segunda-feira, 15 de março de 2010

Prefeito-dramaturgo-diretor-ator principal (ou: quem tá de saco cheio e bolso vazio?)


O prefeito Carlito, do PT, gosta de teatro. Ao assumir o cargo de prefeito em janeiro de 2009 até o presente momento tentou fazer algumas montagens teatrais. Vamos dizer que não foi um sucesso de crítica e nem de público. Mesmo que todos e todas pagam pelo péssimo enredo do aumento na tarifa do zarcão e da água, peças montadas em 2009.   

É importante recordar de uma montagem teatral do ano passado. O Prefeito, além de fazer a dramaturgia, quis dirigir e ser o protagonista, distribuindo papéis para pessoas do seu meio político. Ao querer colocar ênfase no conflito, abriu um diálogo com os movimentos sociais, organizações populares e entidades de classe. O Prefeito-dramaturgo-diretor-ator principal insinuou um processo coletivo de criação. O texto não saiu como   prefeito-dramaturgo-diretor-ator principal desejava, já que os movimentos sociais criaram sua própria fala, querendo que o transporte coletivo fosse público, nada do direito de ir e vir ficasse na tutela das empresas Gidion e Transtusa.


Numa medida drástica o prefeito-dramaturgo-diretor-ator principal cortou completamente o elenco formado por as todas as vozes contrárias o aumento e a favor do transporte público. É possível compreender o corte do elenco, já que a companhia teatral, capitaneada pelo prefeito-dramaturgo-diretor-ator principal tem responsabilidade com o edital de apoio a manutenção do petismo no poder político da cidade. Só faltar vir a tona alguma relação de que a companhia seja financiada por edital bancado pelas empresas de transporte coletivo.


O ano de 2010 mal começou e o prefeito-dramaturgo-diretor-ator principal já começou a definir uma nova dramaturgia com tema do aumento na tarifa dos zarcões.  Será uma remontagem? Ao contrário da peça do ano passado, os protagonistas e as protagonistas de feições populares e oprimidas não estarão dispostos a compor o elenco do prefeito-dramaturgo-diretor-ator principal. Hoje, a dramaturgia está sendo escrita por diferentes mãos, constituindo um processo coletivo, democrático e radical, tendo como conflito o congelamento do aumento na tarifa do zarcão e a luta por transporte público, fazendo como cenário da toda a cidade e o elenco constituído por quem estiver de saco cheio e com o bolso vazio.