domingo, 10 de janeiro de 2010

Projeto: o silêncio da história


A história em Joinville escolheu o  silêncio. Quando afirmo história faço referência aos profissionais da área, graduados nas universidades, os membros do Departamento de História da UNIVILLE, também remeto aos movimentos sociais e políticos. Todos que fazem discursos voltados à diversidade cultural, que afirmam entender de grande validade os debates públicos sobre os mais variados pontos da história da cidade.


O momento de hoje não é para o silêncio. Basta ouvir as declarações preconceituosas do jornalista Boris Casoy, figura emblemática da direita política na comunicação corporativa, que nos anos da ditadura militar brasileira (1964-85) era membro do CCC – Comando de Caça dos Comunistas. Outro ponto são os debates nacionais referentes a abertura dos arquivos da ditadura militar brasileira e a revisão da lei de anistia, onde o governo brasileiro cede a pressão dos setores mais conservadores da sociedade. Enquanto isso, os movimentos sociais e de direitos humanos fazem coro da necessidade de abertura dos arquivos e da revisão da lei de anistia.


Os dois pontos citados no parágrafo anterior têm singularidades na cidade. A lista de comunicadores e jornalistas devotos da direita política mais cruel se faz ouvir, ver e ler todos os dias. Os defensores da ditadura militar, contrários a abertura dos arquivos e mantedores da lei da anistia estão fazendo suas políticas e se portando publicamente. O que faz a realidade demonstrar como estamos inseridos no contexto nacional dos debates públicos.


A história local em silêncio faz acreditar que a cidade está desconectada da realidade, tendo os profissionais da história como articuladores do “Projeto: o silêncio da história”. Levando acreditar que a cidade está de acordo com a “ordem” e que a “paz social” se consolidou, afastando qualquer possibilidade de inquietude e desacordo com os rumos da própria história da cidade, querendo nos fazer acreditar que o “Projeto: o silêncio da história” é de todas as pessoas, excluindo qualquer possibilidade de contradição e desconforto na cidade.

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Saiba mais


Regime Militar em Joinville, clique aqui




Reportagem sobre o Comando de Caça aos Comunistas, clique aqui

De onde fala Boris Casoy? Clique aqui


Campanha pressiona contra a anistia de torturadores, clique aqui


Sobre a anistia e a Comissão da Verdade, clique aqui




Armazém da memória, clique aqui



Anistia e crimes de lesa, clique aqui

2 comentários:

bb disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
bb disse...

E alguns têm a coragem de chamar nossos hermanos argentinos de atrasados. Pelo menos lá, foram tomadas medidas mais eficientes contra os assassinos e torturadores do país.