sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Gordinho e tricolor

Hoje o JEC faz 34 anos. Nada melhor do que um documento histórico do meu coração tricolor do norte catarinense. A foto é de 1982.

Um salve aos rapazes da Ilha: Cesinha, D e Yuri. hehehe

JEC: 34 anos de vitórias e derrotas.

34 anos de Jec levou o Jornal A notícia produzir vídeos sobre a trajetória do time campeão.

Outras informações clique aqui.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Morreu Howard Zinn


Howard Zinn morreu na quarta-feira. Por enquanto reproduzo a notícia, clique aqui e leia. Howard Zinn foi professor de história e ativo na luta por direitos humanos, isso nos EUA que estamos a acostumados a ouvir como um berço do imperialismo e da exploração. Infelizmente a esquerda brasileira deixa de lado tantas referências nas lutas sociais dos EUA. Em breve publico as minhas considerações sobre Howard Zinn, pois o tenho como uma referência no que remete o ensino da história e o envolvimento com tudo que nos cerca.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Expressinho da direita



Os bares são para o-a proprietário-a (e outros) ganhar  dinheiro, uns gastarem, outras se afundarem na tristeza e, claro, para fazer festa, pular, dançar, conversar, fazer o ambiente dos melhores momentos, ao lado outros-as amigos-as e até pessoas desconhecidas.Ao menos é o que procuro ao ir num bar.



Quando sou convidado para ir a um bar, preciso desconhecer o local ou não saber coisas negativas. Por esses dias, ao receber um convite para ir ao Expressinho, bar próximo da biblioteca Municipal de Joinville, não pensei duas vezes disse: Não! Como já havia feito antes. A minha recusa em ir já foi questionada. Mas, somente respondi que em alguns dias da semana o bar é freqüentado por pessoas que assumem posturas de extrema direita e declaradamente nazistas. Fato que não me deixa fazer do ambiente um espaço ideal para a diversão ou aprofundar a tristeza ou a reflexão. Isto é uma razão!



A outra é que na minha memória ainda se fazem presentes os fatos ocorridos em 2003, no final de abril e começo de maio, quando a Prefeitura Municipal de Joinville aprovou um super aumento na tarifa do transporte coletivo. Fazendo uma política não tão pública, mas de acordo com os interesses da classe empresarial, enquanto a população continuava fodida.


As pessoas fodidas não ficaram em silêncio. As ruas foram tomadas por uma semana de protestos. Todo final de tarde os números de pessoas eram de mil e duzentos-as revoltosos-as, chegando ao volume de manifestantes nunca antes visto na cidade, por volta de três mil pessoas fodidas. As empresas se organizaram e colocaram seus seguranças para ameaçar e agredir os manifestantes. A Polícia Militar de Santa Catarina usou seu poder e atacou os-as manifestantes.



A minha memória lembra  da noite ds três mil pessoas fodidas dizendo não ao aumento na tarifa. Na altura da rua Nove de Março, na frente da Biblioteca e do Bar Expressinho, a polícia sufocou um grande número de manifestantes. O Grupo de Resposta Tática, GRT, apareceu com todos os seus equipamentos para “restabelecer a ordem”, utilizando bombas de gás lacrimogêneo, balas de borrachas e os seus cassetetes. A violência era gratuita e demasiada.


Os estudantes e trabalhadores-as eram escolhidos, independentes das suas estruturas físicas, e sofreram com as mais fortes porradas autorizadas pelo Governo do Estado de Santa Catarina, Prefeitura Municipal de Joinville e as empresas Gidion e Transtura.



As violências legitimadas pelos aparelhos do Estado e das empresas estavam de acordo com a realidade.  O que me assustou foi a reação dos freqüentadores e dos proprietários do Bar Expressinho. Em bocas tinham sorrisos com a violência policial. As suas mãos batiam fortes palmas de incentivo à repressão. Os gritos apontavam onde estavam os estudantes e trabalhadores que buscavam proteção, inclusive impediam a permanência de manifestantes no espaço físico do bar. Os fatos não silenciaram na minha memória. Isto é a segunda razão.



As cervejas compartilhadas com amigos e amigas, as conversas e as danças entre todos-as não podem acontecer em bares em que não se existe um respeito a diversidade e a memória seja de apoio ao abuso do poder do Estado e da iniciativa privada. A minha opção é de não sentar (e nem dançar)  no Expressinho da direita. Faço a minha escolha, o que não me faz melhor e nem pior das pessoas vão lá. O juízo é de cada um. Afinal, se é para entrar num Expressinho, que seja um onde os consumidores e proprietários respeitem a diversidade da cidade.







Nota do Rolê dos Bródi

Voltei a cidade. O gás está total.


Por enquanto:


http://meucoracaoficounacidade.blogspot.com/

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domingo, 17 de janeiro de 2010

Nota explicatica

Reproduzo a postagem do meu blogue sobre o ato de viajar. Nos próximos dias o Vivo na cidade estará parado, o mesmo com o outro blouge. Estarei na estrada sem destino correto e nem com intenção de correr atrás de um computador. Ou seja, as atualizações poderão acontecer, mas nada muito certo.

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O excesso de bagagem deve ser cuidado ao pegar a estrada. As vezes levamos uns quilos de leitura. O que me fez reduzir a possível leitura a dois livros. Um é “O equilibrista” escrito pelo meu amigo Nils, estou na metade do livro. Mas, faço questão de continuar a leitura por dias de estradas asfaltadas -e de chão- porque a narração está constituída por observações do cotidiano circense, de importante reflexão a vida que tenho levado. O segundo será “Os escritos revolucionários” do Errico Malatesta,uma nova edição da Hedra. Livro de discussões radicais, estimulantes e repletas de permanências no tempo presente; o que é habitualmente lido nos escritos de Malatesta. Os livros servirão de documentos autorizando o meu retorno a cidade em que o meu coração se habituou viver, mesmo que os canyons, as cachoeiras, as praias e as fronteiras territoriais sejam alimentos para transplantar o meu coração.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Aquecimento



Uma música para aquecer os próximos dias por estradas além das fronteiras nacionais.



Si la tierra tiembla
Se hunde en el mar
Si la tierra tiembla
Nadie se va salvar...
Si la tierra tiembla
Bombala, bombala, bombala, bombala
Si la tierra tiembla
Sera culpa ti!
Si la tierra tiembla
Nadie se va salvar
Si la Tierra Tiembla
Se hunde en el Mar
Nadie se va salvar
Si la tierra tiembla... Machine Gun
...Machine Gun
Bomba ATOMIKA
Bomba ATOMIKA
Bomba ECONOMIA... sera culpa ti
nadie se va salvar!



Fome

 
A fome nem sempre é de comida, mas se faz presente. E o caminho nem sempre é o mesmo, mas se faz presente.


"Direto vejo o pai brincando com um filho no parque,
Sinto inveja fico me perguntando tio o que que a vida fez comigo
Sorriu pelos pivetes acho dahora,
Olho pra baixo tenho mó vontade de chorar, mais não consigo.
Em segundos me vem vinte e poucos dia dos pai,
Guardo presente fi ele ja nao volta mais,
Arrasta a cartolina com papel crepom amassa
Joga no lixo porra pior que esse aqui tava bom.
Hoje fico olhando nas espreita
Veno os muleque ai com pai mãe do lado e nem respeita
Divia ser por um dia o que eu sou a vinte anos
Pra ve se voceis ia ta na de trocar coroa pelos mano
Não sei se dá tristeza ou ódio,
Não conseguir lembrar de você sóbrio
Não vi as vadia nem seus aliado
Com o doutor no corredor implorando pelo o que há de mais sagrado .
Refrão:
Eu já passei fome, já apanhei calado
Já me senti sozinho, já perdi uns aliado
Eu já dormi na rua, fui desacreditado
Já vi a morte perto, um cano engatilhado
Eu já corri dos homem, bati nos arrombado
Quase morri de frio, eu já roubei mercado
Já invejei quem tem pai, já perdi um bocado
Eu sofri por amor, eu já vi quase tudo chegado!
E mesmo assim, tive que penar pra aprender
Que minha mãe não ia poder ta lá pra me ver crescer
Tinha que trabalhar pra ter o que comer .
Não ve seu filho aprende a fala essa porra deve doe
Guentar madame mandar e ter que acatar,
Ainda ouvindo o bairro sussurar, (vc sabe mãe solteira é o que?)
Ver seu tempo acabar, sua chance morrer
E no fim do mês ganhar, o que não da nem pra sobreviver
Me ensinou a não desistir rpz,
Miséria é foda, só que eu ainda sou bem mais
Maderite furado, cigarro, cheiro de pinga
Olha onde eu cresci, onde nem erva-daninha vinga
Como vc vai sonhar com pódio?
Se amor é luxo e com a grana que nois tem só dá pra ter ódio
Coisas da vida, historia repetida , algo assim
Com quatro anos eu ja via o mundo inteiro contra mim
Refrão:
Eu já passei fome, já apanhei calado
Já me senti sozinho, já perdi uns aliado
Eu já dormi na rua, fui desacreditado
Já vi a morte perto, um cano engatilhado
Eu já corri dos homem, bati nos arrombado
Quase morri de frio, eu já roubei mercado
Já invejei quem tem pai, já perdi um bocado
Eu sofri por amor, eu já vi quase tudo chegado!
E o que eu sempre tive foi minha rima
O resto se foi tipo trampo, amigo, mina
Eu nunca quis vive disso, nunca sonhei com isso
Eu tava acostumado a rima por hobby e trampa por uns trocado
E eu ia pro crime, irmão..
Se não fosse a confiança, do pedro e do felipão
Sem dinheiro, já dava pa vê o fim
Mas, um me levou pa liga e o outro fez as base pa mim
Na fé, me pois no lugar onde vários quer nome
Foda-se todos, eu não quer mais passar fome
Amo isso, você é contriubuinte
Assim óh, escrever.. como quem vai morrer no dia seguinte
Vagabunda, pirou nos flow.. a cada ideia ouvia how
Quando vi, o radinho tocou.. gente querendo show
E agora, eu vou fazer virar com os meus..
É real, o menino do morro virou deus
Eu quase me perdi nas ilusão
Fui salvo, po ter sabedoria e pé no chão
Chamei uns de irmão, quando nós era sócio
Pensei ter feito amigos, e tava fazendo negócios
Odeio vender algo que é tão meu
Mas se alguém vai ganhar grana com essa porra, então que seja eu
E os que não quer dinheiro, mano.. é porque nunca viu
A barriga roncar mais alto do que eu te amo
Eu vi minha mãe, me jogar dentro do guarda-roupa trancado
Era o lugar mais seguro, quando a chuva levou os telhado
E dizia, não se preoculpa.. chuva é normal
Já vi o pior disso aqui, ver o bom hoje é natural
E o justo, então antes de criticar quem cê vê trampar
Cala boca e pensa, quantas história cê tem pa contar
Falar que ao dizer '' a rua é nóiz '' pago de dono da rua
Desculpa, eu vivo isso e a incerteza é sua
Se você não se sente dono dela, xiu não fode!
E antes de escrever um rap, me liga e pergunta se pode"

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A crônica dos vinte e nove anos (ou: A crônica do nunca)



Nunca acreditei na necessidade de um emprego fixo, hoje acredito. Não falo sobre abraçar completamente o sistema, fazer parte da maneira “mais alienada” do processo capitalista e estatal. Falo de vender a minha força de trabalho, mas sem deixar de lado uma organização política visando à superação do capital e do Estado. Vejo isso aos vinte e nove anos.



Nunca expliquei publicamente como me deixo levar por pensamentos sem sentido. Gerando efeitos cabreiros aos meus relacionamentos amorosos. Quando ocorreu de perceber os tais pensamentos, discuti internamente  e cheguei a uma saída, mas logo caia em contradição e voltava a cometer os mesmo erros: “piro na pira errada” (Cultura Monstro). Vou seguir sem essa pira. Vejo isso aos vinte e nove anos.




Nunca imaginei como era enterrar - literalmente - os meus problemas ligados a ausência paterna. Agora sei que o sabor é paradoxal, pois um dia é como se tivesse acordado com uma ressaca após alto consumo de cigarros de filtros vermelhos. Noutros dias me sinto como se tivesse sido acordado por beijos da terceira estrela. Vejo isso aos vinte e nove anos.





Nunca pensei em completar mais um ano de vida com a certeza de que  o plano A está sendo realizado, inclusive planos B, C, D e E. Onde o único foco é  caminhar rumo a serenidade, possuindo a certeza de que todas as minhas experiências foram coletivas. Que a minha memória me leva individualmente a não cair nas armadilhas das ruas que pássaros e ratos se confundem. Vejo isso aos vinte nove anos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Projeto: o silêncio da história


A história em Joinville escolheu o  silêncio. Quando afirmo história faço referência aos profissionais da área, graduados nas universidades, os membros do Departamento de História da UNIVILLE, também remeto aos movimentos sociais e políticos. Todos que fazem discursos voltados à diversidade cultural, que afirmam entender de grande validade os debates públicos sobre os mais variados pontos da história da cidade.


O momento de hoje não é para o silêncio. Basta ouvir as declarações preconceituosas do jornalista Boris Casoy, figura emblemática da direita política na comunicação corporativa, que nos anos da ditadura militar brasileira (1964-85) era membro do CCC – Comando de Caça dos Comunistas. Outro ponto são os debates nacionais referentes a abertura dos arquivos da ditadura militar brasileira e a revisão da lei de anistia, onde o governo brasileiro cede a pressão dos setores mais conservadores da sociedade. Enquanto isso, os movimentos sociais e de direitos humanos fazem coro da necessidade de abertura dos arquivos e da revisão da lei de anistia.


Os dois pontos citados no parágrafo anterior têm singularidades na cidade. A lista de comunicadores e jornalistas devotos da direita política mais cruel se faz ouvir, ver e ler todos os dias. Os defensores da ditadura militar, contrários a abertura dos arquivos e mantedores da lei da anistia estão fazendo suas políticas e se portando publicamente. O que faz a realidade demonstrar como estamos inseridos no contexto nacional dos debates públicos.


A história local em silêncio faz acreditar que a cidade está desconectada da realidade, tendo os profissionais da história como articuladores do “Projeto: o silêncio da história”. Levando acreditar que a cidade está de acordo com a “ordem” e que a “paz social” se consolidou, afastando qualquer possibilidade de inquietude e desacordo com os rumos da própria história da cidade, querendo nos fazer acreditar que o “Projeto: o silêncio da história” é de todas as pessoas, excluindo qualquer possibilidade de contradição e desconforto na cidade.

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Saiba mais


Regime Militar em Joinville, clique aqui




Reportagem sobre o Comando de Caça aos Comunistas, clique aqui

De onde fala Boris Casoy? Clique aqui


Campanha pressiona contra a anistia de torturadores, clique aqui


Sobre a anistia e a Comissão da Verdade, clique aqui




Armazém da memória, clique aqui



Anistia e crimes de lesa, clique aqui

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Parada


A minha escrita bloguística está parada. Os assuntos se fazem presentes como as fortes chuvas de terça-feira e a ausência de política pública na questão; gostaria de discorrer sobre as conversas com usuários de crack e garotos de programa da rua três de maio; as minhas indecisões se devo ficar ou ir; poderia arrumar para a cabeça ao defender a não anistia dos militares torturadores dos anos de chumbo -1964-85; poderia descrever as sensações ao voltar ouvir os discos da minha adolescência. A questão é que o calor me deixa irritado para escrever, o mau humor se acentua e os dias vãos se passando sem uma postagem que me faça dizer “Que postagem massa.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Morreu, sem pagar!!!


Morreu o coronel reformado Erasmo Dias. Foi sem pagar as contas com a história de prisões, torturas e mortes em nome da ditadura militar (1964-85).

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Cidadão Boilesen




Os livros dedicados a memória, a literatura, a história e as dissertações acadêmicas já evidenciaram e problematizaram sobre diferentes prismas teóricos a articulação empresarial, a tal “sociedade civil”,  e o apoio ao golpe militar de 1964 e todas suas relações. Infelizmente os conteúdos das discussões estão restritos as estantes das bibliotecas universitárias e as livrarias com preços elevadíssimos. Torço que o cinema, mais uma vez, volte a democratizar a discussão, ao menos é o que espero com o filme Cidadão Boilesen. Mesmo que demore a passar nas salas dos cinemas da cidade, mesmo que tenha de esperar meses nas locadoras ou não esperar e baixar na net.