terça-feira, 6 de abril de 2010

O direito de ir e vir no transporte coletivo pivado:


“... para a maioria absoluta dos trabalhadores os direitos de ir e vir, em cidades massificadas e grandes como as nossas, acaba aí pelo décimo quinto, décimo sexto dia útil do mês, porque acabou o dinheiro para pagar a passagem do ônibus. O máximo ele vai de casa para o trabalho e do trabalho para casa, não vai a lugar nenhum mais, porque já gastou o transporte do mês. Ele não tem mais o que fazer, vai e vem no máximo do mercadinho da esquina, que é onde ele pode continuar pendurando suas contas das despesas do mês. Aí acaba seu direito de ir de vir...”
 
Fragmento da fala de Paulo César Carbonari (na foto acima), militante do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, durante a primeira aula do Curso da Escola de Formação Popular em Direitos Humanos – do Centro de Direitos Humanos de Joinville "Maria da Graça Bráz" – no dia 07 de Agosto de 2008.

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