terça-feira, 23 de março de 2010

Arte de colocar a boca no trombone - I


Os usuários e as usuárias do transporte coletivo encontram diferentes maneiras de reclamar da condição do transporte coletivo. A maneira mais convencional é participar nas manifestações contra o aumento na tarifa. No presente blogue, diferentes maneiras de colocar a boca no trombone estarão sendo divulgadas. A primeira será a dica de uma amiga.

Ao comprar o cartão para fazer valer o seu direito constitucional de ir e vir, o usuário e a usuária, utilizando um pincel  de marcador permanente escreva a sua opinião sobre o novo aumento na tarifa do zarcão.   O cartão será depositado na máquina de bilhetagem, quando retirado nas empresas, a sua mensagem estará nas mãos das famílias proprietárias do transporte coletivo. 

O efeito político não é possível de se imaginar, mas é uma maneira de expor a sua opinião, o que não excluí a importância de compor as lutas nas ruas, ocupando diferentes espaços como mecanismo de expressão. Por isso, se manifeste contra o aumento e por um transporte coletivo realmente público.

8 comentários:

Jonathan Hess disse...

Olha, acho que vou começar a escrever que nem ela nos cartões, protestando.

cami xxx disse...

ótima idéia!

m. disse...

hahaha.
muito bom!
cartão como meio
e sendo a própria msg.

Anônimo disse...

ótimo, o meu passe de amanhã já tá marcado

victor

Trincheira disse...

Valeu, Maikon!
O "Informa Luta" agradece o artigo, a visita e o carinho.
Abração.

Anônimo disse...

Bom, sinceramente acredito que essa não é a melhor forma de se protestar contra algo que usufruimos e achamos que não está correto.
Primeiro: isso pode ser considerado um ato de vandalismo e crime, assim como acontece com cédulas de real
Segundo: se começar ocorrer depredação ou se for necessário algum investimento por parte das empresas de trasnporte coletivo esse valor poderá ser facilmente repassado a nós consumidores
Então.... antes de efetuar uma ação dessa é melhor repensar.

Anônimo disse...

Sr Anônimo.

Não tenha receio de usar o seu nome. discutir com anônimo não é legal, pelo menos quando se usa Anônimo por receio de se expor.

Quem vai determinar como um ato de vandalismo ?

Caso seja as empresas, a passe bus e a prefeitura é melhor ligar o botão "foda-se". Sabe, eles não estão nem aí com a maneira que organizam o transporte, inclusive eles utilizam vários mecanismos de repressão, desde os legais como ilegiais, colocando seguranças para ameaçar e agredir fisicamente.

Como vc disse, "isso pode ser considerado um ato de vandalismo e crime" Ainda não é, então, vamos anotar a nossa insatisfação.

É possível acreditar que as empresas estão com prejuízos ?
Isso é bobagem dos empresários, por exemplo, a Piazza Italia "faliu". O governo do Estado foi lá e alugou o prédio. O LHS, o mesmo que sempre assinou todos os aumentos solicitado pelas empresas. Isso não é estranho ?

Caso as empresas queiram repassar aos consumidores, é mais do que a hora de deixarmos de lado a condição de lado o papel de consumidores, e ir a luta, pressionar o poder público, chamar para o debate e dizer "não a mais esse repasse".

As empresas já alegaram que a retirada dos cobradores iria diminuir os custos, não é isso que está ocorrendo.

As empresas comentaram que os corredores para ônibus iria diminuir o custo do transporte, não é isso que está ocorrendo.

então, é possível acreditar nas empresas ?

Abraço,
Maikon k
www.vivonacidade.blogspot.com

Filipe Ferrari disse...

A título de informação, o "vandalismo" em cédulas de dinheiro é considerado crime pois o dinheiro-cédula, o dinheiro físico, é considerado como patrimônio do governo. Tanto que, se der vontade, eles podem mandar recolher TODAS as notas e moedas em circulação no país, até mesmo por força policial. Seria como você pichar um prédio público.

Sendo o passe um fruto de uma empresa privada, não há problema. Ainda mais porque você "compra" o passe, e faz o que quiser com ele. Nós que deveríamos reclamar ao Procon pela transtusa confiscar o nosso passe vazio. É meu, eu paguei 2,30 por essa merda. Por que os de papel eles não recolhiam "a força" e não mandavam para a reciclagem?