terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Um relato ruim sobre a qualidade da água

Se foi a terceira hora que a página do programa Word está aberta. O meu objetivo era fazer um breve relato sobre a entrevista concedida, às 13 horas, na última segunda-feira. Nada decente saiu. Um exemplo é o parágrafo iniciando com “Se”. (erro gravíssimo de português. Me desculpa, Bruno Izzy ?) O texto continua ruim, até piada interna estou tornado pública. 


Vamos lá. 


O fato é que o Hernandez e eu, cada um por sua organização política, estamos participando do Comitê de Solidariedade aos Movimentos Sociais. Entidade criada em Joinville-SC no mês de dezembro de 2009, cujo objetivo é prestar solidariedade aos movimentos sociais e lutas políticas que estão sofrendo repressões e criminalizações por conta do Estado, dos capitalistas e do poder judiciário. 


Por conta disso, a estudante de jornalismo Jéssica Michels nos convidou para o Programa Comunidade, do canal Brasil Esperança. A apresentação é do comunicador e vereador Patrício Destro (eleito pelo DEM,  o partido dos latifundiários), que de segunda a sexta-feira, das 13 às 14 horas, comanda o programa de notícias. O mix de apresentador-vereador deve ser uma prática bem comum em outras cidades. Só que aqui o fato é mais peculiar. 


O convite era para falar sobre o MST, Movimento dos-as Trabalhadores-as Rurais Sem Terra. Pauta de todos os jornais e revistas semanais, inclusive por conta da prisão de três militantes do MST no Estado de Santa Catarina. Felizmente, já libertados. O que não descaracteriza a necessidade da prestação de solidariedade ao movimento.


Ir num programa televisivo, apresentado por um vereador do DEM,  e falar sobre o MST, não é para ficar preocupado? Não é a mesma coisa que levar um gari para ser entrevistado pelo Boris Casoy? Bem, essa era a dúvida que rondava a minha grande cabeça


Agimos como se não estivéssemos num espaço televisivo, onde tradicionalmente se mantém um ponto de vista conservador. Ainda mais com um apresentador eleito pelos “Demos”. Falamos sobre o surgimento do MST, a necessidade da formação num contexto de ausências (que ainda persiste) de verdadeiras políticas públicas para as pessoas do campo, fizemos a defesa da ocupação das terras, citamos exemplos de Assentamentos e Cooperativas do MST. Inclusive o apresentador-vereador soltou que conhecia experiências no nordeste brasileiro que estão realizando benefícios às pessoas do campo, servindo de um belo a qualquer governo.  Isto não é peculiar?


Sabe, nas próximas eleições não vou votar no cara. Mas que vou começar uma campanha para a água da cidade seja coletada e analisada. Onde se viu um vereador do DEM abrir um espaço no seu programa televisivo e de quebra dizer que o MST oferece alternativas para os problemas do campo.  A água da cidade está com problema, quem sabe seja indicado enviar dez litros ao Boris Casoy, aí vai que entreviste um gari e passe tratar com respeito  todos os seres humanos



4 comentários:

Bruno Isidoro disse...

HAHAHA porra, pensei que tu nem tava me ouvindo aquela hora HAHA

Mas nem precisava enrolar, conseguiu escrever tudo, porra haha

Olha, tu falou em água e aqui o negócio tá estranho: tá meio suja mesmo. É bom guardar essa água em umas garrafinhas caso precise futuramente. haha

abraços

Rubens da Cunha disse...

ué,mas partido não é aquela coisa inútil na política brasileira. O que conta é a pessoa :)vai que o destro tenha pendores esquerdistas, apesar desse nome :)

(ironia mode on, por favor)

Felps disse...

Huahuahuahuahuahua! Vamos mandar umas garrafas de água do Destro para aquele doido da RBS, o L. C. Prates!

Mariana Schmitz disse...

"Prates, você está muito agitado com essa saudade da ditadura, toma aqui uma aguinha gelada..."