terça-feira, 30 de março de 2010

Resposta ao Charles Henrique


Antes de continuar a leitura da postagem, solicito que leia o artigo “A caixa-preta”, do Charles Henrique, depois a minha postagem sobre o artigo (aqui) e por último as novas considerações do Charles Henrique. Depois da maratona pela rede mundial de informação, continue  a leitura a minha postagem.

NOTA I

Não tenho lembranças de comentar que o seu blogue é uma cópia do meu. O que fiz, assumo por completo, basta verificar no meu twitter,  que ficava pra baixo – em tom humorístico – quando o vivonacidade (meu blogue) era confundido com o seu (viverjoinville). É o que único momento nas minhas lembranças, felizmente tenho boa memória.

NOTA II

Você pode escrever um artigo e publicar no jornal, isto jamais será errado. Acredito, quando alguém se propõe a publicar uma opinião, lutar por ela  ou até se submete a participar de um governo, na intenção, ao menos espero, de concretizar essa opinião. Também deve se comprometer a possuir aberturas para as críticas. Afinal, colocar a boca no trombone é se proteger com um teto de vidro, dependendo do tamanho da pedra o estrago é grande, o que se faz necessário se reconstruir o teto. No meu entendimento, a beleza da crítica está na possibilidade de reconstrução.

NOTA  III

Você se torna um iluminado quando trata o tema como uma novidade. Eu não percebi uma única linha onde fizesse referências ao debate já presente sobre abertura dos dados gerais do transporte coletivo. O debate já é feito há tempos, basta acompanhar as falas e os escritos do vereador Adilson Mariano (do PT – eu não sou eleitor dele), ler as reportagens publicadas na Gazeta de Joinville (eu não sou eleitor do PP) e acompanhar os escritos, os debates e as manifestações dos diferentes movimentos sociais e entidades de classe. O artigo nada registra. Ou seja, é como se você fosse o primeiro a discutir o tema. O que te caracteriza como um “iluminado”. Por favor, não utilize o meu argumento, pois basta olhar todas as minhas críticas a história “oficial” da cidade, estão acompanhadas de fontes e diversas referências, inclusive as publicadas nos jornais. Logo, não trago nenhuma luz.

NOTA IV

“Dados Gerais” são todos dados das planilhas, todas as informações reais dos gastos. Não os repassados pelas empregas Gidion e Transtusa, o que é facilmente elaborado para agradar os seus próprios interesses.  Os “Dados Resumidos” são os que estão circulando nas mãos da impressa ou que o poder público disponibiliza. Por favor, sem metáforas médicas para discutir temas sobre cidade, isso é de uma bobagem sem tamanho.

NOTA V

Eu não faço parte do Movimento Passe Livre, na verdade, fiz o meu desligamento há mais de um ano. O que não impede de pensar, refletir e lutar por um transporte público, o que tenho feito, assim como militantes do MPL e de outros movimentos sociais e entidades de classe. Ao contrário de você, a nossa maneira é a luta e não trabalho remunerado para “desenvolver políticas públicas.” Eu fiquei sabendo que o MPL foi recebido pelo IPPUJ. Isso depois de quase um ano após um acampamento na frente da Prefeitura. O que leva a entender como a PMJ e as empresas estão querendo discutir. Por favor, não  vá confundir a minha posição com aos movimentos, entidades e políticos citados.

NOTA VI

Quando afirmo que desconsidera a população é que toda discussão proposta ,por você ,fica presa aos técnicos, políticos e empresários. Enquanto, os usuários e as usuárias não estão sendo ouvidos de fato. Isto é ignorar, é desconsiderar. Por favor, não venha dizer que durante a sua campanha para vereador a população foi ouvida, estou falando sobre debate com a população.Não de campanhas eleitorais.

NOTA VII

Eu acho um saco explicar ironias e piadas. Toda a graça se perde. Eu realmente desprezo o diploma quando é utilizado para ganhar uma “atmosfera” de entendido no assunto. Por exemplo, durante a sua campanha a vereador, pelo PDT, em 2008. Você dizia que havia estudado ciências políticas para realizar o seu sonho de ser político. Então, isso me faz desprezar os diplomas. Um diploma não deve servir para dizer quem apita ou não apita na condição de agente da história.

NOTA FINAL

Charles, o que cria o abismo entre você e eu são pontos de vistas políticos. Você quer ser político profissional, receber para isso, fazer carreira. Quando discute transporte coletivo pensa na lógica privada da mobilidade urbana. Sem contar, que filhotes do fascismo como Robson da Cunha estão ao seu lado. Por isso, faço críticas. Por último, não venha com essa churumelas de que o crítico nada faz, por favor, tenha maturidade política ao receber uma crítica. Não venha querer desconsiderar a minha fala e escrita com uma argumentação tão tosca. Use todo o seu conhecimento criado na faculdade de sociologia, quem sabe tenha utilidade além de referendar o seu preparo para carreira política.  


2 comentários:

Jacson A disse...

Concordo com Maikon. E a posição de Charles não seria diferente. Isso sintetiza tudo:

O Prefeito Municipal de Joinville, no exercício de suas atribuições, e em conformidade
com o art. 68, inciso I, da Lei Orgânica do Município, o art. 16, inciso II, da Lei Complementar
nº 266/08,
NOMEIA, na Secretaria de Infra-Estrutura Urbana:

Charles Henrique Voos, para o cargo de Supervisor I, a partir de 13 de abril de 2009;

Anônimo disse...

Olá Jacson,

Não é somente o Charles que deverá dançar conforme a música. Qqr cargo comissinado vai dançar, inclusive quem é a favor de um transporte realmente público.

Carlito e a rapaziada da prefa da deixando no ar o "novo modelo" de transporte será próximo de curitiba, o que não é aquelas coisas, se não existiria tantas reclamações lá tbm.

Inté,
maikon k
www.vivonacidade.blogspot.com