domingo, 23 de maio de 2010

Uma curta mensagem direto do piquete.


Antes de ler a postagem de hoje, clique aqui e fique por dentro da greve.

A rapaziada não entende o que é uma greve. Pensa que o ato de não publicar no vivonacidade é como curtir o veranico em Porto Alegre, enquanto num bar toca Vitor Ramil e um saudosista declama Mário Quintana. Vocês estão todos enganados.

Na greve desencadeada no dia 19 de maio de 2010 a luta se tornou intensa. É duro se envolver na organização de piquete na porta do blogue, convencer um fura greve a se recusar a postar no seu blogue, passando compor a greve. Mais duro é enfrentar a “grande mídia” vassala dos grandes portais virtuais, tentando nos desqualificar.

Por esses dias declaram um poema de Mario Quintana,  num ato de lazer dos-as blogueiros grevistas. Ainda não rolou um som do Vitor Ramil mas o Gustavo, da Cultura Monstro, foi ao piquete e prestou solidariedade tocando Listen to My Heart, I Wanna Be Your Boyfriend e Let`s Dance , acabou tocando todas do primeiro lp do RAMONES.

É isso, a greve continua.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vestindo verde em estado de greve


Vesti o meu moletom verde, coloquei o capuz na minha cabeça e resolvi escrever  para o vivonacidade. Nos últimos três meses tenho questionando a qualidade da minha escrita, muitas vezes sem uma profundidade necessária para contribuir de maneira relevante aos debates.

Peraí, debates?

Realmente estou falando de outra cidade, por aqui habitualmente se tem medo de debater, um receio da construção de um ponto de vista coletivo. Não estou escrevendo sobre a atual gestão da Prefeitura Municipal de Joinville, faço referência às próprias pessoas que em determinados momentos estão lado a lado nas lutas sociais. Quando nos seus turvos pensamentos o debate é confundido com as estúpidas “defesas de teses”.

Voltando. O blog vivonacidade está perdendo o sentido, a razão de existir, ao menos pra mim. Eu tenho pensado em seguir um rumo diferente, um caminho em que a pedra seja largada após consistentes reflexões. O que não está ocorrendo por aqui, como  já foi dito de maneira doce. E hoje, enquanto caminhava com meu irmão, voltei ouvir  as mesmas considerações.

Por enquanto quero voltar-me ao ofício de historiador. Aliás, fui contratado para executar a função de historiador no novo documentário do Fabrício Porto, cujo tema é a Ditadura Militar em Joinville. O trabalho profissional tomará um bom tempo. Também estou inserido num projeto de extensão da UNIVILLE, onde estarei investigando o protagonismo da juventude do (no) bairro Jardim Sofia.Sem contar as novas experiências teatrais, que me fizeram voltar à sala de aula da universidade. Só que assumindo um papel diferente. Ao mesmo tempo continuarei agir, pensar, refletir e registrando por meio das palavras escritas ou faladas ou simplesmente com as ações do corpo, mas longe desse "espaço virtual".


Por isso, vestido com meu moletom verde, declaro “estado de greve!”. *




  *Se você leu até aqui. Achou tudo isso uma bobagem, afirmando que não era um texto que esperava no vivonacidade. Pois bem, isso dá mais razão para manter a greve** de pé.
** Essa bobagem toda de “greve de blogueiro” foi inspirado no péssimo livro “Greve da Arte”, do Stewart Home.
*** Na primeira foto uma demonstração de tristeza por precisar entrar em grreve. A segunda foto já estou seguindo ao pé da letra a pedagogia do punk rock. Ou seja, é melhor viver o que a cidade tem, se precisar mudar é levantar as mangas e buscar mudar o que for preciso!

Teatro na quinta-feira

Eu já estava esquecendo de informar da apresentação da peça "Histórias de Malasartes - um malandro de coração", que será nessa quinta-feira. Mais informações:

"Projeto ALTERNATIVAS – 10 Anos

Espetáculo: Histórias de Malasartes – Um malandro de coração
Grupo: Cia Rústico Teatral (Joinville-SC)
Local: Sede da Amorabi – Rua dos esportistas, 510 Itinga
Data: 20/05/2010 - quinta-feira
Horário: 20h
Indicação: A partir de 08 anos
 
ENTRADA GRATUITA
 
Informações: 3465 2075 – amorabi@terra.com.br ou 8474-8221 c/Samantha Cohen.
                   
O espetáculo Histórias de Malasartes – Um malandro de coração, da Cia Rústico Teatral de Joinville, será atração na próxima quinta-feira, dia 20 de maio, às 20 horas, na sede da Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Itinga – Amorabi, em Joinville.
 
O espetáculo faz parte do projeto Alternativas 10 anos. O Alternativas é uma iniciativa da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Itinga – AMORABI, e conta com o patrocínio do SIMDEC – Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura, Fundação Cultural e Prefeitura de Joinville.
Todos os meses a comunidade tem a “alternativa” de assistir gratuitamente apresentações realizadas por artistas joinvillenses que visitam a sede da associação de moradores do bairro. Além de promover apresentações artísticas o Alternativas também estimula a formação de novos artistas moradores do bairro através do Curso de Teatro do Itinga oferecido para crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Sinopse do espetáculo:
Pedro Malasartes é um malandro fácil de ser encontrado na literatura mundial. Aqui mesmo no Brasil encontramos inúmeras histórias dessa figura que, por meio da sabedoria popular, engana todos aqueles que se acham os donos do mundo, seja porque têm mais dinheiro e pensam que os pobres devem servi-los sem pestanejar, seja porque se consideram mais inteligentes. Nas quatro histórias desse espetáculo, são apresentadas as artimanhas que Malasartes inventa para sobreviver nesse mundo de espertezas e de jogos perversos.
 
Realização: Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Itinga – AMORABI"

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O que Mafalda diz sobre a treta na UNIVILLE

Autoria : Quino
Alterações nos balões: Núcleo Anarquista de Comunicação da Barra do Sul.

Solidariedade Estudantil as-os trabalhadores-os da Zeladoria

No dia 10 de maio, segunda-feira, ocorreu uma atividade em solidariedade estudantil aos-as trabalhadores-as da Zeladoria, que foram demitidos-as na última semana. Mais  informações, aqui. Um cartaz, aqui. Mais fotos, aqui.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Elas limpam...

No portal Passa Palavra você encontrará mais informações, clique aqui.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Razões para assistir “A culpa é do Fidel”



1)      É um filme sobre duas crianças crescendo numa família de esquerda, em plena guerra fria, em Paris.
2)      Quando familiares são de orientação política definida a contramão do status quo, as crianças fazem parte de todos os questionamentos e reflexões.
3)      A direção é de Julie Garvas, filha do diretor  de cinema Costa  Gavras – ligado a esquerda política.
4)      Os adultos utilizam as crianças para as nossas ambições, num conflito político não deixa de ser diferente.
5)      As crianças são doces e rebeldes.
6)      Você poderá aprender descascar uma laranja e saber o que é o socialismo.
7)      Poderá conhecer um fragmento da cultura libertária da Espanha, França e Chile.
8)      Saber que o nosso passado político poderá perseguir, a memória  como um fantasma.
9)      A personagem Ana de la Mesa dá uma lição de socialismo libertário.
10)    A estética do filme é bonita.
11)   A revista Veja disse que o filme é autobiográfico e um libelo anti-esquerda. Assista, aí conversaremos se o filme está além da polarização esquerdaXdireita.


DATA: 13/05/2010 - Quinta
FLME: A CULPA É DO FIDEL (Cine SESC/Drama/95’) / Cinema
LOCAL: Teatro SESC Joinville
HORÁRIO: 19h30
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE
ENTRADA FRANCA

domingo, 9 de maio de 2010

Memórias e agradecimento


Em pleno dia das mães, recordo da dedicatória feita a minha mãe, quando completava o meu primeiro círculo de vivência universitária.

Agradeço com toda força a minha mãe, por se manter em pé com todas as dificuldades econômicas, de saúde e de preconceitos por assumir a condição de mãe solteira e operária no seio de uma família cristão. Quando pensado em exemplos de luta, não vem a minha memória Kropotkin, Marighella, Louise Michel ou os grevistas de 1917. Sem saber, minha querida mãe, sempre foi – e será – a minha inspiração na construção de uma sociedade justa, solidária, livre e igualitária.”

Nos últimos tempos tenho revirado a memória, buscando perceber os diferentes aspectos da infância. Nesse trajeto de memória, até uma fase estava debaixo da saia de minha mãe. Um momento, sem recordar com exatidão o que me fez  largar o calor materno, fui para  longe, mesmo vivendo debaixo do mesmo teto. Nessa reviravolta memorialista, a minha mãe sempre se fez presente, eu me fiz ausente.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Entrevista ao Tarifa Zero

O Camarada D publicou uma entrevista comigo. Está no Tarifa Zero, clique aqui e leia.