2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Uma nota curtíssima I

O presente blogue está desativado!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Uma nota curtíssima


O presente blogue está desativado!

domingo, 23 de maio de 2010

Uma curta mensagem direto do piquete.


Antes de ler a postagem de hoje, clique aqui e fique por dentro da greve.

A rapaziada não entende o que é uma greve. Pensa que o ato de não publicar no vivonacidade é como curtir o veranico em Porto Alegre, enquanto num bar toca Vitor Ramil e um saudosista declama Mário Quintana. Vocês estão todos enganados.

Na greve desencadeada no dia 19 de maio de 2010 a luta se tornou intensa. É duro se envolver na organização de piquete na porta do blogue, convencer um fura greve a se recusar a postar no seu blogue, passando compor a greve. Mais duro é enfrentar a “grande mídia” vassala dos grandes portais virtuais, tentando nos desqualificar.

Por esses dias declaram um poema de Mario Quintana,  num ato de lazer dos-as blogueiros grevistas. Ainda não rolou um som do Vitor Ramil mas o Gustavo, da Cultura Monstro, foi ao piquete e prestou solidariedade tocando Listen to My Heart, I Wanna Be Your Boyfriend e Let`s Dance , acabou tocando todas do primeiro lp do RAMONES.

É isso, a greve continua.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vestindo verde em estado de greve


Vesti o meu moletom verde, coloquei o capuz na minha cabeça e resolvi escrever  para o vivonacidade. Nos últimos três meses tenho questionando a qualidade da minha escrita, muitas vezes sem uma profundidade necessária para contribuir de maneira relevante aos debates.

Peraí, debates?

Realmente estou falando de outra cidade, por aqui habitualmente se tem medo de debater, um receio da construção de um ponto de vista coletivo. Não estou escrevendo sobre a atual gestão da Prefeitura Municipal de Joinville, faço referência às próprias pessoas que em determinados momentos estão lado a lado nas lutas sociais. Quando nos seus turvos pensamentos o debate é confundido com as estúpidas “defesas de teses”.

Voltando. O blog vivonacidade está perdendo o sentido, a razão de existir, ao menos pra mim. Eu tenho pensado em seguir um rumo diferente, um caminho em que a pedra seja largada após consistentes reflexões. O que não está ocorrendo por aqui, como  já foi dito de maneira doce. E hoje, enquanto caminhava com meu irmão, voltei ouvir  as mesmas considerações.

Por enquanto quero voltar-me ao ofício de historiador. Aliás, fui contratado para executar a função de historiador no novo documentário do Fabrício Porto, cujo tema é a Ditadura Militar em Joinville. O trabalho profissional tomará um bom tempo. Também estou inserido num projeto de extensão da UNIVILLE, onde estarei investigando o protagonismo da juventude do (no) bairro Jardim Sofia.Sem contar as novas experiências teatrais, que me fizeram voltar à sala de aula da universidade. Só que assumindo um papel diferente. Ao mesmo tempo continuarei agir, pensar, refletir e registrando por meio das palavras escritas ou faladas ou simplesmente com as ações do corpo, mas longe desse "espaço virtual".


Por isso, vestido com meu moletom verde, declaro “estado de greve!”. *




  *Se você leu até aqui. Achou tudo isso uma bobagem, afirmando que não era um texto que esperava no vivonacidade. Pois bem, isso dá mais razão para manter a greve** de pé.
** Essa bobagem toda de “greve de blogueiro” foi inspirado no péssimo livro “Greve da Arte”, do Stewart Home.
*** Na primeira foto uma demonstração de tristeza por precisar entrar em grreve. A segunda foto já estou seguindo ao pé da letra a pedagogia do punk rock. Ou seja, é melhor viver o que a cidade tem, se precisar mudar é levantar as mangas e buscar mudar o que for preciso!

Teatro na quinta-feira

Eu já estava esquecendo de informar da apresentação da peça "Histórias de Malasartes - um malandro de coração", que será nessa quinta-feira. Mais informações:

"Projeto ALTERNATIVAS – 10 Anos

Espetáculo: Histórias de Malasartes – Um malandro de coração
Grupo: Cia Rústico Teatral (Joinville-SC)
Local: Sede da Amorabi – Rua dos esportistas, 510 Itinga
Data: 20/05/2010 - quinta-feira
Horário: 20h
Indicação: A partir de 08 anos
 
ENTRADA GRATUITA
 
Informações: 3465 2075 – amorabi@terra.com.br ou 8474-8221 c/Samantha Cohen.
                   
O espetáculo Histórias de Malasartes – Um malandro de coração, da Cia Rústico Teatral de Joinville, será atração na próxima quinta-feira, dia 20 de maio, às 20 horas, na sede da Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Itinga – Amorabi, em Joinville.
 
O espetáculo faz parte do projeto Alternativas 10 anos. O Alternativas é uma iniciativa da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Itinga – AMORABI, e conta com o patrocínio do SIMDEC – Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura, Fundação Cultural e Prefeitura de Joinville.
Todos os meses a comunidade tem a “alternativa” de assistir gratuitamente apresentações realizadas por artistas joinvillenses que visitam a sede da associação de moradores do bairro. Além de promover apresentações artísticas o Alternativas também estimula a formação de novos artistas moradores do bairro através do Curso de Teatro do Itinga oferecido para crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Sinopse do espetáculo:
Pedro Malasartes é um malandro fácil de ser encontrado na literatura mundial. Aqui mesmo no Brasil encontramos inúmeras histórias dessa figura que, por meio da sabedoria popular, engana todos aqueles que se acham os donos do mundo, seja porque têm mais dinheiro e pensam que os pobres devem servi-los sem pestanejar, seja porque se consideram mais inteligentes. Nas quatro histórias desse espetáculo, são apresentadas as artimanhas que Malasartes inventa para sobreviver nesse mundo de espertezas e de jogos perversos.
 
Realização: Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Itinga – AMORABI"

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O que Mafalda diz sobre a treta na UNIVILLE

Autoria : Quino
Alterações nos balões: Núcleo Anarquista de Comunicação da Barra do Sul.

Solidariedade Estudantil as-os trabalhadores-os da Zeladoria

No dia 10 de maio, segunda-feira, ocorreu uma atividade em solidariedade estudantil aos-as trabalhadores-as da Zeladoria, que foram demitidos-as na última semana. Mais  informações, aqui. Um cartaz, aqui. Mais fotos, aqui.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Elas limpam...

No portal Passa Palavra você encontrará mais informações, clique aqui.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Razões para assistir “A culpa é do Fidel”



1)      É um filme sobre duas crianças crescendo numa família de esquerda, em plena guerra fria, em Paris.
2)      Quando familiares são de orientação política definida a contramão do status quo, as crianças fazem parte de todos os questionamentos e reflexões.
3)      A direção é de Julie Garvas, filha do diretor  de cinema Costa  Gavras – ligado a esquerda política.
4)      Os adultos utilizam as crianças para as nossas ambições, num conflito político não deixa de ser diferente.
5)      As crianças são doces e rebeldes.
6)      Você poderá aprender descascar uma laranja e saber o que é o socialismo.
7)      Poderá conhecer um fragmento da cultura libertária da Espanha, França e Chile.
8)      Saber que o nosso passado político poderá perseguir, a memória  como um fantasma.
9)      A personagem Ana de la Mesa dá uma lição de socialismo libertário.
10)    A estética do filme é bonita.
11)   A revista Veja disse que o filme é autobiográfico e um libelo anti-esquerda. Assista, aí conversaremos se o filme está além da polarização esquerdaXdireita.


DATA: 13/05/2010 - Quinta
FLME: A CULPA É DO FIDEL (Cine SESC/Drama/95’) / Cinema
LOCAL: Teatro SESC Joinville
HORÁRIO: 19h30
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE
ENTRADA FRANCA

domingo, 9 de maio de 2010

Memórias e agradecimento


Em pleno dia das mães, recordo da dedicatória feita a minha mãe, quando completava o meu primeiro círculo de vivência universitária.

Agradeço com toda força a minha mãe, por se manter em pé com todas as dificuldades econômicas, de saúde e de preconceitos por assumir a condição de mãe solteira e operária no seio de uma família cristão. Quando pensado em exemplos de luta, não vem a minha memória Kropotkin, Marighella, Louise Michel ou os grevistas de 1917. Sem saber, minha querida mãe, sempre foi – e será – a minha inspiração na construção de uma sociedade justa, solidária, livre e igualitária.”

Nos últimos tempos tenho revirado a memória, buscando perceber os diferentes aspectos da infância. Nesse trajeto de memória, até uma fase estava debaixo da saia de minha mãe. Um momento, sem recordar com exatidão o que me fez  largar o calor materno, fui para  longe, mesmo vivendo debaixo do mesmo teto. Nessa reviravolta memorialista, a minha mãe sempre se fez presente, eu me fiz ausente.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Entrevista ao Tarifa Zero

O Camarada D publicou uma entrevista comigo. Está no Tarifa Zero, clique aqui e leia.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Outras palavras sobre...

Outras palavras sobre o que? Sim, mobilidade urbana. O tema do transporte coletivo não deixou de transcorrer nos meus pensamentos, reflexões e ações. Na mesma medida, em muitas vezes  maior, mobiliza meus companheiros e minhas companheiras de maneira mais intensa. Por exemplo, militantes sociais ligados a Frente de Luta por Transporte Público estão realizando trabalhos de base nas escolas públicas.

As outras palavras são Sérgio Gollnick, que sempre está mobilizado para discutir a cidade, inclusive o tema da mobilidade urbana. Em outras circunstâncias já travei algumas discussões com ele. Hoje, venho indicar as considerações de Sérgio Gollnick sobre o tema do transporte coletivo na cidade. Não concordo em 100% com os apontamentos, mas não posso deixar de afirmar que a visão política e técnica de Sérgio Gollnick têm grandes contribuições ao debate sobre mobilidade urbana.

Leia:

Uma política para o transporte público (leia aqui)
Desoneração no transporte público - como? (leia aqui)
Sem aumento nem política pública (leia aqui)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Um rápido convite

 panfleto do evento.
 
O 1ª de Maio é um dia de luta e luto na memória da classe trabalhadora. A trajetória de luta está sendo deixada de lado, por isso o Pró-CAO está realizando a Iª Feira de Cultura Libertária. Clique aqui e tenha mais informações.

sábado, 24 de abril de 2010

O que escreveu a Frente de Luta pelo Transporte Público.

O "não aumento" do Carlito rendeu algumas considerações da Frente. Faço a reprodução da nota da Frente de Luta pelo Transporte Público.

"R$ 2,30 JÁ É UM ROUBO

No começo desta semana (dia 19 de abril), a Prefeitura de Joinville declarou em nota oficial que não aumentará a tarifa do transporte “público” até Janeiro de 2011. A primeira reação dentro dos movimentos sociais foi de espanto, pois, até o momento, a articulação entre o prefeito Carlito Merss e os donos da Gidion e Transtusa, Moacir Bogo e Beno Harger, sinalizava um aumento de R$2,50 ou até R$2,65. 

Nos primeiros desdobramentos do possível aumento, os movimentos sociais trabalharam em uma intensa atividade de base nas escolas de ensino fundamental, médio e superior. O trabalho foi realizado através de assembleias, visando debates com os jovens, o que resultou em uma grande adesão. Também foram realizadas palestras em salas de aula e panfletagens em frente às escolas. Esta primeira etapa de diálogo foi finalizada com uma grande manifestação na Univille, onde foi cobrado dos chefes de departamentos uma posição, pois todo aumento interfere na permanência dos acadêmicos nas universidades. É válido lembrar que existe um número expressivo de professores universitários com cargos políticos na atual gestão da prefeitura. É necessário que o corpo docente compreenda que o descolamento urbano dos acadêmicos também deve ser uma preocupação da administração da Univille, afinal, um aumento pode prejudicar seriamente o processo de construção do conhecimento universitário.

Considerando o grande desgaste da atual prefeitura perante vários setores da sociedade como: população em geral, imprensa e movimentos sociais, e lembrando que este ano haverá períodos eleitorais, não se pode deixar de citar o tamanho do colégio eleitoral de Joinville. A prefeitura optou pela decisão política para não prejudicar suas pretensões eleitorais partidárias. Assim que o possível aumento das passagens foi divulgado, a prefeitura abafou o aumento da tarifa da água que ocorreu durante a discussão do aumento da tarifa, sendo que esta última, possui um impacto econômico maior na renda da população joinvilense.

O adiamento do aumento não é o fim do debate, pois em janeiro de 2011 o aumento ocorrerá. A população deve se preparar junto com os movimentos sociais, pois, esta é a única forma de toda a população sair às ruas e exigir seus direitos básicos previstos na constituição. É dever de todos colocarem um fim a este ciclo de mais de quatro décadas de exploração. Exploração controlada por apenas duas famílias oligarcas: Bogo e Harger. A população deve exigir um modelo alternativo e independente que fuja da proposta das empresas e da prefeitura. 

Outro fato, que cada vez se mostra mais conciso, é o alinhamento de pensamentos e estudos sobre mobilidade urbana por parte de Moacir Bogo, políticos e técnicos da Prefeitura. Todos argumentam em favor de um modelo de transporte coletivo baseado nos projetos de Bogotá e Pereira, cidades colombianas. Porém, grande parte dos usuários e usuárias joinvilenses desconhecem a realidade do transporte colombiano. Os movimentos sociais apontam outros modelos alternativos, que se diferenciam de forma clara e objetiva sobre o conceito de transporte e a mobilidade urbana. Estes movimentos pretendem trazer um serviço público de verdade, que assuma o interesse social acima dos lucros e das visões empresariais oportunistas. Nesse contexto, deve-se exigir um espaço democrático para que todos os atores sociais possam propor uma alternância estrutural ao sistema de transporte coletivo de Joinville. A construção de um fórum, de caráter deliberativo, é a forma mais democrática para atender essas diferentes perspectivas da população joinvilense. Este novo modelo de transporte não pode ficar na mão dos poderosos da cidade, pelo contrário, o projeto de transporte deve ser escolhido de forma popular e democrática, servindo assim, aos interesses coletivos."

Nova versão

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Um outro ponto de vista

 Uma "pequena" fila para acessar o transporte coletivo, em 2010, Bogotá

As empresas Gidion e Transtusa estão fazendo a defesa do modelo de transporte coletivo aplicado em Bogotá. O mesmo ponto de vista está sendo defendido pela Prefeitura Municipal de Joinville. Por isso, um outro ponto de vista sobre o transporte coletivo de Bogotá é de grande importância. Clique aqui e leia.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"O boi tem cura" - João do Passe

O cancioneiro libertário João do Passe passou por Joinville. No contexto contra o aumento e na luta por um transporte público,  gravou a canção "O boi tem cura". Vale ouvir e pensar na realidade do transporte coletivo de Joinville.




Presumo que o rumo da cela é sempre do burro montado
Presumo que o tempo passado ainda nem foi cobrado

Resumo dos dias de chuva que passo no boi amarelo
Presumo que o dono do boi não me vê de seu castelo
Arrumo meu tempo, meu ouro e minhas botas de passear
e vejo que o boi me cobra cada vez mais pra montar

(e a culpa é minha ou do boi? DE NENHUM DOS DOIS!)

Corre que o boi fica louco se ninguém cura a criatura
Corre que o dono do boi alimenta essa loucura

Corre, faz alguma coisa
Não deixa o boi te pegar
Cuidado que a culpa é do dono
O boi ainda pode sarar

Procura a cura procura, salva o boi dessa desgraça.
Que o preço do ouro pro boi é a gente quem passa.

Procura a cura procura, tira o rei do seu castelo

Pinta o rei de vermelho e bota num poste amarelo

terça-feira, 20 de abril de 2010

No fervo dos acontecimentos


Eu pensei em escrever sobre o adiamento do aumento na tarifa do zarcão. Vou esperar algumas horas, aí reproduzo a leitura dos fatos da Frente de Luta pelo Transporte Público. A Frente é o espaço que estou inserido na luta, assim como diversos-as compas.

No fervo dos acontecimentos, a opinião coletiva de diversos movimentos sociais e entidades são mais importantes, do que falas e escritos isolados e distantes da democracia das ruas.

Aliás, a Frente realizou trabalhos de base em diversas escolas públicas e privadas, envolvendo um número expressivo de estudantes do ensino fundamental e médio. Clique aqui e leia sobre os trabalhos de base. 

Em breve, volte aqui.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A força de um projeto de poder


Via twitter da PMJ fui informado da decisão do prefeito Carlito Mers (do PT) em não conceder o aumento na tarifa do zarcão. A notícia passou a circular por volta das 11 horas da manhã de hoje. As recepções expressas nas redes sociais e nas primeiras ligações passaram por surpresa, espanto ou se era uma mentira. É impossível concluir uma opinião logo de cara, quando as informações oficiais estão restritas. Publico dois pontos:

A)      Já circulava, aos menos nas leituras dos movimentos sociais e entidades reivindicatórias de um transporte público, a possibilidade de não sair o aumento na tarifa do zarcão. O prefeito Carlito Mers (do PT) não ia correr risco de prejudicar os planos eleitorais para o governo do Estado de Santa Catarina. Levando em consideração o tamanho do colégio eleitoral de Joinville. Não podemos esquecer quanto Joinville foi importante para dar a vitória ao famigerado Luis Henrique da Silveira (do PMDB) em outras campanhas estaduais.

B)       Não aumentar em 2010 não resolve o problema do transporte coletivo. As empresas Gidion e Transtusa continuarão a explorar o direito de ir e vir. A abertura de licitação para novas empresas aprofundará ainda mais a exploração. É preciso a construção de um transporte público e gratuito. R$2,30 continua sendo um roubo!

O ato prefeito Carlito Mers não conceder o aumento não significa uma preocupação com as demandas populares. É a expressão de um projeto de poder conectado com as três esferas: municipal, estadual e federal. Na mesma medida, Carlito “fica numa boa” com os-as eleitores-as de Joinville, ao mesmo tempo com as famílias Bogo e Harger – Gidion e Transtusa respectivamente. Enquanto isso, o transporte continuará nas mãos das duas famílias, quem sabe vá para mão de mais uma família ou corporação. É preciso continuar a bater na tecla de que mobilidade urbana não poderá ficar sob controle de empresas, mas de fato público, buscando aplicar a gratuidade e a participação dos-as usuários-as no controle do transporte.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Entrevista com Dani (do DCE da UNIVILLE)



 A Dani, presidenta do Diretório Central dos Estudantes da UNIVILLE, está participando da construção da luta contra o aumento e por um transporte coletivo público. A "grande mídia" local não procura documentar e nem informar sobre as ações dos movimentos sociais e entidades representativas. Por isso, mesmo sem ter diploma de jornalista nem querendo ser jornalista, mas buscando contribuir com a militância, publico uma breve entrevista com a Dani.


Quais são os gastos mensais de um estudante com o transporte coletivo?

Um estudante gasta por mês só com o transporte coletivo R$92,00 (na compra antecipada), caso ele compre a passagem dentro do ônibus "embarcada", o mesmo paga R$108,00.

Qual o papel do DCE (Diretório Central dos Estudantes da UNIVILLE) na luta contra o aumento na tarifa do zarcão?

O DCE tem o papel social e político de estar ao lado dos estudantes, reivindicando sempre as bandeiras históricas do movimento estudantil Brasileiro. Nesse sentido nossa gestão apóia irrestritamente junto a outras entidades organizadas a luta contra o aumento, que a nosso ver é ilegal, pois existe uma serie de irregularidades que partem das planilhas apresentadas pelas empresas, como também a irregularidade da concessão que permite a duas famílias oligárquicas provincianas “Bogo e Harger” a explorar toda a população Joinvilense a mais de quarenta anos.

O DCE está realizando algumas ações contra o aumento. Você poderia discorrer sobre elas?

O DCE iniciou na noite de ontem (15/04/2010) junto a outros movimentos sociais e estudantis, uma assembléia estudantil e formalizaram a leitura e a entrega de um manifesto contra o aumento abusivo da passagem de ônibus. Foi pedido o apoio de todos os departamentos da UNIVILLE, pois acreditamos que esse reajuste na passagem de ônibus impossibilitara vários acadêmicos de permanecerem na UNIVERSIDADE.

Na noite de quinta-feira ocorreu uma assembléia de estudantes com a pauta contra o aumento. O que motiva o DCE acreditar que as assembléias têm força política nessa luta?

O que faz com que o DCE chame os acadêmicos para assembléias, é que acreditamos que esta é a forma mais transparente e democrática de permitir que as pessoas tenham o direito de opinar e participar das decisões coletivas que se organizam nas ruas. Este modo de organização mostra-se eficiente pela própria praxes dos estudantes da UNIVILLE.Mostrou-se eficiente também para impedir os intentos de organizações políticas partidárias conservadoras e dogmáticas “direita e esquerda” e levar o povo a ser massa de manobra.

Na assembléia uma carta foi aprovada. No que consistia o documento? (a Dani reproduziu o documento)

O Diretório Central dos Estudantes, vem através deste documento pedir a esta Instituição de Ensino Superior um apoio formal na luta contra mais um AUMENTO abusivo do transporte coletivo na cidade de Joinville.
 Estamos aglutinando varias forças sociais em torno desta causa, pois entendemos que o transporte coletivo é essencial para efetivar a mobilidade urbana como um todo, dando acessibilidade de fluxo de pessoas e capitais, ajudando desta forma o usufruto democrático dos espaços da cidade a todos seus cidadãos.
A educação como outros vários setores, será fortemente penalizada se as tarifas dos transportes aumentarem, dificultando principalmente os estudantes que já se encontram em dificuldades de arcar com os custos da própria educação, lembrando esta Instituição de Ensino, que só no ano passado se contabilizaram 1000 acadêmicos inadimplentes, uma situação em que os gastos com o ensino se contabilizam ainda em gastos com transporte para ter acessibilidade a esta educação, um gasto que segundo o IBGE é o terceiro na renda de todos os brasileiros em custos econômicos.
            Portando fica evidente, a importância das Instituições de Ensino, sejam elas públicas ou não, apoiarem irrestritamente estas lutas sociais em prol da mobilidade urbana de toda a cidade, defendendo dentro desta mobilidade o acesso permanente dos estudantes a seus locais de estudos. Evocamos os princípios norteadores da Univille no cumprimento do seu papel junto à sociedade Joinvilense, no tocante principalmente no item cidadania e responsabilidade social. O D.C.E da Univille já cumpre perfeitamente este papel defendendo com coerência os interesses sociais dos estudantes, bem como os Centros Acadêmicos e o apoio de classe de outros movimentos sociais, organizações políticas constituídos nesta cidade como: M.P.L, MST, PRÓ-CAO, DANMA (UDESC), DACS (IELUSC) entre outros que se organizam para mobilização social na cidade e no Brasil.
O D.C.E - Univille organizado junto a outras entidades, convoca esta Instituição de Ensino a somar forças com estas organizações sociais para barrar este aumento de tarifa, que consideramos:

1- “Imoral”, pois já se vão mais de quatro décadas de exploração ilegal do transporte coletivo, onde se contabilizam varias perseguições violentas aos movimentos sociais como o MPL.

2-“Ilegítimo”, pois as planilhas de custo são totalmente produzidas pelos próprios beneficiários das empresas, estando à prefeitura em um papel de conivência política com estas empresas ao apoiar estes estudos.

3 -“Inviável”, pois esta tarifa é uma das mais altas do Brasil e onera de forma violenta o bolso e a mobilidade dos Joinvilenses.

4- E finalmente “oportuno”, pois este lucro é constituído de forma irresponsável e deixa debilitado o desenvolvimento social e econômico de todos os munícipes de Joinville.

O DCE se mantém contra o aumento da tarifa do zarcão. E na questão de transporte público e gratuito, qual é a bandeira da atual gestão do DCE?

Em questão ao transporte público e gratuito o DCE se posiciona favorável, acreditamos que é um direto de todo cidadão, de ir e vir. O governo, seja Federal, Estadual ou Municipal, tem que arcar com essa responsabilidade, pois é um direito do povo. Existem vários modelos de transporte publico e gratuito, acreditamos que se a discussão fosse ampliada com outros movimentos sociais, se a PMJ realizasse um fórum deliberativo para ouvir a necessidade da população teríamos muitas opções.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Agora é a falta de passageiros

A chamada "Agora é a falta de passageiros" já anuncia o conteúdo da reportagem publicada na semana passada na Gazeta de Joinville. A reportagem volta desmascarar as mentiras das empresas Gidion e Transtusa. Clique aqui e leia.

No fundo, a reportagem não produz nenhuma informação nova para quem é usuário-a do transporte coletivo. O importante é bater na tecla das mentiras levantadas pelas empresas de transporte coletivo.

Aumento acima da inflação

"De acordo com a pesquisa de orçamentos familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Santa Catarina é o estado em que as famílias mais gastam com transporte coletivo (cerca de 21% do orçamento doméstico). O alto preço da tarifa em Joinville contribui para que o estado tenha esse dado nada favorável."

O gráfico e fragmento textual foram retirados do estudo do PSOL de Joinville. Vale a pena conferir a constatação que tarifa teve aumento acima da inflação.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O tiro no pé do IPPUJ


Quando o IPPUJ lançou a pesquisa sobre a mobilidade em Joinville, alguns dos seus políticos de plantão soltaram a voz de alegria. A novidade da pesquisa, deixando no ar que iria abrir um novo caminho ao paraíso. A publicação dos primeiros dados já apontam o revólver ao pé do IPPUJ.



O jornalista Jefferson Saavedra, na sua coluna de hoje, escreveu:


 “Em contagem de tráfego realizada entre 2006 e 2007, por exemplo, 7,8% dos deslocamentos eram feitos de bicicleta. Agora, passou de 10,3%. É um crescimento surpreendente. O que não causa surpresa é o avanço do transporte individual motorizado (carro e moto) em detrimento do coletivo (ônibus). Nem poderia ser diferente. Em 2002 (ano da estatística mais antiga do Detran), eram 105 mil carros. Hoje, Joinville tem 174 mil licenciados.

A frota de motos e motonetas passou de 22 mil para 43 mil, quase dobrando. Juntos, os dois tipos de veículos respondem por algo em torno de 65% dos deslocamentos. O restante anda de ônibus ou a pé.


O que consiste o tiro no pé do IPPUJ?


Os técnicos urbanos estão privilegiando os transportes não motorizados, as caminhadas e pedaladas? Os números apontam o contrário, o uso de carros e motos. Afinal, a lógica privada é que manda no transporte coletivo, fazendo da tarifa ser um roubo. Acompanhada das malditas publicidades da indústria automobilística, o sonho da classe média. Os 10,3% dos-as corajosos-as que pedalam, os-as coitados-as. As ruas da cidade estão planejadas para a velocidade dos-as donos-as das razões, os-as motoristas. Quem se arrisca, tem mais chance de beijar o meio-fio do que chegar ao seu destino. O IPPUJ, ao se arriscar na pesquisa, não imaginou que estaria dando um tiro no pé. O que se vive é um descaminho em relação a mobilidade urbana, se valorizando o status de um carro e fodendo quem utiliza os zarcões e as zicas.

Recado ao Carlito Mers

Ir até a escola, ao jogo do jec, ao teatro, ao trabalho, ao hospital e tantos outros lugares da cidade... tá caro pra caramba. "2,30  é um roubo!"

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Entrevista com Lúcio Gregori

Assistir a entrevista com Lúcio Gregori sobre o tarifa zero é de grande validade. A justificativa é o contexto de aumento da tarifa do transporte coletivo, em plena gestão petista, quando a manutenção do transporte coletivo continua na perspectiva privada. O debate sobre as diferentes maneiras da organização do transporte coletivo precisa acontecer com mais intensidade. Ainda mais quando se discute alternativas públicas. A  perpesctiva da gratuidade dentro de uma lógica pública está inseridade nas discussões e realizações de Lúcio Gregori




sábado, 10 de abril de 2010

Transporte público em Hasselt, Bélgica

A cidade Hasselt, na Bélgica, realiza um modelo de transporte público e gratuito. Na postagem de hoje faço a reprodução de um artigo publicado no Tarifa Zero:


"A cidade de Hasselt, capital da província de Limburg, na Bélgica, faz parte de um pequeno, mas crescente, número de cidades ao redor do mundo que estão oferecendo tarifa zero no transporte público.
 
Desde 1º de julho de 1997, as linhas municipais de Hasselt são de uso gratuito para todos e, no caso de linhas centrais, até mesmo não-habitantes da cidade usufruem da tarifa zero.

A idéia do transporte público gratuito teve início em meados de 1996, a partir da Política Integrada de Transporte, desenvolvida pelo ministro de Transporte de Flandres (região flamenga, no Norte do país) Eddy Baldewijsn, que estabelecia o transporte público como prioridade.  A cidade de Hasselt foi uma das primeiras a subscrever o plano. O prefeito Steve Stevaert propôs conceder primazia ao transporte público sob o lema “a cidade garante o direito à mobilidade para todos”.

Aspectos do sistema de transporte
As linhas locais são chamadas de Linhas H e funcionam das seis da manhã até sete da noite. Há um intervalo máximo de 30 minutos de espera entre um ônibus e outro. Em algumas linhas são adicionados ônibus extras nos horários de pico – das sete às nove da manhã e das quatro às seis da tarde. As linhas circulares da região do boulevard têm intervalos de cinco minutos e as circulares do centro, intervalos de dez minutos. Quase todos os ônibus locais são adaptados para cadeirantes.

O serviço regional de transporte (Linhas Vermelhas) é gratuito para moradores de Hasselt, desde que mostrem seus cartões de identidade para o motorista do ônibus. Quem não mora em Hasselt paga a tarifa comum, exceto crianças com menos de 12 anos. As linhas regionais Azuis têm uma tarifa própria. Na combinação do uso de linhas regionais e locais, os passageiros pagam a tarifa comum pela viagem completa.

Controle tarifário e inspeção
Nas Linhas H, passageiros não precisam apresentar nenhum tipo de documento. Não há fraude possível, já que o serviço é gratuito. Ainda assim, as rotas são monitoradas para propósitos de controle de qualidade.

Resultados da tarifa zero
Após a introdução da política de tarifa zero, o uso do transporte público aumentou imediatamente e se manteve alto, sendo, hoje, dez vezes maior se comparado ao período anterior. O site oficial de Hasselt registra o crescimento da seguinte forma:
Ano Passageiros Porcentagem
1996 360 000 100%
1997 1 498 088 428%
1998 2 837 975 810%
1999 2 840 924 811%
2000 3 178 548 908%
2001 3 706 638 1059%
2002 3 640 270 1040%
2003 3 895 886 1113%
2004 4 259 008 1217%
2005 4 257 408 1216%
2006 4 614 844 1319%
Por garantir acesso à tarifa zero no transporte público, o site de notícias http://gva.be descreveu o cartão de identidade dos habitantes de Hasselt da seguinte forma: “vale como ouro”."


FONTE: http://tarifazero.org/2009/08/13/transporte-publico-gratuito-em-hasselt-belgica/