terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Fodidos pelo discurso


É comum ouvir o discurso de que Joinville é a cidade da ordem. A realidade, aquela que se passa na cidade, demonstra o contrário. Basta perceber as diversas reclamações, mobilizações sociais e políticas. Entre elas, a greve dos padeiros em 1917, as disputas étnicas, as lutas contra a ditadura militar, a questão do transporte coletivo, tantas greves dos anos setenta e oitenta, a luta na Cipla e tantas outras questões.


Outro discurso é da cidade germânica. A composição da migração, iniciada em grande escala nos anos setenta, fez mudar a configuração. Quem sabe, hoje, o máximo de “alemão” é a chefe da minha amiga dizer que é preciso ser como Adolf Hitler para controlar os seus “colaboradores”.


O terceiro discurso é afirmação da cidade do trabalho. É, pode até ser, mas alguém poderá dizer onde estão os trabalhos para quem se formou em história? Quem sabe, seja a hora de optar ao leque de possibilidade ao graduado em história, não escrevo sobre lecionar ou fazer pesquisa, comento sobre executar qualquer outra função, especialmente, que não se dedicou, estudou e foi preciso superar diversas dificuldades.


Após apresentar os três discursos básicos da cidade. Chego a conclusão: somos apenas dados estatísticos de qualquer governinho de merda e somos uma nova classe, a dos-as fodidos-as pelo discurso. Será que existe um sindicato dos-as fodidos-as pelo discurso?


Nenhum comentário: