sexta-feira, 26 de março de 2010

Arte de colocar a boca no trombone – IV


É aumentar a tarifa do zarcão para manifestações acontecerem na Praça da Bandeira, ao lado do terminal central. É importante marcar presença em atos centrais, geralmente mobilizados por movimentos sociais, organizações e entidades ligadas aos estudantes do ensino médio e universitário. O setor estudantil é atingindo de maneira violenta, já que os custos com as mensalidades, material escolar e tantas outras atividades pertinentes a formação educacional tem preços altíssimos. Geralmente os trabalhadores e as trabalhadoras participam num baixo número.

Os-as trabalhadores e trabalhadoras lentamente estão aderindo as mobilizações contra o aumento.  Um número mais expressivo passou ser as saudações de incentivo e apoio a luta. É compreensível a dificuldade de ir ao ato, já que estão retornando as suas casas, após uma longa e mal remunerada jornada de trabalho. O cotidiano da classe trabalhadora é diferente dos-as estudantes, os últimos ainda encontram mecanismo para faltar uma semana de aula, depois recuperar, já os-as trabalhadoresas se torna impossível faltar o trabalho. Entre ambos existe um elo, a exploração por meio das empresas Gidion, Transtusa e Prefeitura. O que faz ser determinante uma aproximação entre estudantes e trabalhadores-as.

Os-as manifestantes, em dias de ato, estão compenetrados em suas responsabilidades. O que prejudica uma comunicação efetiva entre estudantes e trabalhadores-as. Por isso, tome a iniciativa de dizer um oi aos manifestantes, diga o quanto gostaria de contribuir e participar. Faça um convite para uma atividade no seu Bairro. Ofereça a sua garagem, o salão de festas da Igreja na sua comunidade ou o pátio da Escola. Chame o máximo de vizinhos, amigos e amigas para uma conversa sobre o aumento na tarifa e a necessidade de um transporte realmente público.

É de grande importância a formação de núcleos em diferentes bairros, assim todos são protagonistas nas ações contra o aumento e na criação de um transporte público, não deixando somente nas mãos de políticos profissionais dirigirem a cidade. Os usuários e as usuárias estão vivenciando os problemas e os altos custos do transporte, por isso, faça você o papel de sujeito da mudança. Organize as pessoas do seu bairro e propostas vão pintar, ao mesmo tempo mobilize  o povo nas ruas, aí gera uma maior insatisfação organizada.


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