sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Os intelectuais da cidade


Os intelectuais da cidade são de uma tristeza sem tamanho. Antes de continuar preciso afirmar que o título de intelectual da cidade não foi elaborado por mim, nem por ninguém do meu círculo de amizade ou convivência. Mas, dou ao luxo de perceber a existência de dois grupos de intelectuais na cidade. Vou dissecar, brevemente.



A)    O grupo A está por aí com toda força. Um nome deles é o Carlos Adauto Vieira, advogado e homem das letras. No último dia nove de fevereiro publicou no Jornal Anotícia, um artigo sobre a rua das palmeiras, leia aqui. O intelectual cita dicas para mudar a Rua das Palmeiras, visando transforma-la num centro mundial universal de visitação. Nem vou discorrer sobre as dicas megalomaniacas. O fato é que não faz referências aos problemas da violência urbana e a falta de perspectiva para a juventude da cidade. Ou seja, ignora os problemas reais da população.



B)     O grupo B é dos intelectuais enjaulados nas universidades –UDESC e UNIVILLE – e os das escolas de ensino superior - IELUSC, SOCIESC, ACE e afins. Eles e elas têm muito que dizer, mas suas vozes ficam restritas as torres dos seus espaços de conhecimento. Não ocorrem ecos de suas vozes. O silêncio, em diversos momentos, é por escolha. Desses não vou citar exemplo, pois o silêncio deles e delas não permitem discorrer com citações.




O grupo A continua falando besteiras sobre a cidade, em determinados aspectos gerando influências. O silêncio do grupo B detém responsabilidade nesse fato. É claro que os-as intelectuais do Grupo B não têm a solução ou são as vanguardas salvadoras dos-as fodidos-as da cidade.  Mas o que custa promover o debate, criar discussões e despertar pensamentos na cidade? Por enquanto, só nos resta ler os mesmos pensamentos nos jornais diários.