quinta-feira, 11 de março de 2010

Nós e nóis


 Carlos Marighella (de vermelho) e Getúlio Vargas (de preto)

Por volta das cinco horas da manhã os-as atuadores-as “Ói Nóis Aqui Traveiz” deixaram a cidade. Em Curitiba apresentarão o “O amargo santo da purificação”, fazendo da vida Carlos Marighella um explosivo abastecido de poesia, alegoria e resistência. Daqui estão levando lágrimas. Ao mesmo tempo, deixaram inspirações inquietas, daquelas criadoras de perguntas e mais perguntas. As interrogações delinearam rastros tortos de combatividades permanentes como se nós estivéssemos incorporados ao nóis. 




A foto é do Pena Fiilho, clique aqui.




31 anos de luta.

Imaginar o dia 11 de março de 1979 é identificar tempos nebulosos. O Brasil estava na ditadura militar, instalada em 1964. A abertura para democracia representativa ocorria lentamente, frutos de toda uma trajetória histórica além do  MDB. Também era fruto da luta armada, as organizações sociais e resistências na clandestinidade. Em Joinville, na década de 1960-70, se manteve presente na organicidade da história. No bairro Floresta e outras localidades da zona sul da cidade ocorreram organizações populares e políticas de resistência a ditadura militar. Entre elas estavam as CEB`s - Comunidades Eclesiais de Base, ligada a Igreja Católica, aproximando setores da Igreja com os pobres oprimidos e buscando efetivação dos direitos humanos. Elemento que levou a fundação do Centro de Direitos Humanos de Joinville, o terceiro mais antigo no Brasil. A trajetória da história do CDH é desconhecida na cidade, inclusive pelos ditos esclarecidos. O Centro de Direitos Humanos “Maria da Graça Braz” é um espaço de grande importância nas lutas sociais. Nos 31 anos de existência o CDH foi um dos elementos para o fim da ditadura militar brasileira e continua se fazendo na efetivação dos direitos humanos.