quarta-feira, 17 de março de 2010

Acusar o golpe e denunciar o tabu


os tanques presentes no 1ª de Abril de 1964, Brasília-DF

"O fato é que ainda não acusamos suficientemente o Golpe. Pelo menos não o acusamos na sua medida certa, a presença continuada de uma ruptura irreversível de época. Acabamos de evocar a brasa dormida de um passo histórico, os vasos comunicantes que se instalam desde a primeira hora entre o mundo dos negócios e os subterrâneos da repressão."  Paulo Arantes (Artigo completo aqui)


Por aqui, não é de hoje as referências a presença da ditadura militar-civil(1964-85) por Joinville, entendendo a cidade como parte da história nacional (e global). Ainda mais quando se fazem presentes vozes tentando escamotear a repressão e a resistência na cidade do "príncipe". O artigo "1964, o ano que não terminou...", de Paulo Arantes, assim como o lançamento do livro "O que resta da ditadura: a exceção brasileira" e debate transmitido via internet (mais informações aqui) é um demonstrativo da importância do tema na história do tempo presente. Numa cidade em que um tabu está sendo propagado, divulgar discussões referentes ao tema é uma maneira de acusar o golpe e denunciar o tabu.



fonte da imagem: aqui.

                              

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